terça-feira, 31 de março de 2009

50 coisas que aprendi assistindo Chaves

Gente. Recebi esse e-mail de uma amiga muito fã do Chaves. Eu sempre
assisti, quando criança, depois de velho,
e acho que muita gente também.

Muito bom o mail... Have Fun!



01. Seria muito melhor ter ido assistir o filme do Pelé.
02. As crianças mexicanas tem rugas.
03. JAMAIS enconstar em alguém que esteja tomando um choque.
04. Seu Madruga paga o aluguel todos os meses. Por isso sempre deve 14
meses, não 15, 16, 17...
05. Brasilia já foi carrão.
06. Não basta ser o maior professor do mundo. Tem que ter um pouco de
pepsicologia.
07. Pessoas bebem leite de burra.
08. Existe uma fruta chamada tamarindo.
09. O Quico é emo.
10. Devemos deixar os outros fazerem nosso trabalho para evitarmos a
fadiga.
11. A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.
12. As tintas verde-limão são as mais baratas no México.
13. Trabalho não é a pior coisa do mundo. Pior é ter que trabalhar.
14. Uma epístola é uma carabina, só que menor.
15. Azul escuro em inglês é blue marinho.
16. Equilibrar cabo de vassoura com o pé é maneiro.
17. Deixar uma casca e banana no chão pode causar um grande acidente.
18. O segundo episodio do Guilherme Tell é o mais caro do mundo. Por isso
o
Silvio Santos não comprou.
19. Alguns móveis são feitos de isopor.
20. Portas também.
21. Se me acordarem às 11h, tragam o café na cama.
22. Socos têm barulhos de sinos.
23. Sempre tem um filho da puta que rouba as moedas nas fontes dos
desejos.
24. Leite é muito parecido com gesso.
25. "Quero ver outra vez seus olhos olhinhos em noite serena" é, talvez, a
única música mexicana que metade da população brasileira conheça.
26. Um cabo de vassoura com um lençol amarrado na ponta
equivale a uma mala.

27. O pai do Quico na verdade está vivo, ele simplesmente fugiu de casa.
28. Alguns alunos são tão tímidos que nem os professores percebem
sua presença
em sala de aula.
29. Uma caveira significa prerigo. PRE-RI-GO.
30. Ninguém tranca as portas nas vilas mexicanas.
31. As marcas de catapora feitas com caneta hidrocor ficariam muito
estranhas na TV Digital.
32. Qualquer Mcdonalds da América do Sul lucraria caso vendesse o Mc
Sanduíche de Presunto.

33. Hector Bonilha é o Antonio Fagundes acima da linha do Equador.
34. As pessoas boas devem amar seus inimigos.
35. Deus é um cara legal por não deixar as vacas voarem.
36. Os carrinhos feitos com caixas de sapatos são os mais maneiros.
37. Não é indicado deixar uma máquina de lavar no meio da sala.
38. Nunca acredite em boatos de que seus ídolos morreram num acidente de
avião.
39. Bolinhas de tênis de mesa são parecidíssimas com ovos.
40. Pirulitos podem ter o tamanho de raquetes de tênis.
41. O trabalho infantil é legalizado no México.
42. Os roteiristas da série não sabiam o que era a aritmética.
43. O estilingue pode ser uma arma mortal.
44. Tem vez que Acapulco é no Guarujá.
45. Se você é jovem ainda um dia velho será.
46. Pouco me importa se você quer. Compre.
47. Algumas pessoas são idiotas a nível executivo.
48. As dívidas são sagradas.
49. Se você quiser vir a ser alguma coisa, que devore os livros.
50. Se capivaras tivessem trombas seriam trapezistas em um circo
tchecoslovaco.


Desculpaí geração Pokemon!

segunda-feira, 30 de março de 2009

O lado Humano de Dona Ruth

Gente. Preciso contar. Pra quem já leu as desventuras de Dona Ruth, minha vizinha de baixo, (se não leu, leia pra entender este Post), está prestes a ler algo impensado.

Sexta-Feira pela manhã, quando saía de casa para o meu estágio (adoro falar assim, parece que não trabalho ainda), tomei o elevador como de costume. Chegando ao térreo, encontro ninguém mais, ninguém menos que ela: General Führer Ruth. Mas, desta vez, estava desmontada!

Não usava seu habitual uniforme militar - as saias para baixo do joelho e os óculos grandes. Estava de roupa de faxina, bobs nos cabelos, e carregando um enorme (enorme mesmo) saco de fraldas geriátricas. Gente, posso falar? Fiquei sensibilizado. A não ser que a bexiga dela não valha mais um pardal desmaiado, ela deve ter um marido bem velho de quem cuida. Foi o que as olheiras profundas dela denunciaram para mim naquela manhã.

Deixei o rancor de lado e ajudei a colocar o saco de fraldas dentro do elevador. Ela esboçou um sorriso cansado e me agradeceu. ELA ME AGRADECEU! Fiquei tocado por aquela bruxa velha! Percebi que dentro daquela armadura de ferro que ela chama de peito, também bate um coração idoso.

Talvez ela não seja tãããããão insuportável assim. Talvez só tenha problemas. E talvez só esteja cansada. Talvez ela só seja velha. E talvez queira alguém pra por a culpa dos problemas da vida dela. Bom, daí ela se fodeu, porque não serei eu MESMO. Mas fiquei um pouco arrependido de blasfemar contra ela. Por isso este é o último Post referente a tão notável senhora (a não ser que aconteça mais alguma coisa de cair o cu da bunda!).

Se eu pudesse, ainda completaria naquela manhã: Desculpa General Führer Ruth...



...Mas vai encher o saco da puta que te pariu.

Abraços,

Victor.

quarta-feira, 25 de março de 2009

157 Reais

Sabe aquelas promessas de fim de ano que você faz desde que se conhece por gente, engole os grãos de lentilha secos e nunca mais? Pois é. Em 2009 eu decidi que este ano seria diferente. Ia perder os quilos que me acompanham há anos, passar em uma boa dermatologista pra arrumar minha pele de calango, fazer um clareamento nos dentes e cortar o cabelo só no Soho com a Cris. Bem bichinha assim mesmo. Eu tava necessitado de uma injeção de metrossexualidade. Às vezes olhava os mendigos na rua e me identificava. É claro que tudo isto terá um ônus no meu ânus - com o peidão do trocadilho - mas resolvi abrir a mão e investir em mim, gastando o dinheiro que estava guardando pra mais um intercâmbio. Porque...né? Afinal, eu mereço, moléstia às partes.

Eu sei que hoje foi a consulta na dermatologista. Eu fui ano passado em uma que só faltou me atender cortando o bife de alcatra (não vou passar o nome da mulher aqui por uma questão ética, mas aquela Drª Glória Maria Batista, Rua Mário Amaral, 319 - Paraíso, pertinho do metrô Brigadeiro....vou te contar viu. Fiquei com medo dela, do consultório e, principalmente, do mau humor da recepcionista. Quase apanhei.). Preciso nem dizer que NUNCA MAIS pus os pés lá né. Depois uma amiga minha me cedeu uma consulta com uma Dermatologista que tinha fila de espera de mais de 4 meses (não foi altruísmo dela, foi viajar a trabalho). Fiquei bebendo até de manhã e mifu: perdi a consulta dessa também. Depois de uma discussão no trabalho sobre qual era o tempo que um médico devia ter de espera para dar a entender que era bom, niquiqui eu decidi ir de novo em uma dermatologista, joguei o shuffle da Zona Sul da Unimed São Paulo e caiu na Drª Aline.

Cheguei atrasado, coisa não habitual em minha vida, mas que a Avenida Paulista me reservou de surpresa às 9 da madrugada. Esperei um pouco e então fui chamado. Bom, baseado em minha experiência supracitada, eu agora tenho alguns pré-requisitos quanto à um profissional da pele.

1- Tem que ser ela. Homem tá pouco se fudendo, no fundo, se você tá bonito ou feio. Eles querem cuidar de lepra, seborréia, cancro, dermatite...doença.

2- Ela tem que te cumprimentar com nojo. Sabe aquele cumprimento que se dá a mão com as pontas dos dedos? Se fizer cara de nojo melhor ainda. É sinal que é limpa e não tava enfiando a mão no pus do paciente anterior antes de vir tocar em você (de luvas!).

3- Ela tem que ser fútil. A dermatologia estética não pode exigir uma pessoa super cabeça. Ela tem que te querer bonito para "arrasar na próxima balada", e nada mais do que isso. Porque é isso que você quer dela também. Nada daquele "nhe-nhe-nhem" da saúde da pele, e tudo mais. Fútil assim.

4- Ela tem que ter um consultório clean (em itálico pra destacar o estrangeirismo desnecessário). Tem que ter chão reluzente, tudo branquinho e com cara de novo. Pelo mesmo motivo do segundo pré-requisito.

5 - Ela tem que ter uma pele de dar inveja à Gisele Bündchen. Porque casa de ferreiro o espeto é de pau é a puta que te pariu. Se sua pele for uma bereba aguda eu JAMAIS vou confiar no que você está me dando pra passar na minha né. É que nem nutricionista gordo. Valha-me Deus!

6 - Tem que querer ouvir seu problema como se fosse um problema grave. Porque não é né. Então tem que escutar como se estivesse diante de um jacaré-do-papo-amarelo, e aquela pele fosse a última fronteira de sua carreira. Assim faz a gente se sentir menos idiota de querer parecer melhor.

7 e último mas não menos importante - Ela tem que parecer, nem que de longe, no escuro, depois do atropelamento, com a Victória Beckham. É sinal de vigor e confirma a existência evidente do terceiro pré-requisito.

Bom, postuladas as exigências, eu digo que Drª Aline cumpre - e muito bem - todas elas. Foi tudo lindo, até eu sair e dirigir-me à Drogaria Onofre, a mais chiquezinha de São Paulo (que eu conheço) porque só lá pra ter as coisas que ela me pediu. Um shampoo, um sabonete, um gel minipeeling, um protetor solar fator 30 para uso diário, e um creme preventivo. Dá-lhe laboratórios importados. Sim, leitores. O prenúncio deste momento é o título do Post. Eu desembolsei naquela hora 157 reais, que significou 1 dia e meio de trabalho árduo. O que mais me irritou foi o protetor solar, que é do tamanho do meu dedo mindinho, da largura do meu dedão, e custou 50 paus!

E agora, neste momento, estou eu aqui ardendo no fogo do inferno com o meu minipeeling na cara e escrevendo minhas asneiras. Não vou me queixar, também, viu. Fiz o que fiz porque quis e não me arrependo. Mas espero que os resultados sejam nítidos, ou eu vou lá, acabo com a raça dela e difamo publicamente, como feito outrora.

Que venha o clareamento dentário!

terça-feira, 24 de março de 2009

Da série "O Orkut lhe quer bem"

Sorte de hoje: O mundo é uma tragédia para os sentimentais e uma comédia para os intelectuais

Quer dizer né. Lógica é a puta que te pariu.

Praquiqui o Orkut se arrisca pagar esse ridículo!?!?!

Vou voltar a ler a coluna da Mãe Dinah. E o Orkut que vá ao local obscuro de onde nunca devia ter saído.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Paulicéia Desvairada - Parte II

Logo que me mudei para cá, a maior maravilha que eu descobri foi a comida japonesa. Lá no interior até tinha uma tiazinha japonesa que fazia uma coisa ou outra, e eu já amava. Só que aqui em Sampa você tropeça em cada esquina num rolo de sushi. A partir disto comecei a comer comida japonesa deliberadamente e insanamente. Teve uma vez que, no alto de minha pseudomalandragem, fiquei observando o sushiman fazendo o rolo e depois cortando, na intensão de fazer em casa e baratear a brincadeira. Ah, e tirar uma de sushiman também, claro.

