quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Querido Diário...

Querido diário...

Hoje, o final do meu dia foi absolutamente esquisito e lhe digo os porquês.


Primeiro eu fui pro ponto de ônibus, e este passou segundos após minha chegada. Subi, consegui lugar para sentar e o trânsito fluía como uma revoada de pássaros no verão. Cheguei em meu destino muito antes do previsível, sem nenhuma velha ter aparecido na condução coletiva para eu ter que dar meu lugar.

Fui ao Pão de Açúcar, que está com tudo mudado: os sabonetes onde eram os cereais, os cereais onde eram os produtos de limpeza, os produtos de limpeza onde ficavam os chás, os chás onde estavam os chocolates e os chocolates onde ficavam as camisinhas de sabores. Levei o tempo que economizei no ônibus - e mais um pouco - pra encontrar a nova localização geográfica dos meus interesses naquele supermercado.

Fui para a fila que, apesar de ter um caixa aberto, apenas, encontrava-se pequena. Além de mim, lá estavam um travesti com peitos postiços de papel higiênico e peruca de Dona Florinda, um bêbado segurando uma garrafa d'água que xavecava inadvertidamente o traveco, CERTO de que era apenas uma mulher de peitos murchos e bobs nos cabelos, um cara que questionava ininterruptamente sobre todas as facetas do Cartão Cliente Mais, e um japonês de olhos verdes (que suspeito que sejam lentes de contato). De normal, naquela fila, só tinha eu. Quer dizer, né.

Paguei e rumei à minha residência. Chegando no prédio, o porteiro me viu e abriu o portão sem ter que interfonar, e o elevador estava no térreo. Já na porta do apartamento, tinha um cachorro dormindo todo serelepe. Tá, não seria estranho se eu não morasse no 5º andar de um prédio. Entrei, guardei as coisas na geladeira, ligo a TV e encontro o Jô Soares anamariabragueando, dando uma receita de comida que incluia carne, linguiça, chantily e creme de barbear.


Como me sinto em um quadro do Dali, neste momento, vou dormir, e acordar esperando um ônibus que demore a passar e chegue lotado, que fique parado no engarrafamento por uma vida, que os shampoos e papéis higiênicos vão para o lugar onde deveriam estar no Pão de Açúcar, que também contará com muitos atendentes e filas homéricas de pessoas comuns, e depois chegar em casa e ter que tocar o interfone até o porteiro me reconhecer como o morador que sou, e o elevador estar no 11º andar, sem cachorros na minha porta, com o Jô entrevistando pessoas sentado em sua cadeira.

Amém.

Sobre o Kumon...

Outro dia estava almoçando e recebi de um passante na rua um papelzinho que dizia: Faça Kumon!

Juro. Me veio tudo na cabeça ao mesmo tempo e arrepiei até os pelos do sovaco só de lembrar de minha triste trajetória em tal regime ditatorial.

Eu sempre, SEMPRE fui uma negação matemática. De deixar Aristóteles e Descartes envergonhados por terem nascido. Perguntava coisas subjetivas pra professores e queria sempre entender o porquê de existir aquela fórmula matemática e sua aplicabilidade nas questçoes práticas da filosofia moderna. Ou seja né: Terror de qualquer professor.

O Ku grifado é por minha conta. Perceba a cara de infeliz do menininho da propaganda do negócio. Juro que não influenciei na cara de Ku do menininho desenhado na letra "Ó".


Percebendo o tamanho da minha ignorância, meus pais resolveram me inscrever no Kumon. Pra quem não conhece, é um método de tortura chinesa matemática criado por algum japonês filho de uma puta, que faz você ficar horas a fio sentado diante de problemas matemáticos até eles se tornarem automáticos na sua vida. Tá. Agora vou botar um rapaz do ITA em frente a elocubrações do Gilberto Gil pra ver se torna automática a compreensão dele.

O fato é que eu precisava mesmo de uma mão amiga pra compreensão exata. E lá fui eu ao Kumon. O Professor era o Seu Adalberto, um velho careca com cara de tarado, que aparecia todo bonzinho pra minha mãe, mas era O DIABO. Me odiava justamente por minhas viagens humanísticas demais pra exatidão dele. Além do que, as lições eram intermináveis: bloquinhos e bloquinhos com contas que não cessavam jamais. Eu joguei atrás do armário, na privada, enterrei, joguei no lixo, fiz miséria com aquelas lições de casa, mas elas sempre se multiplicavam.

Velho maldito que fundou o Kumon, senhor Toru Kumon (precisei nem jogar no Google, eu lembro o nome do velho)

Uma vez fingi que fui roubado - com a pastinha e tudo. Ah, lembrando que morava numa cidade de 30 mil habitantes e, se houvessem ladrões, seriam meus vizinhos. Ele olhou com uma cara de putíssimo pra mim e após uma pausa dramática disse:

"Então pelo menos os ladrões vão estudar e ter futuro na vida" ( tipo: diferente de você).

E me deu o dobro de lição pela distração. Daí que ele me xingava, humilhava e descontava a raiva do dia em mim. Eu reclamava pra minha mãe, mas ela só enxergava nele um bom velhinho careca. Até que um dia ele virou o carrinho de mexerica em cima de mim, fez escândalo de novela - onde se passa a mão com violência em cima da mesa derrubando tudo que está sobre ela no chão - e deixando a outra pobre aluninha estática em sua cadeira.

Eu fui embora, chorei rios, e finalmente minha mãe acreditou e resolveu me tirar daquela tortura. Anos se passaram tranquilamente e eu caí no golpe novamente. Abriu-se um novo Kumon na cidade com uma nova professora que foi minha vizinha e é um AMOR DE PESSOA. Daquelas que dá vontade de abraçar e dizer que sente muito por ela gostar de matemática.

E aí quando eu acertava um bloquinho inteiro de lição ela me dava um bombom. Bateu um Alcione Feeling e eu me motivava a acertar tudo pra ganhar bombons. Só que ela era muito boazinha e muito legal, daí eu enrolava até a morte. Não adiantou. Foi torturante e demorou pra poder conseguir a alforria.

Daí que eu me pergunto hoje: Porque, ó Jesus, eu concordava com meus pais e insistia em tirar leite de pedra? Se tivesse feito aula de outros idiomas no tempo que perdi naquela porcaria hoje falaria 7 línguas fácil.

Mas fica a dica: Não faça JAMAIS seus filhos estudarem no Kumon. Ele fez uma criança mais infeliz.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Sobre os antecessores e a Proença

Parece que a polêmica deste mês foi acerca das piadinhas infames que dona Maitê protagonizou anos atrás na "terrinha". Como existe um delay natural pra piadas de portugueses em Portugal, só agora eles ficaram putos.

Como eu não quero ser processado nem nada, adianto que tenho deste sangue de padeiros correndo em minhas voluptuosas cavidades cardíacas. E muito sangue portuga, aliás. Além de meu pai se chamar Manoel - em homenagem a seu avô - da parte da minha mãe (Maria) também despontam uns Joaquins. Quer dizer né...só não chamo pão de cacetinho pra evitar constrangimentos.

Então, me apropriando de toda a lusitanidade intrínseca à minha pessoa, faço piadas deles. Conheci uma portuguesa em Recife que dizia que esta história de que Portugueses fazem piadas de brasileiros é mentira. Whatever. Eu não me sinto mais culpado por fazê-las.


Sim, Anabela de Malhadas é a melhor piada que me apareceu nos últimos 47 anos.

O negócio é que eles enxergam algumas coisas de forma diferente da gente. Por exemplo quando se pede alguma coisa no Restaurante:

-Olá, garçom. Tem vinho tinto?
-Tem.
-Então me traga um.
-Acabou.

Porra! Tem mas acabou? É o pensamento prático deles que mata. ter, eles tem, mas naquele momento está em falta. Então teóricamente sua pergunta foi idiota. Deveria ser algo como "Você tem vinho tinto disponível para consumo?". E aí que surgem as piadas de brasileiros, porque somos muito práticos pras coisas, parecendo idiotas, às vezes.



Outro clássico são as embalagens de produto, que tem inscrições como advertência que deixam qualquer um estupefato com tamanha genialidade.