Eu sei que fui no Pão de Açucar - a filial do céu na terra, para mim - e comprei um pacote de alga marinha por R$10, achando que esse era mesmo o preço da bagaça. Depois minha tia que vive na Liberdade (bairro Japonês de São Paulo) me disse que em supermercadinhos de lá compra-se um pacote do mesmo conteúdo por R$2. Ou seja, né...mifu de novo. Já não tinha o arroz certo, então mandei ver no Tio João mesmo.

Ou seja, do meu plano inicial sobrou só a vontade de pagar de sushiman. Mas persisti. Botei o arroz pra cozinhar do jeito que tem que ser pra dar liga, piquei os recheios e quando estava começando a me preparar, toca o interfone. Eram caras da COMGAS que iam puxar o gás de rua aqui no apartamento. Suhi com obras. Só comigo mesmo.

Os caras entraram, e eu não desisti da minha meta. Coloquei a alga na mesa sobre a esteirinha, e tão logo comecei a esticar o arroz e colocar os recheios, o cara da COMGAS, que tava de olho comprido, não resistiu e perguntou:

-É trabalho de escola, é?

- Não. É meu almoço.

Peguei a faca mais cega que o Stevie Wonder e fui cortar o rolo (que ficou até que bonitinho). O arroz, que por sua vez não tava tão certo quanto deveria + faca cega = merda. Comecei a picotar os suhis e não sobrou UM ROLINHO INTEIRO pra que eu degustasse.

Fiquei puto pra caralho, taquei tudo num prato, muito shoyo e comi de garfo e faca assistindo Sônia Abrão.

Pudavida, nunca mais ousei explorar universos gastronômicos que não competem à minha sapiência culinária.

domingo, 22 de março de 2009

Irmina a Polonesa - O Retorno!

Gente, para tudo. Pra quem leu o Post Irmina, a Polonesa, caiam o queixo.

http://dispatch.com/live/content/local_news/stories/2009/03/22/immigrant_exploitation.ART_ART_03-22-09_A1_4HDAJ7F.html?sid=101

Nessa matéria de um Jornal local, o meu amigo chileno que sifu com a gente nas mãos de tão gorda polonesa, abriu o jogo geral e denunciou todo o esquema que sofremos na terra de Tio Sam.

Tô besta até agora. Irmina é agora uma CRIMINOSA!

Deve estar sendo presa, segundo o Felipe. Caralhaquatro! Que bafafá. Espero que num feda pro meu lado mais do que jpa fedeu.

Mexe com um chileno pavê.

Paulicéia Desvairada

Eu poderia montar uma sessão de posts aqui no Blog com esse nome, só contando as experiências que me sucederam quando mudei para São Paulo. Pra quem não me conhece ou não sabe minha história de vida (violinos ao fundo), eu nasci em Sampa, mas mudei quando criança pra uma cidadezinha (30.000 habitantes....é menos gente que na minha rua) do interior de São Paulo, tão cedo que nem tenho memórias pré-interioranas. Mas assim foi. Cresci, e por lá fiquei até completar 18 anos e mudar para uma cidade...menor. HaHa. Tá, não podia deixar de contar que morei em uma cidade que tinham macacos nas ruas. Mas sobre essa eu falo depois. Passei no vestibular, na famigerada Universidade de San Pablo (adoro dar um ar mexicano às histórias), e vim morar aqui.

Portanto, meu grau de inocência era muito alto. Eu parava pra ouvir todo pedinte, olhava cada vez que buzinavam achando que era comigo, pedia pizza e dava meu endereço apenas com o número do prédio, achava lindo tomar elevador, achava chique andar de metrô sozinho, pedia informação até para aqueles caras que as pessoas tem medo de olhar, andava de madrugada por lugares obscuros, puxava assunto e contava minha vida a qualquer um, e acreditava que o Pão de Açúcar era uma bênção divina por ser 24 horas.

Isto tudo sucedeu-se em 2006, ano que, coincidentemente, uma graaaaande amiga minha também se mudou de lá para cá pelos mesmos motivos. E, como no começo tínhamos tempo e não tínhamos mais nenhum amigo, nos encontrávamos frequentemente para fazer coisas juntos. Pra quem não se lembra, ano de Copa do Mundo. Não lembro onde foi (e to com preguiça de Googlear isso), só sei que a Itália ganhou.

No auge de minha supracitada inocência, fiquei sabendo graças à Central Globo de Produções que exibiam os jogos do Brasil em um telão no Vale do Anhangabaú (você que não é de São Paulo e não sabe o que isto significa pois não sabe o estado de degradação do Centro desta cidade, com certeza não meteu a mão na testa nessa hora). Imaginei na hora que deveria ser uma GRANDE emoção assistir a um jogo do Brasil na Copa em meio a milhares de torcedores brasileiros fanáticos. E foi.
Claro que não poderia ir só. Liguei para essa minha amiga - que é tão Barbie que faz escova e chapinha pra ir pra faculdade - e fomos os dois pro Vale do Anhangabaú assisti Brasil vs. Japão.

Chegamos cedo pra caralho. O telão ainda tava passando Vale a Pena ver de Novo, e tava MUITO vazio. Pensei até que era jogo de câmera da Globo nos takes pra parecer que estava cheio. Então fixamo-nos bem perto da cerca da frente, e fizemos companhia às únicas pessoas que estavam lá vestindo camisetas do tipo "Filma Eu", ou alguma mensagem pro Galvão Bueno. Ficamos conversando e nem percebemos que começou a encher de forma significativa, na medida que a hora do jogo se aproximava.

Gente, juro. Aquilo se tornou, em minutos, a Reunião da "Liga Nacional dos Mendigos Associados". Tirando nós, os que tinham mais dente na boca eram os cachorros - porque um mendigo SEMPRE tem um cachorro. Quando percebemos, já estávamos envolvidos na mendigagem de uma forma bastante olfativa. Determinada hora uma mendiga chupava mexerica e jogava o bagaço no público - eu era um deles. Com isso, logo saiu uma briga de mendigos, e nós começamos a ficar apavorados. Iniciou-se o jogo, e já não havia meio de sair dali. Estávamos no olho do furacão!

Como já diz o ditado: "Tá no inferno, abraça o capeta." Resolvemos assistir o jogo mesmo em meio a tamanho odor e tentar, na medida do impossível, curtir. Eu sei que foi uma coragem grande de nossa parte, mas naquela hora não tinha muito o que fazer mesmo. Começado o jogo, a cada lance que o Brasil chegava perto do objetivo me dava uma ânsia devido aos braços que se levantavam expondo aquele chorume a céu aberto. Estávamos absurdamente apertados e esmagados com os mendigos, que em alguns momentos desacreditavam estar na presença de tão formosa dama naquele lugar, minha amiga. Ela também desacreditava estar na presença de tão formosos lordes.

Eu sei que na hora que o Brasil fez o gol, perdemos o controle. A mendigada pulava e se descontrolou de uma forma, que a polícia jogou bomba de pimenta. Quer dizer né. Se tava ruim, fodeu ge-ral. Só que aquela merda de bomba de pimenta serve pra dispersar multidão. Mas a gente não tinha por onde ser dispersado, já que era cercado por grades. Ou seja, foi um tal de mendigo desmaiar que vou te contar. Uma hora eu e minha amiga abaixamos pra evitar respirar aquilo, mas a suvaqueira e o chulé dos mendigos tava tão forte embaixo que preferimos voltar pra pimenta.

Bom, daí eu já tive que abraçar minha amiga como se fosse namorada pra evitar que a mendigagem se aproveitasse da Barbicie dela, e até o fim foi rezar pra que aquele inferno acabasse logo. Gente, juro. Quando terminou aquele maldito jogo, eu jurei subir a escadaria do Bonfim por ter saído vivo de lá. Parecia que nós tinhamos sido atropelados por três escolas de samba inteiras, e surrados por He-Man e She-Ha juntos em uma batalha mortal. A gente se olhava e não acreditava que havíamos vivido aquela situação. Pegamos o metrô em silêncio, ainda tentando conformar-nos com o odor que exalava de nós mesmos.

Acho que foi o banho mais longo da minha vida. Quando o Brasil perdeu pra França eu quase comemorei. Mas tenho certeza que lágrimas de mendigo rolaram no Anhangabaú.

Paulistano desavisado é Paulistano fodido!

terça-feira, 17 de março de 2009

O Glamour da Estação da Sé...



Foi em um dia como este. Sim caros leitores, em um dia como este, que eu peguei um trânsito fenomenal - e não me refiro em nenhum segundo ao Ronalducho - fiquei horas a fio parado, e depois, quando desço a escadaria do Metrô da Sé, acreditando ilusória e compulsivamente em um milagre, me deparo com esta cena.

Neste dia eu cheguei ao final da escada rolante, agachei do lado da máquina de vender livros pra não ser pisoteado, e chorei. Chorei de soluçar, pior que muito choro da minha vida.

Chorei por uns 10 minutos sem parar, de lavar o rosto e a alma. Levantei, sequei as lágrimas, e entrei na fila pra pegar o próximo trem.

São Paulo tem disso. Tem dia que a gente tem vontade de matar dois, três, e tem dia que a gente ama como se fosse um filho. Neste dia, especificamente, eu odiei.

sábado, 14 de março de 2009

Da série "O Orkut lhe quer bem"

Gente, abro meu Orkut. Quase nunca olho a frase do dia, porque já taaaanta asneira, que nem olho. Mas como sou curioso às vezes, resolvi olhar hoje:

Sorte de hoje: Encontre a felicidade no seu trabalho ou talvez nunca saberá o que é felicidade.

É de foder ou não é? Olha esse Orkut que mal amado!!! E ainda me deseja mais trabalho! Sai de mim! Espero não correr o risco dessa praga pegar!

Felicidade = Trabalho?

Alguém aqui estava precisando sair mais com os amigos, arrumar um affair, viajar, comer em bons restaurantes, conhecer gente nova, estudar coisas novas, ler bons livros....tá loco!

¬¬

Fiquei puto com Orkut e ponto.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sonhos surrealmente reais!

Essa semana teve um dia que eu trabalhei de madrugada. Por motivos de prazos, enfim. Não interessa porque eu trabalhei de madrugada. Só sei que fui dormir às 5 da manhã passadas.

Por volta das 9 horas da manhã, estava na maior profundeza de meu sono, quando ouvi baterem na minha janela. Tá. Não seria estranho, se eu não morasse no QUINTO ANDAR DO PRÉDIO. Uatarrél estaria batendo na minha janela naquela hora? Pensei que era um sonho, sabe aquele momento meio acordado, meio dormindo?
Virei pro lado, fiz um "minham minham minham" e cerrei as pálpebras cansadas. Volto a escutar batendo, desta vez de forma mais abrupta.
Caracaaaa manos! Que viagem foi essa? Dei um pulo na cama, porque agora estava certo de que era comigo o negócio!

Susurrei ainda em voz-de-to-definitivamente-louco:

-Pois não?

Cara, sussurrar "pois não" pra sua janela do QUINTO andar, é um momento ímpar na vida.
E o pior, respondeu!

- Oi! Quem está aí?

Puta merda. Ou foi a maior brisa da minha vida, ou era a realidade mais freak possível das nove da manhã daquele dia. Era uma voz no quinto andar, que interagia comigo, e mais: Era interessada na minha vida! Pensei se Dona Ruth não havia começado a subir DE FATO pelas paredes.

- Eu, uai.
- É que eu preciso que você abra a janela porque a gente vai pintar por fora!

Ufa. tava explicado. Cacete, essa síndica me mata do coração com pinturas na janela. Mas ainda assim estava descontente com aquela história. Porra, eu tinha ido dormir às 5! Isso representa apenas 4 horas de sono, que é pouco até pra um anão de jardim.