Enfim, a tiração de sarro não vai acabar jamais. E a Maitê Proença não foi a primeira, nem será a última. Mas, Maitê, vamos combinar: Da próxima vez que for tirar sarro de Português, ao menos seja engraçada.

sábado, 31 de outubro de 2009

Lucas e a espontaneidade

Lucas, meu sobrinho de 4 anos, pra variar, mostrando pra que veio.

Na quitanda com a minha irmã, a mulher ainda usa aquelas calculadoras que gera um papelzinho mostrando a soma e não serve pra nada. Sabendo que não tem utilidade, o Lucas pede pra mulher o papelzinho pra poder desenhar depois. A mulher olha pra ele e fala:

-Não, bem. Esse não posso te dar.

Ele argumenta:

-Mas não serve pra nada!

Ela completa:

-Mas não posso te dar!

Lucas olha pra minha irmã e solta:

-Que mulher MUQUIRANA, hein mãe!
_______________________________________

Ele me pede a inglória tarefa de montar pela segunda vez o lava rápido da Hot Wheels, que deve ter sido projetado por engenheiros da Nasa, tamanha dificuldade. Minutos depois, desisto:

-Lucas, não sei montar não.

Ele olha bem pra mim:

-Tio. Você é bobo?

Não acreditei:

- O quê???????

-Você é bobo? - repetiu o infanto

- Por um acaso você conseguiu montar isso?

- Não, mas eu sou criança...


Meio que me senti BEM bobo.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sem hora pro destino

Quando estava em Porto de Galinhas, um dia voltei pra pousada pegar o protetor solar que esqueci, e ouço na Redigrobu, sintonizada na recepção: “Não perca, hoje em Vale a Pena ver de Novo o último capítulo de Senhora do Destino”.

Juro. Me gelou a perna.

Cacete, como essa merda de tempo está passando rápido! Me lembro muito bem da estreia desta novela que por um acaso eu assisti. Estava em Porto Seguro, com meu pé quebrado (preciso contar essa um dia) e assistindo a Carolina Dieckmann se passar por Susana Vieira jovem. De repente, lá estou eu anos mais tarde ouvindo que vai ser o último capítulo do vale a Pena ver de Novo?! Porra, então essa merda já passou duas vezes!!! Sem contar o tempo que levou entre a inédita e o repeteco.

Putaquel. Tô ficando velho. Esta ardida constatação me incomoda. Aceito doações para o botox asilo. Melhor começar a pagar desde já, porque quando menos perceber, vai estar rolando o Vale a Pena ver de Novo de Viver a Vida, e aí não vai ser Maria Rita com lararauês, mas Miúcha com a sua Bossa.

E como viver a MINHA vida não tem Vale a Pena ver de Novo: F-U-I.

domingo, 25 de outubro de 2009

Coluninha!



Para os meus assíduos leitores aqui, ali e acolá, sai mais uma edição da minha Coluna de Viagens do Guia da Semana.

Outro dia falando com uma amiga que inicia um Blog sobre viagem de luxo e disse que quer me convidar pra escrever uma coisinha ou outra, comecei a pensar que só escrevi sobre coisas pobres até agora. Acho que não tenho moral pra tanto...

Bom, tamo aí né.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Enfim, Sexta!

Ê!!! Hoje é sexta-feira, dia de perder a dignidade!



Para aqueles que, como eu, ficam desesperados de ver a programação da 33ª Mostra Internacional de Cinema, e no melhor estilo, "Se não posso ver tudo, não vou ver nada", com raiva de uma programação tão extensa, desencana da vida cultural e vai pro bar.

Então vou contar uma história inspiradora que me aconteceu para encher seus corações de luz as vidas alheias de motivação para estragar a decência em uma sexta-feira qualquer.

Toda quinta-feira, nós, ECANOS, temos a famigerada QuintaiBreja, uma reunião etílico-depreciativa em um abiente descolado, com pessoas bacanas e música - quase - sempre boa.

O problema é que estou ficando velho. Sabe aquele senso de não-pertencimento? Você anda, anda, anda, conversa com grupos aleatórios, puxa papo com o catador de latinha, tagarela com pessoas que nem sabe o nome, mas chega um momento que bate a solidão. Nenhum de seus amigos de outrora está lá pra te dar um ombro. Que faz, então? Decide ir embora, bêbado, sem saber mesmo se está indo pro lugar certo. E, claro que, sem tem ninguém pra te guiar, não está.

Vou ao ponto de ônibus errado, pego o ônibus errado, e isso já é bem tarde. Não contente, durmo, e só acordo no ponto final na Zona Norte de São Paulo. Para uma questão de compreensão logística, eu moro na Zona Sul, ou seja: o extremo oposto. Já se fazia mais de meia-noite, eu estava em um local que não fazia ideia de onde era, no ponto final, encarando uma cara de cu do cobrador que causava indecisão nos seus peidos: não sabiam mais se desciam ou subiam.

Desci do ônibus e vislumbrei um MHotel de quinta catiguria. Entrei, não me lembro quanto paguei na diária (minha consciência monetário-deliberativa modifica-se proporcionalmente à quantidade ingerida de etanol), e dormi até as 6 da manhã, quando o dia já surgia claro e eu pude perceber que estava a metros do Metrô Tucuruvi. Fui embora com um gostinho de vômito satisfação por ter conseguido chegar são e salvo em casa no dia seguinte.

Então hoje é sexta-feira, dia da estragueira, dia de bebedeira, dia de ficar sem eira nem beira, dia de falar besteira, plantar bananeira, de fazer a zueira, de sacudir a poeira, de xingar o Nogueira, de batucar frigideira, espantar a pasmaceira, de cair na gafieira, de beijar a faxineira, da alegria costumeira, de curar bebedeira com bebedeira, dia de bagaceira.

Mas não se esqueça, depois vem o sábado!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

As vantagens do Exército

Sabe que quando chegou a minha vez de me alistar no exército eu micaguei forte. Não que eu achasse mesmo que eles me quisessem por lá, mas você sabe né. Eu, com essa cara de bobo, pareço filhinho de papai, às vezes um general mal-comido em um dia ruim, poderia encanar com a minha pessoa.

Saquei do meu exame cardíaco feito quando tinha 5 anos de idade (lembrando que os testes para o exército são feitos aos 18), e mostrei que minhas válvulas funcionavam pior que de um Del Rey 84.

O médico do exército arregalou uns olhos de medo e me mandou sentar em uma cadeira para aguardar a liberação de uma forma que me deu até paúra. Pensei: Puta que pariu, tô com um pé na cova e outro no skate e nem sabendo de nada. Nem pelado ele me mandou ficar.

No fim tudo deu certo, eu fui dispensado com louvor e minha mãe me disse que, de fato, quando pequeno, meu coração não valia nem um pacote de bala mastigada. Mas depois ele se recuperou (disse minha mãe né...) e vivemos todos felizes para sempre.

Mas esse vídeo me deu MUITO arrependimento de ter escapado das glórias do serviço militar.



Não lembro a última vez que ri tanto de um vídeo. E rio porque estou livre de todas estas vantagens insuperáveis. Ah, o serviço militar....

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Da série "Publicidades Lamentáveis"

Estava sentado na minha humilde cadeirinha do computador, no auge de 1 e pico da manhã, exercendo toda a multidisciplinaridade intrínseca ao meu lado feminino - afinal dizem que só mulher consegue fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo - falando no MSN, redigindo trabalho da faculdade e assistindo ao Programa do Jô (amigos me odeiam por trocar a TV a cabo pela boa e velha Redigrobu. Mas é o Jô, vá).

Comerciais no Jô. De repente escuto: E se tivesse um carro que estaciona sozinho?

Braço convicto, atentei-me para o fato. Pensei: DEOSDOCÉU. Se inventaram esse carro, JURO que vou contar moedinha pra comprar. Arrepio até os pelos mais inóspitos só de pensar em balizas!

E aí vem o complemento:

Quem questiona está sempre à frente. FEI*: Aqui você aprende a questionar.



Ooooooooooooooooooooooooi? Peralaumpoquim, querido amigo publicitário. Sério, Suzanne Richthofen feelings. Meio que me baixou a Conga.

Quem, em sã consciência, vai querer aprender a questionar sobre carros que estacionam-se sozinhos? E desde quando fazer especulações medíocres o torna um questionador?

Tá. Eu sei que se colocassem: "Qual a fundamentação do existencialismo Sartriano?", 97% das pessoas que se interessariam pela FEI fugiriam, com medo de ser coisa do diabo.