-Moço, vou abrir não!
- Ô meu filho! A gente mandou carta avisando que ia acontecer!
- Mas eu não recebiiiiiiiiiiiiiii!

Quem me conhece um pouco sabe que eu com sono, pra discutir com uma janela, num precisa nem de motivo!
Voltei a dormir, já puto. Tocou o interfone. Relutei em atender, mas era insistente.

- Alô! (nada amigável)
- Oi, é da Portaria. O senhor tem que abrir a janela pra pintar.
- Moço. Olha só. Eu fui dormir quase seis da manhã. Eu PRE-CI-SO dormir!!! Ele não pode voltar mais tarde não?
-Não pode. Então vai ficar sem pintar!

Ai se eu soubesse antes que a solução era tão simples.

-Ótimo! Fica sem pintar!

Voltei a dormir. Depois quando acordei pensei na vista da rua para o meu prédio. Todas as janelinhas pintadinhas bonitinhas, e as minhas amareladas e sofridas com o tempo.

Bom, pra quem já tinha discutido com a janela naquele dia, isso não era nada. Porque olha, vou te contar...pra dormir um pouquinho mais eu deixo janela sem pintar, quebro o pau com o porteiro, discuto com a janela, e sapateio na cabeça de Dona Ruth, se necessário for.

Boa noite. Fui!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sobre Microondas e Alface no Dente

Gente, juro. Há pouco estava num famigerado busão por esta cidade de São Paulo, e entrou uma mulher com uma bunda tããããão grande, mas tããããão grande, que eu não consegui evitar o olhar de inconformidade com aquele voluptuoso bolo de carne!

Porque ela não era exatamente gorda, e a bunda dela não era tããão grande pros lados (como geralmente é), mas era e-nor-me para trás! Seguramente apoiaria um forno de microondas naquela bunda com um vasinho em cima! E aí eu me peguei pensando em como certas coisas tem alta atratividade de nossos olhares.

Sim, molecada. Percebe o olho sendo puxado pela alface no dente! Você não quer! Você evita! Mas o olho volta sempre na alface, não importa o que! E mil outras coisas. Podemos colocar nesta lista cofrinhos! Nossa, quão grande é o grau de atratividade ocular dos cofrinhos?! Por isto que eu criei uma metodologia para que os cofrinhos sejam cobertos sem aquela clássica frase: "Viu, seu cofrinho tá aparecendo...". Colocar moedas! É aquele tipo de atitude que é tão básica que beira a genialidade. Como eu ter passado um trote telefônico no Disque-Trote que a USP tem para os calouros denunciarem abusos. Poxa vida, é um DISQUE-TROTE, sabe? Fiquei orgulhoso de mim.

Nossa, se for elencar a lista das coisas que puxam os olhares, vou ficar até amanhã.

Mas se tem uma coisa que era grande, era aquela bunda. Ai de mim se eu tivesse um microondas pra por em cima e testar se parava bem ou não. Ai dela se o microondas parasse em cima da bunda. Já mandava um Hot Pocket Sadia nugrau de fome que eu me encontrava.

Agora (parafraseando Guaraná Antartica): Um dente com alface mordendo o cofrinho daquela bunda, seria "O" acontecimento! Pagava pra ver.

Abraços!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Emoção Oriental: um paradoxo moderno.

Texto do meu outro blog, mas eu acho que se encaixa bem nesse aqui.






Já diz o provérbio: "Uma imagem vale mais que mil palavras..." E como esta vale.

Dá pra imaginar tanta coisa!

Será que os japas presenciaram uma tragédia e estão se consolando? Será que estão num ato sexual público em pleno orgasmo? Seriam irmãos gêmeos se descobrindo? Ou quem sabe duas pessoas que se entregaram à emoção e abraçaram o primeiro idiota que viram na frente? Talvez pessoas que queriam expor suas novas dentaduras e não sabiam como!? Quizás ainda um casal dançando novamente seu primeiro bolero? Campeões de um reality show da "Melhor Idade" (qualquer dia escrevo alguma coisa sobre esta história de "Melhor Idade"...), ou ainda dois cantores alcançando notas agudíssimas? Quem sabe um novo tipo de "trote universitário" que se colam as pálpebras???!!!!


Bom, desta foto da pra perceber que tem emoção. Nesta imagem podemos entender no mínimo isto. É evidente que alguma coisa forte faz este dois se abraçarem desta forma.


Tudo bem, vou revelar dois mistérios: Um é a razão deste abraço tão caloroso, e o outro é se eles são Japoneses, Chineses ou Coreanos (Não podia perder a piada!).

São dois irmãos Coreanos (lá se foi um mistério) que não se viam há 54 anos e se reencontraram.

Mas que a foto é engraçadíssima, isto é!

terça-feira, 10 de março de 2009

Pré-Molar é a puta que te pariu

Como outrora prometido vou escrever sobre os dentistas. Ah, os dentistas. Se existem pessoas que nasceram com um sadismo intrínseco são eles. Fantasiados de fadas-dos-dentes, estes excelentíssimos filhos das putas nos provocam torturas dignas de regimes ditatoriais e ainda recebem por isso com um sorriso - irônico e invariavelmente bem cuidado - no rosto.

Eu honestamente acho que tem que ter um pézinho na Alemanha nazista pra querer ser dentista. Aforante todo este aspecto psico-sócio-cultural comum a todos eles, existem alguns aspectos que podem ser que sejam comum a todos, mas eu vou citar baseado em exemplos de minha vida dentária. Começa pela sala de espera. Pode ver que sempre botam lá uma mulher com cara-de-não-queria-estar-aqui-nenfu-mas-meu-marido-não-aguenta-mais-meu-bafo-de-onça, revistas idiotas (porque assim você não se desconcentra com uma boa leitura), e sem exceções, uma porta fina. Se eu fosse dentista ia investir pesado numa porta de madeira de alta qualidade, ou até à prova de sons. Porque aquele barulhinho de motorzinho vai dando um trimilique interno, e as pessoas na sala de espera começam a se entreolhar prevendo a hora que vai chegar sua vez, quase que uma empurrando a outra pra dentro do abatedouro. Péssimo.

Além disso, conclui que dentista é solitário. Ou sem noção, não sei bem. Porque quando você chega no consultório e entra, eles nem te dão bola. Estão todos lá preocupados com os procedimentos, equipamentos, senta aqui, como vai, e não passa disto. Bastou enfiar 3 algodões, um fórceps e aquele caninho de chupar baba, que eles desandam a querer estabelecer diálogos com você. E não, eles não fazem perguntas de "Sim" e "Não":

- Me conta o que aconteceu no seu Carnaval!

Porra. Eu podia ficar meia hora contando tudo. E não existe uma forma de responder monossilabicamente estas perguntas! Pode ver! Volta e meia perguntam coisas tão complexas que você precisava de um psicólogo te acompanhando em terapia pra responder. Do tipo:

- E o que você pretende da vida?

Se enxerga com todo este equipamento supramencionado dentro da sua boca ter que explicar o sentido da sua vida! Peraí né amigo?! Acho que faz parte da tortura isso. Te forçar a questões tão complexas que não possam ser respondidas e te deixem mal por não responder. Ou mal por nem saber o que quer da vida!!!

E as máscaras??? Ah, bendito foi o designer que criou máscaras temáticas. Acho que era pra ser com criança, mas alguns deles usam deliberadamente. É no mínimo traumático ver uma pessoa com cara de palhaço te enfiando o motorzinho na boca.

Sem falar da dor. Quantos dentistas não te disseram já:

-Segura a minha mão (ou da pobre assistente). Se doer, aperta.

Aí naquela hora que dá a fisgada você esmigalha os ossos da mão. Eles invariavelmente respondem:

-Ahhhhh, mas agora não dá pra parar! To quase lá.

Quer dizer né. Então pra que que manda segurar a mão? Segurasse o próprio pinto, que assim aperta e esquece um pouco da dor no dente. Queria que mandasse socar a cara quando sentisse dor. Aí ia ver neguinho parando pra por gaze no nariz sangrando. Seria tão, mas tão mais reconfortante poder devolver a dor de alguma forma. Ou então cravar o dente na teta da dentista pra provar que a dor dói.

Mas pra mim o mais cruel de tudo isto é pagar o dentista. Quase sempre é uma grana que você não tem, por um serviço que te maltratou psicológica e físicamente, você nem enxerga os resultados, e eles sempre soltam um "Obrigado" extremamente receptivo, caloroso e honesto no final. Quantos "enfia no cu" eu já segurei. Só a fada dos dentes sabe.

Não que eu ache bonito a banguelice, nem defenda o pretume dentário. Mas é que Tandy me irrita.

Por isto protocolei pra minha vida: Dentistas, um mal necessário.

domingo, 8 de março de 2009

And the Oscar goes to...

Gente. Fiquei muito emocionado essa noite.

Tudo isto porque o meu Blasfêmia Cotidiana foi indicado como um dos melhores blogs de humor (?!) de 2008!



Pois é. Tô chique! Óbviamente tomei uma lavada, pois concorri com gigantes tipo KibeLoco, Jacaré Banguela, etc. Mas ainda assim fiquei lisonjeado pela indicação e pelos míseros votos que recebi (que NÃO FORAM do meu pai, da minha mãe e da minha vó.)

Quero aproveitar pra agradecer as visitas de lugares exóticos que venho recebendo (HA! Eu sei de tudo, graças ao Google Analytics). E pelas pessoas que miraculosamente resolveram começar a comentar.

Abraços a todos e obrigado mais uma vez...

Victor

Foi feito pra você

Gente, juro. Adoro quando publicitário tem acessos de critividade com pop-ups interativos.
Um banco muito conhecido no país qua acabou de fundir-se com outro e se utiliza de cores laranjas (porque não tá me pagando NENHUM JABÁ pela divulgação) fez uma propaganda.
É pra você pintar o negão do Timbalada. Bom, eu obviamente não me contive, e usei a minha criatividade. Os resultados passíveis de Print Screen vocês conferem abaixo (clique na imagem para ampliar):





(Cosquinhas)


(Tampando o logo pra evitar mídia-espontânea)
Enfim. Usem a criatividade e abusem deste pop-up interativo!
Abraço!

Lucas

Ontem foi a festinha de aniversário do meu sobrinho, um gênio das tiradas, que completou 4 anos esta semana. Por isto publico algumas de suas:

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Minha Vó para o Lucas (não me pergunte o contexto, pois desconheço):

-Lucas, sua mãe é o pote e sua vó o potão.
-Então você é o Barril, bibi.

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Meu irmão compra batatas chips de maçã e tenta convencer o Lucas que uma alimentação saudável compensa:

-Olha Lu, essas chips são de maçã e são crocantes iguais as batatinhas.

Lucas come uma, engole e retruca imediatamente:

- São crocantes pra você que é gordão.

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Minha prima (e madrinha) ouve Lucas falando do Star Wars:

-Você conhece o Star Wars Lu?
- Conheço, madrinha.
- Sabia que é Guerra nas Estrelas?
- Sabia.
- É porque star é estrela e war é guerra em inglês.
- (Cara blasé) Eu sei. Minha mãe já me disse.
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Parabéns pro meu querido...muitos anos pela frente...

sexta-feira, 6 de março de 2009

Google Brincalhão

Gente, se tem uma coisa que me irrita no Google é quando ele resolve tirar com a nossa cara.
De vez em quando ele dorme com o Bozo de conchinha e vem zoar com a minha.

Veja o caso abaixo. Estava procurando (não me pergunte o porquê) estas palavras:



Aí Sr Google, no alto de sua benevolência, não encontrando o procurado, sugere..."Ahhhhh, queridooooo, serááááá que você não teria tido a intenção de procurar isto????".