Mas, calmalá né. Não precisa chutar o pau da barraca. Esse questionamento leva quem, aonde?

Me leva, no máximo, a lembrar que dou graças a Deus (apesar dos pesares) por fazer parte da Universidade de São Paulo, que me ensinou a questionar umas coisinhas um pouquinho mais pertinentes do que suposições automobilísticas.

E olha hein. A Publicidade brasileira é internacionalmente reconhecida por sua criatividade.

Não me sai uma questão da cabeça (isso pega!): Será que a FEI também forma publicitários? Deve formar. Publicitários questionadores.




* FEI = Faculdade Essencialmente Idiota Fundação Educacional Inaciana. Ah, tá tudo explicado. Inaciana = Luis Inácio? Nunca antes neste país uma faculdade foi tão questionadora.
Enfim. Não suprimi o nome da faculdade pois tinha que trabalhar esta ação de demarketing pra eles. Foi conquistado.

sábado, 17 de outubro de 2009

Sobre genitores e senhas

Meu, eu não sei quem foi o primeiro Hacker, mas eu amaldiçoo a sua existência, de seus genitores, e dos genitores de seus genitores ao CU-BO.


Então meu Hotmail resolveu dar pití. Não sei que que deu na cabeça dele, mas não tava bem não. O que me faz pensar que eu sou um dos últimos seres humanos na terra que não tem um GMail ao invés de tão antiga plataforma. Mas tudo bem, eu respiro, penso no TAMANHO do trabalho que eu teria de avisar o Universo que meu e-mail mudou, e resolvo apenas mudar a senha.


Sim, queridos. Meu Hotmail foi absorvido pelo lado negro da força Hacker. Só que pra mim, mudou a senha de um, mudou a senha de tudo. Porque eu JAMAIS vou decorar senhas individualizadas pra cada um dos 200 artifícios internéticos que me consomem.


A primeira raivinha é ter que criar uma senha. Ter que tirar uma combinação inteligente do cu e jogar lá, pro avaliador deles dizer que é fraca. Você revira sua adormecida criatividade para inventar senhas e finalmente chega a uma que ele avalia como boa. Pronto. Depois, a segunda dureza é achar em todos os lugares onde é que fica a parte de redefinir senha. Eles SEMPRE escondem mais que minha mãe escondia os ovos da páscoa (um dia eu conto essa).


Feito isto, sua vida seguirá por um caminho sem volta. Serão árduos dias colocando a senha velha em tudo e sendo negado seu acesso às próprias contas. Aí você tem que reescrever mil vezes por dia, e botar a senha nova - quando consegue se lembrar dela instantaneamente.


E eles sugerem mudar a cada 2 meses. AHAM. Beijomeliga né que eu vou passar por todo este sofrimento bimestralmente. E ai se eu pego esse Hacker. Maledeto!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Notícias que nos fazem repensar

Abro a UOL e vejo a seguinte notícia: "Atletas centenários disputam Jogos Mundiais Masters na Austrália".

Abro as fotos. Deparo-me com tal imagem:



Tudo bem. A comparação com o Mr.Burns fui eu mesmo que fiz. Me lembrou muito ele a cara dessa velhinha.

Mas tá aí a Dona Dorothy, com NOVENTAINOVE anos ainda pegando na raquete (/piadenha). E eu aqui, no alto de meus 22, considerando tomar um relaxante muscular porque só não me dóem as pregas do fiofó.

É de se assustar que alguns dias de acadimia me deixem numa leseira tão forte. Mr. Burns Dorothy me inspirou a ser uma pessoa mais fitness.

Se ela pode, eu também posso! Ai...que dor!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

10 Razões porque não tenho Twitter

Em tempos de tecnologia, às vezes me perguntam: SÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉRIO QUE VOCÊ NÃO TEM UM TWITTER?????

Hum, sério. Aliás, seríssimo. Me parece que se eu dissesse que matei três freiras tailandesas a golpes de calabresa cozida no alho poró teria menos impacto na atualidade. Ou melhor: Porque é que eu não pus isso no Twitter?

Sem querer dar lição de moral, mas o Twitter me lembra muito a Teoria do Rádio do Bertold Brecht. Ele dizia que um dia teríamos espaço suficiente para que todos pudessem falar, mas não haveria mais nada a ser dito.