Devido ao grau de esdruxilidade da palavra, até causa aquela dúvida né. Putz, será que era isso que eu teria querido dizer? Cliquemos na sugestão, eis que surge:



Google responde: Bom, se era isso que você queria procurar, foda-se, porque também não existe!

Quer dizer né. Porque que sugere então? Alguém já te deu uma sugestão alternativa inexistente?

Tipo você perdido nas ruas de São Paulo. Pergunta a um transeunte:

-Por favor (porque é educado(a)), pra chegar no prédio do Correio eu pego a Rua João XXIII?
- Ahhh, não seria melhor você pegar a Casemiro de Abreu?
- Ah, é? Melhor? Então vou por ela, obrigado.

Depois de três horas rodando, e sem sinal de NENHUMA Casemiro de Abreu, você volta pro local que encontrou o elemento (já fulo da vida) e pergunta (desta vez desprovido de muita educação)

- Ô meu senhor! Onde é que tá essa merda de Casemiro de Abreu?
- Não tá não.
- Cuméquié?? E porque é que você me manda pra lá, então???????
- Ué, você já tava perdido mesmo. Tanto fazia se era na João XXIII ou na Casemiro de Abreu!

Bom, você, no mínimo, enfiava a mão na cara do cidadao, né não? Mas como ele é o Google, e não tem uma cara pra eu enfiar a mão, eu guardo o ódio no coração para que, quando estiver em Los Angeles, próximo à sede deles, possa fazer um ataque terrorista à altura.

Sorte a deles que a passagem pra L.A. tá cara. Sorte a deles.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Instituto da (falta de) Sono

Eu tenho problemas respiratórios desde que nasci, era intrínseco ao meu ser.
Minha respiração sempre foi um milagre. Tive todas as "ites" que um pulmão + nariz podem suportar.
Aos 20 anos eu respirava tão mal (de dia e principalmente de noite) que resolvi operar tudo que fosse necessário pra viver normal. Significou alterar o desvio de septo (já contei essa), tirar as amígdalas, diminuir a campainha (sim...) e a adenóide. Tava parecendo uma múmia no fim da cirurgia. Mas isso é o fim da história. Antes disso o médico pediu uns exames pra avaliar meu estado de saúde pré-cirúrgico, sendo um deles no Instituto do Sono.

O Instituto do Sono é aquele que sempre aparece com as estatísticas quando tem Globo Resporter sobre "Dormir Bem". Aí mostram os vídeos de pessoas que sambam a noite inteira, sonâmbulos, etcetera. Minha missão era passar uma noite lá. Pensei que seria meio chato né...afinal é como um hospital. O quê meu amigo? A hora que eu cheguei no quarto quase caí da cadeira! Parecia suíte de hotel de luxo! Uma cama gigante só pra mim, banheiro com banheira, televisão e tudo! Do alto da minha ignorância comecei a imaginar que seria uma noite sensacional. Só faltava a enfermeira gostosa.

Logo entra Dona Edna, uma enfermeira baixinha e gordinha com uma berruga na testa. Era o início do fim. Falou pra eu tomar banho, mas num podia lavar a cabeça porque iam colar os eletrodos e o cabelo não podia estar molhado. Agora para. Pensa que antes de você dormir uma pessoa diz que vai colar eletrodos na sua cabeça! Na hora pensei na Feiticeira com aqueles eletrodos na bunda que contraia e relaxava (exercício de sedentário). Fui tomar banho, esqueci e lavei a cabeça. Putaquepariu. Já fiquei imaginando aquelas merdas dando choques em mim a noite toda. Sequei tanto com a toalha que ela nem percebeu!

8 horas da noite eu deito na cama e a véia começa a me colar eletrodo. Gente, juro. Ela ficou até as 9 colando aquelas coisas em mim. Eu quase perguntei se ela num queria que eu abaixasse a cueca pra ela colar eletrodo no meu pinto! Tava pior que o Frankstein em noite de testes!
9 horas da tarde ela apaga a luz do quarto e me diz: "Boa noite, durma bem!". Quem me conhece um pouquinho sabe da minha absoluta notivagacidade. Soltei um sonoro:

-Cuméquié??? Pera lá minha senhora! Você querer me grudar um monte de coisa, vá lá, mas querer que eu durma as 9 da tarde já é demais!

A tia: "É bem. Vocês dormem às 9 e a gente acorda às 6!"

Quer dizer, né. A berruga na testa ficou fichinha! Já anunciei:

-Tá, só que é assim. Eu não consigo dormir cedo...posso ver um pouco de televisão pra ver se embalo?

-Pode, um pouco pode.

Não deu outra. Liguei a TV que só pegava Globo e assisti novela e BBB. No fim do famigerado Reality Show, voltei à minha realidade com Dona Edna adentrando meu quarto e tomando o controle da caixa mágica de mim:

-Bom, agora você tem que dormir.

Tá, entendi as razões daquela pobre senhora, mesmo sabendo que não conseguiria. Deitei, e não parei de fitar aquela câmera que me mirava de volta no teto. De vez em quando eu me virava de lado pra tentar arrumar uma posição mais confortável e soltava um eletrodo com um evidente "ploc!". Lá entrava Dona Edna e sua berruga, acendia a luz, passava cola, grudava, segurava um minutinho, apagava a luz, fechava a porta e falava dorme bem. Dorme bem né. Na casa da mãe dela. Lá pras 4 peguei no sono. 6 horas da manhã entra Dona Edna com um sorriso no rosto - que significava fim de expediente - e quase cantarolando uma música de "Bom dia".
Cara...cada eletrodo que ela me arrancava cantarolando aumentava a vontade de arrancar a berruga dela a dentadas. Meu mau-humor matinal é incomparável.

Me mandou pro café da manhã, que por sinal, foi sen-sa-ci-o-nal! Nem sei como eu comi aquelas coisas todas. Tava num estado deplorável! Parecia que tinha sido atropelado por três escolas de samba! Determinada hora parei o olhar num tiozinho que estava com uma cara tão desolada quanto a minha. Ele olhou de volta com cara de "estou no mesmo barco" e falou:

-É um café de rei pra compensar uma noite de filho da puta né.

Resumiu tudo. Que noite filha da puta!

Resultado do exame: Problemas respiratórios ínfimos detectados em um curto período de tempo, e constatada insônia crônica.

Mereço?

Experiências Soteropolitanas

Como eu disse antes, passei o Carnaval na cidade do Carnaval. Sim, queridos leitores, fui pra Pipoca de Salvador, e vivi momentos duca. Mesmo! (thx Mari pela sensacional acolhida!).

Cheguei no sábado de Carnaval. Desci do avião e segui as indicações de minha amiga pra pegar um busão (bandeira 2 nego, nenfu!). Paulistaníssimo, pedi 37 informações e aguardei quietinho o meu ônibus chegar. Parou o ônibus e logo surge o motorista com a mão na cara do primeiro da fila que ensaiou entrar no referido, anunciando:

(Leia com um sotaque baiano para que se torne mais verossímil)
- Rapaz...já fiz três viagens sem parar, vou descer, dá uma mijadinha, comer um sanduíche, tomar um cafézinho. Se vocês quiserem esperar, muito que bem, eu levo. Se não, pode esperar o próximo chegar aí, ou pega um táxi, se vira! (batendo uma mão contra outra).

Neste momento assimilei que não estava me deparando com o baiano way of life. Não. Ser baiano é mais que isso! É uma filosofia de vida auto-construtiva e anti-destrutiva! Mas eu sou paulistano estressado da coxa branca e fiquei batendo o pé do lado do busão.

Bom, cheguei no meu ponto, fui pra casa, coloquei as coisas e ia encontrar meus amigos no Campo Grande (um dos circuitos lá). Eis que rola essa conversa com o taxista no ponto:

- Por favor, quanto que dá até o Campo Grande?
- Ahhhh, mas eu não vou pro Campo Grande agora não, vice.
- ?
- Tá um engarrafamento dos inferno praquelas bandas!
- Moço. Eu preciso ir pro Campo Grande! Você tá me dizendo que vai se recusar a me levar porque tá engarrafado????

Tá, nesse momento me baixou o Paulistano enfrentador de trânsitos homéricos diariamente, sofredor, curintiano...

-Mas num levo mesmo! Vê lá com o último da fila dos taxista que talvez ele te leve.

Entrei no Táxi.
-Vai pra onde?
- Pro Campo Grande.
- Rapaaaaz, vou pro Campo Grande agora não! Pode descer.
- Porqueeee????
- É que tá tudo engarrafado lá por uma hora dessas. Não vou mesmo, por dinheiro nenhum!

Gente, juro. Pensa se os taxistas de São Paulo se utilizassem deste critério! Eles iam morrer de fome! Trabalhariam da meia-noite às seis da manhã, porque só essa hora não tem trânsito nesse inferno de cidade.

Pensando bem, comecei a concordar com o João Gilberto:

"A Bahia que vive pra dizer como é que faz pra viver..."

Quer dizer né...Tava à pé e tinha acabado de levar um tapa na cara de João Gilberto. Mas tudo deu certo, foi lindo, e agora to até achando que paulistano é tão estressado...

Mas logo passa, porraaaaaaaaaa!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Rapidinha

Primeiro quero desculpar-me pela ausência. Foi grande, eu sei. Mas Salvador, Carnaval, Praia e, especialmente, amigos do caralho, exercram uma força sobre mim mais forte do que se calcula, e eu me ausentei do Universo por 10 dias. Mas rumbora!

Tem desenhos animados que me intrigam. Falo mais outra hora. Mas um especialmente me deixa meio (coloque aqui seu adjetivo apropriado).

Capitão Planeta. Tá lembrado? Concordo que é louvável a idéia deles lutarem pela natureza e blá. Mas tem uma coisa muito errada nesse desenho.



Na hora de "morfar" (/Power Ranger) eles gritam:

TERRA!

ÁGUA!

FOGO!

(Até aí tudo bem. Elementos da Natureza).

CORAÇÃO!!!!!!!!

Peralaumpoquim, minha querida. O grupo das visceras não é aqui não. Tá aí o capitão Planeta que podia avisar a menina. Mas com certeza nos bastidores devem rolar uns pegas muito fortes, e eu não ponho minha mão no FOGO pela integridade moral da que põe o coração na história toda. E a coitada que introduzia o ar deve ter tido uma puta briga com o diretor do programa.

Os bastidores. Ah, os bastidores. Felizes aqueles que sabem o que faz o ar ser substituído pelo coração.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Puxa a Cordinha

Pensa numa Pop-Up INVASIVA. Agora pensa outra vez:
Realiza chegando o caminhão de amostras da O.B. na porta da sua casa. Sua vizinha vai achar que você carrega um buraco-negro-avermelhado entre as pernas, o porteiro vai pensar que você espirra e vira ao contrário, e...ah, não vou utilizar toda minha capacidade analítico-criativo-interlocutiva com este caso para não constranger os leitores.
Será que essa Pop-Up vai receber UM CLIQUE?
Da série "Publicitários Geniais!"

Se o cavalo manco falasse - Parte II

Cantando em inglês, Calypso investe em carreira internacional
Banda também grava disco em espanhol e faz turnê européia em 2009. 'Accelerate my heart' pode aparecer em trilha sonora de Hollywood.


A cena já foi vista em alguns programas de televisão e em shows do Calypso – acompanhada da guitarra de Chimbinha, a vocalista Joelma canta em inglês os versos da música “Acelerou”. A versão não é brincadeira de palco, ela já foi gravada sob o nome de “Accelerate my heart” e pode até entrar na trilha sonora de um filme americano, diz o empresário da banda.

A tradução oficial da música é assinada pelo ex-baixista da banda de pop britânica Bliss, Paul Ralphes, e pela publicitária carioca Rosana Ferrão. Sem esconder o sotaque paraense, Joelma canta versos como: Could this be for real, or is it just for fun / Lighting up my fire, burning up inside / Is it just a dream? Can you turn me on?


Apesar de carregar o nome de um estilo musical caribenho muito popular no norte do Brasil, o Calypso não tem medo de soar muito “regional” para os ouvidos estrangeiros: “Temos influência de música árabe, indiana – nosso ‘Acústico’ tem elementos de country e flamenco. E, no fundo, o som do Calypso é mais parecido com o rock do que com qualquer outra coisa”, explica Chimbinha.

Inglês, aliás, não é a única língua em que a banda está investindo para sua carrreira internacional. Neste mês, o Calypso grava seu primeiro álbum com letras em espanhol, voltado para o mercado latino.

Mas, antes de uma turnê pela América do Sul, a banda tem compromissos marcados na Europa, passando por Itália, Alemanha e Portugal em julho, e outra nos EUA em setembro, além de apresentações em Cabo Verde e Angola – onde a banda se apresentou em 2008 no Dia da Amizade





Tá, chegou o momento. Quem vai contar pra eles? Deusulivre!!! Pra quem pensava que ia ficar no Nobel, chupa essa manga. Pra quem trabalha 8 horas por dia pra ganhar salário mais vale-refeição e vale-transporte, chupa essa manga. Pra quem fez anos de curso de inglês, chupa essa manga. Pra quem já tentou alavancar a carreira internacionalmente (leia Sandy & Junior), chupa essa manga. Pros admiradores de música de qualidade, chupa essa manga.

Tô começando a achar que quem envergonha o povo do Pará, sou eu.

Ironia fina

Então o Presidente mais natativo da história deste país fazia um discurso para os novos prefeitos eleitos, em Brasília:

- Hoje o Brasil tem QUATROS PROBLEMAS.

(Suspense)

- O primeiro é o ANALFABETISMO!


Ô se é. Tcheu ver que que tá rolando no Shoptime.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Dona Ruth - UPDATE

Pra quem acompanhou o Post "Dona Ruth", que mencionava nossa atribulada relação com a vizinha debaixo, aí vai o update, que sucedeu-se no último domingo.

Eu e meu primo no elevador. Ele apertou o sexto, pois no prédio que mora, vive no sexto (foi um engano, porra). Eu apertei o quinto. Chegamos ao térreo e ninguém mais, ninguém menos que ELA entra no elevador.

Com seus óculos grandes mirou os números apertados no painel antes de marcar o 4o andar.

-Quem é que mora no quinto?

Eu e meu primo entreolhamos. Ele me salvou:

-Sou eu.

- Então é você que mora no 52 e vive infernizando a minha cabeça?

Uatafuck essa velha tá querendo? Só pode querer enlouquecer-nos. Pra começar que ela é tão louca, mas tão louca, que ALUGAVA a garagem pro meu primo, e nem sequer lembra dele. E eu comprei até feltro pros móveis de casa pra que ela não tenha nenhum motivo pra resmungar mais!

- Não! Eu moro no 50 e....(meu primo parou um pouco pra pensar, juro!) cinco!

-Ah bom! Porque tem uns moleques no 52 que eu vou te contar viu. Ser velha sem poder dormir é duro!

Putaquelavida Dona Ruth. Já estou começando a entender que não há feltro que a torne menos gagá. E que não há mal que não se cure, nem bem que nunca se acabe. E, por fim, que não existe uma velha insuportável que não sucumba às maravilhas de um Lexotan 500 miligramas. Sociedade Protetora dos Animais (velhos), relaxa, estava brincando.

Um dia ainda vou dar uma VERDADEIRA FESTA em casa pra essa velha ter do que reclamar. Ah se vou.

PS: Meu primo diz: Imagina se a Dona Ruth é dessas velhas modernas e descobre o Blasfêmia?

Nahhhhh! (Mas ia ser engraçado.)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Eleições Israelenses

"O Kadima teve uma vitória apertada nas eleições parlamentares desta terça-feira em Israel, mas a disputa pelo cargo de premiê continua. Tanto a chanceler, Tzipi Livni, do Kadima, quanto o ex-premiê Binyamin Netanyahu do Likud, declararam vitória de suas respectivas legendas no Knesset e sua consequente conquista do cargo".


Tendeu?

E você, caro eleitor, reclamando do Lula. Éle Ú Éle Á. L-U-L-A.

Se o Cavalo Manco falasse...

Banda Calypso é indicada ao Nobel da Paz

Os paraenses Joelma e Chimbinha, da Banda Calypso, concorrem ao Prêmio Nobel da Paz. A indicação foi oficializada na segunda-feira, 2, em Belém (PA), pela organização não-governamental Comitê da Paz, presidida pelo bispo João Pedro Nascimento.A justificativa da indicação é o “relevante trabalho humanitário em prol dos carentes da região Norte”. A organização se inspira nos Boinas Azuis, que ganharam o Nobel da Paz de 1988, pela atuação no canal de Suez.



Gente, juro. Tô besta. Ganhar a "Homenagem ao Artista" do Raul Gil pra mim já tinha sido o equivalente terem dado o DOUTORADO Honoris Causa pro Lula que a Universidade Federal da Bahia e a Universidad de Barcelona deram. Bom, mas a Mulher Melancia hoje em dia também é artista né. Tá, mas daí ao Nobel da Paz????

Já pensou em como figuraria isto na lista dos vencedores de tamanha Honraria?

1991: Mikhail Gorbachev
1993: Nelson Mandela
1994: Yasser Arafat
2001: Kofi Annan
2007: Al Gore
2009: Joelma & Chimbinha???????????

Peralaumpoquim! Como diria Galvão...(devia se candidatar também, agora que já virou putaria): Que que isso meus amigos!?!

Eles deveriam é ganhar um prêmio como os "Maiores Envergonhadores-de-pertencer-ao-Estado-do-Pará". (Pelo menos pros Paraenses que tem O MÍNIMO de noção psico-sócio-músico-artístico-espacial).

Bom, tenho fé no Santo Antonio da Boa Musicalidade que os jurados vão, pelo menos, rir da indicação. Espero. Torço.

Putizgrila. Fiquei com um medo maior do que serem indicados: Eles ganharem. Com isso o Calypso vai ser promovido por todo o território nacional a níveis alarmantes. Não sei se suportaria ter que ver entrevista de Joelma & Chimbinha no Roda Viva. Acho bom começar a rezar pra que o Senhor Nobel role BASTANTE no caixão, e mexa seus pauzinhos (ou ossinhos, que seja) do além para que uma desgraça de tamanha magnitude não se concretize.

"A Lua me traiu, acreditei que era pra valer".

Com esta frase retirada diretamente de uma música do famigerado grupo supramencionado, encerro o post. Sem mais. E com muitas velas acesas.



* Obrigado mais uma vez à minha amiga nipocearense pela deixa.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ainda sobre facetas medicinais

Já que o assunto dos últimos posts foram em torno da medicina (adoro assistir Grey`s Anathomy, porque assim fico achando que entendo alguma coisa e posso discutir com o médico quando ele falar que é só uma caganeira) vou contar duas ótimas do meu irmão.

Bom, pra eufemismar a situação, ele tinha, no mínimo, fogo no cu. Sabe aquela criança que nasce incorporada por um exu do Tasmanian Devil? Pois é, este era meu irmão.
Certa vez levou uma chuteirada no olho, e apareceu em casa gritando: Tô cegooooooo!
Segundo relatos de meus bravos pais, o olho tava na pior MESMO. Levaram o Stevie Wonder no oftalmologista, e o cara pôs o menino sentado. Mostrou o quadro de letras e disse:

-Lê essa linha.

Meu irmão:

-Humxndicropfff.

Minha mãe, aos prantos: Ai meu Deus! Ele não está conseguindo ler! Tá cego!!!

O médico:

-Não, moleque. Lê letra por letra.

Meu irmão:

-Ahhh bom! Agá, Ú, Ême, Xis, Êne.....

Putaquelavida!

A outra história refere-se a um dom que meu irmão tem: o de reproduzir fielmente som de flatulências com as mãos. É bastante realista, confesso. Especialmente por não utilizar a boca, e assim deixar o interlocutor acreditando mesmo que o som é proveniente da região responsável por este.
Certa vez, no médico, minha mãe e meu irmão já sentados em frente à mesa do referido, recebendo as últimas orientações. A caneta do médico rolou pra frente e caiu no pé da minha mãe. Pobre e inocente senhora se abaixou para apanhá-la, mas foi pega de surpresa por um sonoro peido-manual do meu irmão. Gente, juro. Consigo enxergar a cara que meu irmão disse que ela fez de indignação. Ele falou que ela levantou olhando pra ele e dizendo: "Feliiiiiipe! O que você fez?????". A essa altura o médico já não se aguentou mais também, pensando: Porra, além de peidorreira a mulher ainda culpa o filho enfermo. Só sei que meu irmão saiu do consultório se mijando de rir. Mas ele não riu por muito tempo. Minha mãe deu-lhe um belo castigo. Praqueles que levam ao extremo aquela história do "perco o amigo mas não perco a piada", tá aí um ótimo exemplo.

Continuação Esquecida!

Bom, não poderia deixar de contar, agora, a melhor história de cirurgias que já ouvi.

(PS: Leia o post anterior porque um faz parte do outro).

A minha mãe tinha uns 15 anos, e o médico disse pra ela que tinha que tirar as amígdalas. Naquela época tirava-se as amígdalas por nada. Achavam que como o ciso, ou o apêndice, as coitadas eram um estorvo social. Minha mãe tava se cagando e foi contar pra doida da minha tia. A minha tia resolveu ir junto tirar as amígdalas pra fazer companhia. Tá, primeira observação: Que tipo de pessoa é dama-de-companhia-cirúrgica? Só minha tia mesmo.

Eu sei que realizado o procedimento, foram as duas (juntas) pro quarto de recuperação. Minha mãe estava ótima, e minha tia QUASE MORREU. Teve tudo que se pode ter. Teve uma hemorragia tão grande que minha mãe diz que lembra do quarto branco do hospital ficar inteiro vermelho. Nem conseguiam achar a veia da coitada pra botar mais sangue pra dentro.

Moral da história: Quando alguém te disser que está com medo de uma cirurgia, responda um bom e sonoro FODA-SE.

Sobre Glauber Rocha e Anestesias

Certa vez o baiano Glauber Rocha disse que bastava uma idéia na cabeça e uma câmera na mão para se fazer cinema. Se ele fosse vivo, haveria de concordar comigo: É necessário uma câmera na mão, uma idéia na cabeça, e um login do Youtube, para se fazer qualquer vídeo. Claro que no caso abaixo, uma pitada de filhadaputice do pai, também. Mas já que assim o fez, cá está nosso divertimento.







"Is this real life?" é a melhor frase ever!!!!



Fez me lembrar de minhas experiências anestesísticas. Claro que nunca fiquei nugrau desse moleque nenfu (a não ser no dia que mordi o peito da dentista, mas foi um acesso de dor e ela tava esfregando o peito na minha cara - ok, tava zuando, mas bem que poderia ser verdade. Aliás, dentista é um bicho estranho. Merece um post único. E esses parênteses já ficaram grandes demais!). As anestesias de dentista sempre me deixaram muito intrigado. Aquela picadela de nada dói irritantemente, mas suportavelmente. E aí você fica com a boca parecendo que teve um derrame. Um horror. Baba que é uma beleza. Mas essa anestesia não é a mais interessante.

Uma vez fui fazer uma micro-cirurgia (adoro esse termo, faz parecer que era irrelevante e que não doeu nada) no dedão do pé. Tirando o ridículo do fato, a anestesia doeu muito, muito, muito mesmo! Certeza que o cara que inventou aquela merda nunca ousou aplicar em si mesmo, porque se o fizesse ia perceber que era melhor dar uma no pédoreia pro moribundo desmaiar e num sentir dor nenhuma. Mas como eu suponho que deva doer menos do que o procedimento cirúrgico a sangue frio (tenho minhas dúvidas), então aceitei. O hilário da história não foi isso (nem o cheiro de auto-churrasco da cauterização). O hilário foi que todos os dedos do meu pé esquerdo estavam adormecidos. Cara, nunca soube que eles eram tão importantes assim. Claro, a gente imagina né...pro equilíbrio, e tal. E lembra da sensibilidade deles também quando dá aquela topada no dedinho em uma quina qualquer. Mas é uma diferença absurda! Parece que você tem um pézinho de japonesa, e vai se equilibrar no pé de japonesa pra ver. Além de um tombo, dei ALTAS topadas o dia todo (ou pelo menos até passar o efeito da mardita). O engraçado também é, quando está voltando, você "meio sentir" o dedão do pé. Pois é.

A outra intervenção cirúrgica hilariante da minha vida foi no nariz. Daí que eu tava numa pré-sala (affff), com mais umas pessoas. Veio o anestesista e me perguntou umas coisas, inclusive se eu tinha casos de alergia na família, e eu disse que não (e depois a senhora minha mãe veio me revelar que tinha mil casos, mas não me contou pra que eu ficasse mais tranquilo. Putaquelavida, minha mãe quase me mata pra me deixar mais tranquilo...). Chegou um enfermeiro, me deu a anestesia e disse: "Olha, você vai ficar meio grog viu, mas é normal". Gente, juro. Tava esperando aquela groguice como uma criança espera sua vez nas filas intermináveis dos brinquedos do Playcenter. E necas! Eu já tava vendo a hora que o médico ia vir com o bisturi na minha cara e eu ia sair no tapa com ele. Começaram a me levar pra sala de cirurgia, e foi passando o teto de hospital com vista da maca (ah, imagina isso, é bem típico de filme). Só sei que cheguei na sala com mais consciência do que nas análises que eu fazia com meu falecido terapeuta. 100%. Quando os enfermeiros foram me passar da maca pra mesa de cirurgia, começaram a fazer força, e eu falei: "Gente, vocês querem que eu passe pra mesa de cirurgia?" Nossa, pareceu que o defunto tinha levantado do caixão. Lembro até da cara de uma delas do tipo: Porra, não era essa a parte em que ele dormia?

Troquei de cama sob o comentário do enfemeiro: "Vixe, esse aqui é forte!". Daí vieram com uma máscara-momento-de-fuga-do-ataque-terrorista-biológico-do-filme-do-Steven-Seagall na minha cara, e pronto. Apaguei. A groguice ficou pra próxima. Acordei com o telefone tocando na sala de recuperação. Lembro que eu peguei o bendito e era a minha madrinha querendo saber como eu estava, como tinha sido a cirurgia, e tudo mais. Não consegui fazer muito melhor que o menino do vídeo, não. Aí já vem uma enfermeira com cara de felicidade dizendo "Ele acordou". Carajo de antenas! Se ela continha aquela surpresa no olhar, eu mifu. Pelo menos foi isso que consegui pensar na hora. Ou ela esperava que eu não acordasse? Branca-de-neve depois do atropelamento??? Bom, eu sei que a recuperação foi uma extremidade intestino-retal, mas isso não vem ao caso.

Espero nunca mais precisar tomar nenhuma dessas. Mas, se porventura precisar, preparem-se: aqui relatarei.

sábado, 31 de janeiro de 2009

A Responsa!

Sei que o que vou contar à seguir parece pagação-de-pau pro sensacional www.eneaotil.wordpress.com (e é), mas não tenho culpa de também ter um sobrinho Lucas, também prodígio, e também divertidíssimo.

Hoje, meio-dia. Meu pai corta provolone em cubinhos e passa pras pessoas.

-Pega um Lucas.
- Não, tio. Se não vai estragar o almoço.

Ficaram todos boquiabertos com tamanha sapiência nutricional de uma criança de 3 anos.

Lucas quebra o silêncio:
-Tá bom. Dá um beeeeem pequenininho só pra não ficar com lombriga!

UFA geral!
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"Tio, porque o Gandhi (meu cachorro) tá com cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança?"

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"Tio, quem desligou a lua hoje?!"
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E por aí vai.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Cogumelo do Sol

Então como sou habituée dos aeroportos desse Brasil (infelizmente não por diversão, mas por trabalho), às vezes me ocorrem coisas que merecem posts neste fantástico local. Muitas já ocorreram, digo a verdade. Como na última terça-feira que conheci um PAQUISTANÊS GAGO.

-Which country do you live?
- Pa-pa-pa-pa-pa-pa-pa-pa (juro que não estou exagerando no número de pás, que acompanhavam piscadelas dos olhos) pa-pa-pa-pa-quistan!

Me segurei pelo menos pra não cuspir na cara dele com aquelas risadas incontroláveis. Eu sei, eu sei o grau da maldade contida nisso. Mas eu sou o tipo de pessoa que não consegue não rir destas coisas. Gagos, corcundas, tombos feios e vesgos, infelizmente, me tiram do sério - literalmente. Já tenho plena consciência do que me aguarda na próxima encarnação.

Mas sabe que outra vez aconteceu uma situação mais bizarra. Estava nas esteiras de bagagem de chegada dos vôos internacionais, eis que chega ele, todo pimposo: o velho japonês do cogumelo do sol. Tá, só eu pra reconhecer o velho japonês do cogumelo do sol. Mas reconhecido, fiquei admirando a vitalidade do senhor. Comecei a pensar seriamente em deixar os champignons e funghis de lado, e partir pro "do sol" (falando assim parece alucinógeno né. Será que não é??? Olha só. Nunca pensei nisso), afinal se for pra chegar na idade daquele japonês com o vigor dele, manda um saco dessa porra AGORA.

Leso, continuei a observar tão serelepe senhor, que se dirigiu à esteira. Identificou a sua mala (com um giga cogumelo desenhado), e imediatamente grudou nela pra arrancar da esteira. Quem disse que o velho conseguia arrancar a mala da esteira? O bico de papagaio deve ter atacado - ou então ele tinha o maior carregamento de cogumelo de aço do mundo - e o homem ficou curvado em cima da mala, grudado nela, rodando junto com a esteira. Minha primordial reação foi, antes de tudo, sentar no primeiro banco que eu vi pra dar risada da cena até sentir ânsia de vômito. Na TERCEIRA VOLTA do cara pelo circuito da esteira de bagagem, alguma mente genial - que não foi a minha, pois continuava rindo muito - teve a idéia de chamar alguém da TAM pra resgatar o homem.

Olha. Se eu tinha alguma ilusão que a merda do Cogumelo do Sol era milagroso, acabou ali na hora. Foi pior que descobrir que Papai Noel era o Justino, porteiro do prédio. O velho saiu depauperado do ridículo fato, e querendo esconder a giga logomarca "COGUMELO DO SOl" que estampava sua bagagem, o cara da TAM segurando o riso como nunca antes visto, e eu quase mijado de tanto rir da cara do japonês.

Tirei uma conclusão desta passagem (porque é sempre bom tirar conclusões das coisas que acontecem nessa vida): Mais vale um funghi na pança, do que um "do sol" na esteira. O velho que deve estar com pinçamento na coluna até hoje que o diga.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

É Carnaval!

O carnaval está chegando mais uma vez, e em sua homenagem vou contar algumas boas histórias de outros carnavais da minha vida:

Em um dos meus primeiros carnavais, pulei até cansar, me diverti pra caramba. Saindo, já de manhã, eu e meu irmão (bem bêbado, como eu) me disse para que fôssemos juntos comer um lanche na barraquinha em frente ao clube. Era um tiozinho modesto, cheio dos clientes naquela hora. Como estava sem um puto, meu irmão disse que me pagava.
Comemos o lanche, e na hora de pagar meu irmão saca um VISA ELECTRON DO BOLSO, e entrega pro tiozinho.
O cara pegou, olhou...olhou e perguntou:

- E?
- Cobra aí pô (sic!). É crédito, por favor!

O tio ficou sem entender lhufas. Cara...aquilo era uma barraquinha de lanche do interior em meados do ano 2000! Bom, meu irmão também não tinha um puto. Como não haviam pratos para serem lavados, firmou-se o trato:

-Ó, faz assim então (sic!). Eu vou lá no banco sacar dinheiro e já volto. O moleque fica aqui de garantia que eu (sic!) vou voltar. Combinado?

Eu fiquei de garantia por mais de uma hora. O tio do lanche até se apiedou e falou que eu podia ir embora e voltava pra pagar outro dia. Mas também queria carona pra ir pra casa. 7 e pico da manhã, com o sol já queimando o cocoruto e o tio desarmando a barraca de lanche, chega meu irmão, mais bêbado que antes, e SEM O DINHEIRO.

-Porra!(sic) Encontrei uns amigos no caminho de volta(sic)...a gente foi pro bar...e gastei todo o dinheiro.

Eu e o tio do lanche tínhamos perdido mais de uma hora à toa. Engolimos ambos a seco. O tio disse que passássemos lá depois pra pagar, e eu mandei meu irmão tomar naquele obscuro local.
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Fim de festa, saio eu meio alegre do clube, e me deparo com o vice-prefeito da cidade. Não hesitei, gritei bem forte:

- Pinho da Cabanaaaaaaaaaaaaaaaa!

Ele cumprimentou com ares de candidato, e todo mundo olhou pra minha cara. Completei:

- Filho de uma puuuuuuuuutaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Não sei porque fiz aquuilo até hoje. Só sei que ele NUNCA MAIS veio pedir meu voto.
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Certa vez, meu amigo se aproveitou de minha leve embriaguez, e rasgou a minha bermuda que tinha furado não lembro como. Fiquei puto, resolvi ir embora da festa, e ele veio atrás (que foi útil, pois testemunhou e me relatou os fatos que se seguem).
Passei em frente à lanchonete-que-TODO-MUNDO-vai-depois-da-festa, e encontrei a pobre bibliotecária da minha escola, junto com seu marido. Mostrei a ela minha indignação:

-Olha aqui Magaliiiiiiiiiii! Rasgaram minha bermudaaaaaaa! Eu estou seminuuuuu! E foi um amigo meuuuuuuuuuu! Um amiiiiiiiigoooooooooo!

Sim, eu estava de cueca. A mulher não sabia onde enfiar a cara, o marido queria enfiar a mão na minha cara, e eu enfiei o rabo entre as pernas e fui embora.

Seminu.
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No mesmo ano, em outro dia, o trio elétrico que passeava pelas ruas da cidade até chegar no clube me deixou intrigado (sabe lá Deus porquê). Fora de meu estado natural, contam testemunhas que eu ficava me atirando na frente do trio, e atrasando a vida de todo mundo que estava atrás dele. Não me lembro bem porquê, só sei que ganhei um belo roxo nos joelhos. E alguns bons inimigos.
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Estava andando pelas ruas da cidade, já depois da comemoração festivo-carnavalesca, com uns amigos, e comecei a trombar com uns carros pra ver se os alarmes disparavam. Eis que para um furgão da polícia e me intimidam de forma deveras intimidante:

- Ô moleque, o que você tá fazendo?!!!
-Eu (sic)? Nada!(sic)
-Você por acaso tava batendo aqui nesse carro? Esse carro é de polícia camarada! Você tá loucooo? - (Que pergunta, devia ter respondido.)
- Não, não, tô batendo em nada não.
- É bom mesmo meu amigo, porque se continuar eu levo você lá pro morro, e aí você vai ver o que é bater! Tamo conversado?

Não quero, nem posso imaginar o que significa isso. Resolvi parar de testar o sistema de alarmes dos veículos automotivos.
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É por esta e outras que tenho muitos motivos pra lembrar de Carnavais com um ar de empolgação. E aí? Qual vai ser?!

Sobre buracos e porquices

- Ele tem a cara toda esburacada!
- Todo mundo que tem a cara esburacada é porco! Por isso que eu vou na dermatologista.
- E ele não escova o dente porque diz que estraga o esmalte do dente.
- Afff.
- É, e come alho porque faz bem pra tudo.
- Nossa.
- O suor dele cheira alho podre engordurado.

Pois é, meus amigos. É numa hora dessas que eu digo: Nunca reclamem de seus colegas de trabalho.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

EXTRA! EXTRA! EXTRA!

Textinho antigo do outro Blog:

O "Herald Tribune" trouxe uma acusação séria!

O papo é mais ou menos assim: Um blogueiro do Uzbequistão (se você não sabe o que raios é Uzbequistão, acesse o Google Maps mais próximo) escreveu coisas cabeludaças sobre um empresário e magnata da mineração de lá. O cara ficou todo ofendidinho com as "arbitrariedades" ditas sobre ele, contratou um advogado fudido (o mesmo que salva celebridades em furos de paparazzis) e mandou que tirassem o Blog do ar por difamação. E assim foi feito! E aí, você, humilde leitor deste também simplório BloG...tão inofensivo quanto uma criança de 7 anos e meio pergunta-se: porquê caralhas a Justiça de lá não armou um barraco dos grandes para investigar os seguintes quesitos:

1) Se as cabeludices que o tal BloGueiro acusava o infeliz do magnata tinham fundamento,

2) Por quais razões a liberdade de expressão não foi assegurada,

3) Como um BloG pode ser retirado do ar por seu servidor sem nenhum mandado jurídico,

4) Porque o Uzbequistão é tão marginalizado do Oriente Médio.

5) O que eu tenho a ver com tudo isso?

6) Roberta Close é homem ou mulher? (Já que é pra investigar mesmo...)

É, nego(a). Pensava que era só no Brasil que aconteciam estas barbaridades alienatórias?

Por um lado fico feliz: O Capitalismo faz milagres não só aqui em Terras Tupiniquins. Por outro fico extremamente triste: O Capitalismo faz milagres não só aqui em Terras Tupiniquins.

Enquanto nenhum Magnata Brasileiro se ofende com o Blasfêmia...vamos devaneando né!

E que assim seja...até quando Deus quiser...(ou algum Setubal, Diniz, Marinho, Abravanel........)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Nin hao!

Em 2007 eu decidi que ia estudar chinês. Queria alguma coisa diferente, sabe? Além de dar "aquele" up no curriculum, por gostar muito de línguas e ter facilidade, decidi pelo mandarim.
Minha primeira cagada foi ter me matriculado em uma matéria optativa que a Letras da USP oferecia de chinês. Sim, porque se eu reprovasse ia carregar aquela DP pro resto da vida. Mas como seria de graça, a tal da injeção na testa falou mais alto. E falou mais alto do que meu sono, também, afinal seriam 2 horas, 3 vezes por semana, das 8 às 10 da manhã. Pra quem me conhece só um pouquinho sabe que estar na USP às 8 da madrugada é um sacrilégio descabido, que eu não faria nem pra tirar o pai da forca. Tá, pra isso eu faria, mas como as possibilidades de quererem enforcar meu pai - que é um amor de pessoa - na USP, às 8 da madrugada são ínfimas, eu digo que não faria.

Bom, primeiro dia de aula, a professora (nativa a filha da puta) ensinou as 4 entonações básicas do mandarim: inhu (é um grunhido, não tente ler como I+N+H+U), inhuuuu (que é o mesmo grunhido, um pouco mais compridinho), unhi, e X - que é um grunhido que eu não conseguia imitar. O único da sala:

- Não é üihY. É üihY! - tentava me ensinar a pobre chinesinha.
- üihY
- Nããão. Você não está dando a entonação certa. É üihY!
- üihY!

E por aí vai. Não consegui dar a merda da entonação. Pode não parecer um problema, mas é. E mandarim, a mesma coisa ( a exata mesma coisa) dentro das 4 entonações diferentes tem sentidos diferentes. Güi = Mãe, Güiiiiiii (o mais longuinho) = Égua. Pronto. Pra chamar a mãe do cara de égua, é dois palitos. E a prófi insistia na minha entonação diante da sala inteira. Comecei a ficar puto.

Daí começaram também as aulas de grafia. Ieroglifos, desenhinhos...ou simplesmente ideogramas (o nome científico). Cara. No começo até que faz alguma sentido. Porque o desenho representa o que é. "Criança" parece o desenho de um molequinho. "Mulher" parece uma mulher ajoelhada com um manto - segundo a prófi é porque o chinês entende que a mulher deve obediência e deve se curvar diante do homem. Até aí, legal. Agora começa a viagem: a palavra "Bom" é um ideograma formado pelo mix de "criança" e "mulher", porque pro infeliz do chinês, o que pode ser "bom" além de sua mulher e sua criança. Ou seja, fudeu geral. Porque a partir de um momento, pra você saber o que está escrito tem que usar drogas pesadas, e ser muito, mas muito criativo, além de profundo conhecedor da cultura e sabedoria chinesa. Ah, tudo isto às 8.

Estive persistente, até a primeira prova. A mulé apresentou ideogramas e nós, pobres mortais, tínhamos que decifrar o que estava escrito. Eu fiquei 1 hora e quarenta em frente àquele pedaço de papel, e não descobri UM IDEOGRAMA SEQUER. Neste momento decidi que todo o sacrifício que representava o estudo daquela língua infeliz, seria em vão. Já enxerguei minha primeira e única DP no meu histórico da faculdade, e tive um pesadelo com a professora de chinês usando uma cinta liga e um chicote na mão me disciplinando. Acordei decidido a acabar com aquilo. Nos últimos 5 minutos que ainda poderia ser feito, cancelei minha matrícula. Foi com dor no coração, confesso. Mas meu cérebro agradeceu de joelhos - que nem tem.

Com isso eu descobri uma coisa sábia: Ninguém fala chinês. Eu tenho certeza. As pessoas fingem fazê-lo, mas no fundo, no fundo, ninguém fala. Nem os nascidos. Devem só fazer pressão...falam mesmo é inglês. Pelo menos foi o que minha consciência entendeu...às 8 da madrugada.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

2008

É...mais um ano indo embora.
Mas sabe que 2008 não foi um ano qualquer! Tudo bem, eu já vi um cara de Stand Up Comedy falando sobre isso...mas como eu tinha pensado antes dele falar, resolvi escrever assim mesmo. Aliás...esse caras de Stand Up tão me tirando o pão de cada dia. Às vezes eu penso em alguma coisa pra blasfemar o cotidiano, falo pra alguém, e me respondem "Ah, é como o fulaninho do schrubles falou". Merda.
Mas voltemos a 2008. Neste ano aconteceram coisas absolutamente inesperadas e incomuns. Vejamos:

(A Top todas, para mim)
*Morre Dercy Highlander Tutancamon Gonçalves: Tá. A mulher tinha 247 anos. Dizer pra qualquer um que era inesperado ela morrer é até piada. Mas quem, ó leitor, não se surpreendeu com a morte dela? Eu mesmo quase chorei. Quase, eu disse. Acho que chegou um dado momento que as pessoas não contavam mais que ela fosse de fato morrer. Era como uma certeza na vida! Se tinha algo que eu sabia, era que a Dercy era viva. Mas morreu.


*Sandy dá: Está aí outro tabu de mais de duas décadas! Tudo bem, a Dercy é hors concours com seu centenário, mas ninguém esperava mais que a Sandy desse. E ela deu! Pelo menos agora não se pode ter mais dúvidas que a Sandy não é mais virgem. Ou o Lucas Lima tem que voltar pro Jardim de Infância. Desta forma não ouviremos nunca mais "Matérias exclusivas com Sandy, abrindo o jogo sobre família, trabalho e virgindade". Só faltou aquela Playboyzinha básica, mas isso vai ter que ser em 2009.


*Coringão na Segundona: Além de ter que ouvir eternamente que não temos o próprio estádio, que nunca ganhamos uma Libertadores, agora temos que amargar esta também. Mas como todos sabem, a segunda divisão fez bem para o nosso ego, e demos uma lavada. Tamo de volta em grande estilo! Fenomenais (agora curithiano esquece a história dos travecos...).


*EUA se fodem: Em 2001 eles não se foderam tanto assim. Tá dando tudo errado na vida dos caras. E tá aí um outro Tabu que vem há pelo menos 60 aninhos. Caraca velho! Demorou, mas chegou a hora. Ah, fora que o primeiro negão vai mandar na porra toda. Do caralho!


*Massa quase ganha Mundial: Cara...desde que o Senna se foi a gente espera alguma alma caridosa pra dar uma esperançazinha no nosso coração. Aí veio o Rubinho que fez o que fez por tanto tempo. Mas nós continuávamos esperançosos. Eis que chega Felipe dos Santos Aguiar Souza Andrade Massa (dá-lhe Wikipédia). E o cara faz a gente acreditar de novo que poderíamos levantar uma taça de Mundial. Nem precisou ganhar, porque ele já ganhou nossos coraçõezinhos de torcedores fanáticos!

*E uma Pessoal (afinal o Blog é meu e eu falo o que eu quero (ADORO A LIBERDADE DE IMPRENSA) (ODEIO ter que fechar parênteses duplos tipo os próximos que se referem ao primeiro que eu abri lá atrás)): Eu comecei a trabalhar. Digo isso porque comecei a trabalhar de verdade, sabe. Aquela coisa de horas por dia, salário mensal, férias, responsabilidades, velhices. Enfim, chega essa hora pra todo mundo.

E aí, mais alguém lembra o que fez de 2008 tão diferente?
Se lembrarem, postem nos comentários. Eu lembrei de um monte de coisa que esqueci logo antes de começar a escrever este post.

A todos, um Feliz 2009 cheio de surpresas. O que virá?

Abraços!

Victor

sábado, 20 de dezembro de 2008

Lava Pinto

Então minha mãe resolveu entrar na era da informática há uns anos, criou uma conta de e-mail, e se diverte com as amigas trocando mensagens engraçadas, correntes, mensagenzinhas bonitinhas, etc.
A minha vó ficou invocada com a história e também resolveu se modernizar. Comprou um computador e contratou um professor de informática pra ir dar aula pra ela em casa.

Acontece que minha mãe recebeu um e-mail com um vídeo de um cara lavando o pinto no liquidificador (?!), achou muito engraçado e mandou pra todo mundo, incluindo minha vó.

Agora pensa, a vózinha lá na aula de informática com o menino, abre o e-mail e começa um cara a lavar o pinto no liquidificador!

Ela falando: Eu fiquei roxa, amarela, verde, não sabia onde enfiar a cara! O menino fico parado olhando com um olho arregalado, e pra tentar consertar eu falei:

"Olha, ela não é assim viu?! Ela é mãe de família! Ela é até espírita!!!"

Agora deve estar pensando que minha vó é uma tarada!!!!

Pois é. Tá aí uma coisa que minha mãe tem que aprender. Filtro!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Azar no jogo...

Eu NUNCA ganhei nada. Jogo na mega sena por fé em Deus mesmo. Uma vez fui num desses bingos beneficentes de interior, e fizeram a tal da "Cartela Extra", que o prêmio seria metade do que arrecadassem com a venda das cartelas extras. Chegamos em um prêmio de R$ 500,00, que não é de todo mal pra um binguinho beneficente.
Fui marcando uma por uma, e parecia que ia ganhar. Quando o cara cantou a última bola da minha cartela, gritei um "Bingo!" tão forte que quase abafou o "Bingo" que uma velha gritou.
Bom, fomos levados ao desempate: Teríamos que tirar uma bola do saco (não do meu, porque aí não seria justo com a velha). Eu tirei o número 8, e a velha tirou o 93. Quase engoli a pedrinha.
Ganhei o pano-de-prato da Segunda-Feira como prêmio de consolação, e ela levou 500 mangos! Isso só deve consolar a mãe de quem bordou aquele pano. A merda é que ela doou os quinhentinhos pra instituição que promoveu o Bingo beneficente, coisa que eu não faria nem fudendo. Não por ser uma pessoa ruim, ou por não acreditar na idoneidade da instituição, mas é que já tinha feito planos com o dinheiro. E aí tive que chupar a manga de ver ela ter um ato bondoso com o prêmio que eu fiquei puto de perder.
Outra vez foi quando teve um sorteio de uma moto em uma balada na minha cidade do interior. Não que eu quisesse uma moto, mas eu poderia vendê-la e fazer mil coisas com o dinheiro. O sorteio seria pelo número do ingresso (numerado em ordem de venda). Gente, juro. Eu perdi a merda da moto por UM NÚMERO! Se eu tivesse chegado 14 segundos antes, ganhava a moto! Sim, e foi esse o tempo mesmo, porque eu tive que esperar o cara comprar pra poder comprar o meu ingresso. Já estava tão bêbado que eu chorei a noite inteira um choro doído, de lástima. Chorei tanto que o cara que ganhou foi informado e se sentiu mal...veio me propor que eu comprasse a moto dele, que venderia baratinho! Mas eu não queria comprar aquela merda. Queria ganhar!
A terceira vez foi um bingo beneficente (parte dois), só que valia um carro 0 quilômetro. A cartela custava 30 reais, e a cidade inteira estava participando do sorteio, num ginásio. Meu pai, quem comprou, não podia ir, me mandou. Eu alertei que era pé-frio, mas ele insistiu. Bom, pedrinha vai, pedrinha vem, uma hora o cara gritou: "Quem aí está faltando só um????!!!"
Era eu. Tremia feito Jão Paulo II (pra fazer jus ao nome do blog, uma vez na vida que seja).
Descemos eu e mais uma mulher no meio do ginásio. Só nós dois brigando por aquele carro. Foi uma a uma...até que ela deu um urro de "Bingo". Choveu uma chuva de prata nela, e eu fiquei com a maior cara de tacho da minha vida. Nem pano da segunda-feira eu levei nessa. Fiquei tão puto que rasguei a merda ali mesmo. E o pior é que a vaca é rica.
Outra vez que eu fui jogar Pôquer valendo dinheiro, fui o primeiro a sair da mesa. Nunca ganhei uma partida de War. Não ganho nem amostra grátis em supermercado.

Por isso eu acho que está na hora de começar a ter muita, mas muita sorte no amor!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Rapidinhas

Luciana Gimenez Saramago para Amaury Junior às 00:43, sobre crianças que trabalham como atores:

"Quem deixa, tudo bem. Quem não deixa, tudo bem também!"

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Na casa da minha Tia:

- Nossa Tia, que bolo bom! Quem fez?
- Ahhhh! Foi a mulher que corta a unha de todo mundo!
...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Placas Indicativas Abaixo!


Cara...eu não sei quem foi o animal que teve esta idéia...mas foi muito, muito boa! Quase chorei de rir! As placas, de simples sinalizadoras de "Animal Silvestre", passaram a sinalizar "Domador de Animal Silvestre", "Caça de Animal Silvestre" e, o melhor de todos, "Mula sem Cabeça na Pista". E tudo isto em plena Marginal Pinheiros. Putz! O triste é que se a polícia pegar os gênios que fizeram isso podem até ir presos.

Interventores 1 X Kassab 0.

*Obrigado à minha amiga nipocearense Rayanne pela deixa.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Dona Ruth

Já que citei abaixo Dona Ruth, a velha que mora sob nossos pés, vou contar a história dela. Essa mulher deve ter uns 237 anos, mas fala que tem "80 e muitos". Com seus óculos grandes que deixam as pupilas pequenas, esta cidadã certamente tem o diabo no corpo. Logo que mudei para cá, e morava o meu irmão com o tal do Colmbiano maconheiro, já existia a richa Ruth versus 52.
Quando recebi uma notificação por escrito, resolvi me inteirar do caso, antes que virasse uma multa. Meu irmão falou que a velha era louca, e implicava conosco que tinha barulho. Cá entre nós, meu irmão chegava bem tarde, e nunca fez questão de ser silencioso. Principalmente quando levava a namorada para o quarto e a cama não tinha feltros embaixo (se é que vocês me entendem).
Um dia encontrei com a mulher no térreo, e com sangue nos olhos ela me disse:

- Escuta aqui ô moleque! (Eu com cara de "É comigo?!"). Eu não aguento mais aquela geladeira móvel de vocês (!!!). Pode parar com aquilo lá que está me deixando louca!
-Geladeira móvel????
-É! E larga de cinismo que eu já sei de tudo! Eu sei muito bem que vocês tem uma geladeira móvel. O boliviano me contou tudo!

Pronto. Aquele doido do colombiano me fala que a gente tem uma Geladeira móvel pra mulher. Que merda se passa na cabeça desse indivíduo além de fumaça?
Entre ligações e outras na madrugada (que eu sempre estava acordado), recebemos a segunda notificação por escrito, o que precede a multa. Meu irmão falou:

-Vai lá conversar com aquela doida porque se eu tiver que ir vou bater nela!

Devia ter deixado. Mas almejando pela integridade física de Dona Ruth - e pondo em cheque a minha - desci as escadas e bati na porta dela. A própria atendeu:

- Boa tarde Dona Ruth. Meu nome é Victor, eu moro no 52 e...
- Ahhhhh, então é você?!!! Eu não quero falar com você! A próxima vez é multa! - Batendo a porta na minha cara.

Bati novamente à porta com toda a educação que recebi de pai e mãe (e nunca estiveram tão à prova). Abriu a porta de novo depois de alguma insistência minha:

- Você não entendeu o recado não?
- Sim, Dona Ruth, eu entendi. Mas eu quero falar com a senhora porque nós não sabemos o que estamos fazendo que lhe incomda tanto! Chegamos tarde, mas não damos festas no apartamento....fazemos coisas corriqueiras como tomar banho, ver o computador, nada demais!
- O que???! Vocês dão uma festa por dia! Eu não aguento mais! E olha, não quero mais saber. Agora vocês vão é pagar multa!
- Ah é assim?! Então manda a multa que a gente paga!
- Ahhhh! Então são durões! Eu vou na Delegacia do Idoso prestar queixa contra vocês! Não é justo que aos "80 e tantos anos" eu seja obrigada a ficar acordada a madrugada inteira por sua culpa! Eu vou meter um processo em vocês, então!
- Então faz isso!!!! Vamos resolver na justiça!!!!!!!!

Fui embora sentindo o coração bater na garganta de ódio. Mas não ia permitir que aquela velha me enterrasse. Depois disso acho que ela ficou arrependida e não fez mais reclamações junto à Síndica conta nós. Mas outra vez ela pinta na porta às 3 da manhã, todos dormindo e grita:

-Escuta aqui meu filho! Vai ser difícil essa mulher parar de andar de SALTO ALTO aí na casa de vocês???

Juro que dessa vez eu fiquei com medo. Além de tudo a mulher tava dando pra médium. Retruquei:

- Ô Dona Ruth! Tá todo mundo dormindo! Se a senhora quiser entrar pra procurar, se encontrar um salto alto sequer eu ponho ele e sambo pra senhora!

Ainda comprei feltro para colocar debaixo das camas e não ter mais motivo de camas pra que ela reclame. Só sei que toda vez que encontra um de nós no elevador, no alto de seu sarcasmo pergunta:

-Pra que andar vai?
- 5º.
- Ahhh, você não é um daqueles moleques do 52 né?
- Não...moro no 58.

Uma simples mentira que nos traz calma e tranquilidade. Ou quase:

-Ah bom! Porque tem uns meninos no 52 que eu vou te contar viu!

Não seria ela se não reclamasse...

O Porco

Lá nos EUA conhecemos uma paquistanesa. Gauhar (demorei pacas pra aprender a falar o nome dela, que lê-se Gôrrar) é filha do atual Ministro das Relações Exteriores do Paquistão, mas mora na Suiça. Acabamos ficando muito brothers dela, e ela de nós. Parecia até uma integrante do grupo há muito tempo. E mesmo sendo muçulmana, ela parecia bastante à vontade com os hábitos ocidentais, e nunca tivemos nenhuma divergência cultural que fosse percebida. Até este dia.
Nosso programa favorito é comer em lugares legais. Não precisam ser chiques...tem que ser legais...oferecer uma comida boa...por um preço que caiba no nosso bolso. Então resolvemos ir um dia ao Stevie B's, casa especializada naquelas Ribs (ou costelas, iguais às do Outback). Na religião muçulmana, eles NÃO PODEM comer carne de porco de jeito maneira. Mas nós não sabíamos que aquelas costelas eram de porco! Burros, pensamos que aquelas costelas eram de vaca (depois fui lembrar que numa "vaca atolada", as costelas são BEM GRANDES).
Convidamos a Gauhar pra ir conosco no restaurante, e ela aceitou. Chegando lá, pedimos as famosas Ribs, que chegou com alguns acompanhamentos, como uns molhinhos de barbecue, de Blue Cheese (que eu desconfio que seja Rockefort...), e de Cream Cheese. No de BBQ, Gauhar ainda perguntou pra garçonete:

- Moça, tem carne de porco nesse molho?
a garçonete olhou...pensou e respondeu:
- Não, no molho não tem.

Que momento idiota. Perguntar pra garçonete se tem carne de porco no molho que vai por na carne de porco! Só sei que ela se fartou de comer! Todos nós...mas o agravante foi que ela ADOROU!
Pagamos a conta e sentamos em frente do Stevie B's em uns banquinhos pra esperar o motorista do Resort nos buscar. Papeando até que ele chegasse, eu mirei no vidro da lanchonete e vi o desenho de um porco, gordo e suculento mirando de volta nos meus olhos. Fiquei DESESPERADO, e resolvi compartilhar com as meninas nipobrasileiras em bom português:

-Gente!! Acho que aquilo era carne de porco!
-Porque????
- Olha ali! Tem uma foto de um porco!
-Putaquelpariu!!!!

E a Gauhar perguntava em inglês: "What's going on?! What happened?!"

Nós não sabíamos, agora, se contávamos. Afinal ela poderia fazer alguma coisa pra salvar a sua alma, e evitar que a nossa queimasse no mármore do inferno pra toda a eternidade! Sei lá, qualquer oferenda, matar galinhas, vomitar, enfim. Mas talvez se ela não soubesse do ocorrido, isso não afetaria seu futuro religioso. Decidimos contar:

-Gauhar...acabamos de descobrir que o que você comeu era carne de porco!

Caralho, a menina ficou louca da vida! Deu três mortais de costas e ficou muito puta. Mas não sabia o que aconteceria a ela (que era nossa mais insistente pergunta).

Chegando no Resort foi ligar pra mãe dela lá no Paquistão. Contou a história, e disse pra nós que sua mãe também deu três mortais de costas e ficou putaaaaaaça da vida. Baixou a Conga de verdade na mulher. O resultado: Se ela não sabia, se realmente comeu inocentemente a carne de porco, não tinha problema.

Tanto escândalo por isso. Depois dessa ainda tentamos levar Gauba (apelido carinhoso) em uma feijoada que ia rolar em Miami, mas ela perguntou antes se tinha carne de porco, e aí ficamos com medo de mentir e Alá nos castigar. Até porque no caso de uma feijoada ela iria comer um porco inteiro...incluindo nariz, joelho e orelha.

Espero que esta não esteja contabilizada quando chegar do lado de lá...