Vai parecer um Post mal humorado e ranzinza, e é, PORRA!, mas a ideia é externalizar todas as razões que eu suprimo ao responder a pergunta acima.

Portanto, dou abaixo algumas boas razões pelas quais não tenho um Twitter, e acho que ninguém deveria ter também.




1. Eu não tenho o que falar toda hora. S-I-M-P-LE-S-M-E-N-T-E não tenho. Quando tenho, venho aqui, vou ali, e falo. Ou é pra falar, ou não é. Nénão?


2. As pessoas não tem o que falar toda hora. Que me interessa saber quem cagou, quem dormiu, quem viajou, quem bebeu? É o rumo natural da vida e se elas o fazem, parabéns: deveriam mesmo estar fazendo e nunca precisaram contar nada disso pra ninguém como se fosse um grande feito.


3. Sabe, o mundo virtual já é suficientemente agitado. Porra, eu tenho que tocar (ou ajudar a tocar) 3 Blogs, 1 Coluna, 1 Orkut, 1 Facebook, 2 E-Mails...tô sussa de arranjar mais uma pra cabeça (contando com o fato de que eu, como um bom anti-geek, pretendo ter uma vida pessoal FORA do mundo cibernético.).


4. Eu definitivamente não gosto do conceito dos malditos 140 caracteres. Prolixo por natureza, sempre me foi um fardo fazer caber as mensagens de texto em 150. Botar todas as merdas que eu penso em míseros 140 caracteres é uma tarefa im-pos-sí-vel.


5. Eu acho que o Twitter emburraliza as pessoas. Consigo enxergar Twitteiros tremendo pela próxima Twittada do Sérgio Mallandro. Eu sei, você dirá agora: Como se o Blasfêmia trouxesse MUITA cultura pra alguém. Não, de fato não traz. Mas ninguém pergunta pelas ruas: VOCÊ NÃOOOOOO LÊÊÊÊÊ O BLASFÊMIA COTIDIANA? E esta é a proposta mesmo, não trazer cultura. É o mais puro creme do milho verde panis et circensis. E somos felizes assim: eu, os leitores e os não-leitores.


6. Eu sou contra coisas internéticas que precisem de alguém pra te explicar como funcionam aqueles códigos, o que significa retwittar, nem as novas utilizações de @ e #, que não míseros arroba e numeral. Não quero saber como minha mãe se sente quando eu monto uma apresentação de PowerPoint em 3 minutos e resolvo todos os mistérios que assolavam sua existência. Pelo menos não enquanto eu tiver menos de 50 anos e menos pés-de-galinhas do que as próprias galináceas.


7. O mundo de alegria que sugere a identidade visual do Twitter me dá calafrios. Pensar que quando dá treta aparece uma baleiazinha fofa, me deixa verdadeiramente amedrontado. Aqueles passarinhos felizes, aquelas nuvens fofas, sei não. Aí tem.


8. Todo mundo que entra no Twitter fica meio doido. Já viu? É neguinho postando prestes a ser operado, outro dando suas últimas Twittadas antes de morrer, outro mandando comentários da noite de sexo. Que que isso, minha gente. Acho que o Twitter (e aí entra o medo dos bichinhos bonitinhos) absorve a alma de seus usuários. (/PastordaUniversal).


9. Não conheço UMA BOA RAZÃO pra ter um Twitter. Sério, já perguntei pra muita gente que tem e adora. As respostas são com frequência coisas do tipo..."Ai é muito legal". Óquei. Eu conheço várias pessoas coisas legais e não as uso por isso. Não é plausível.


10. Vou ser da contracultura, mano. Vou resistir bravamente ao Twitter porque nóis da periferia eu não quero ter um. Sabe quando pega birra? Não quero, não quero e não quero (tipos pé batendo ao ritmo dos "não quero".).

Eu sei que muita gente vai dizer que ajudaria a divulgar o Blog. I don't care. Gosto de quem me lê porque quer me ler. Sei que vão dizer: Meu, mas rolaram muitas coisas ótimas no Twitter! Sim, rolaram. Até aí o Gabeira fez coisas ótimas também e nem por isso eu sou casado com ele.

Não que eu não possa ser convencido a fazer meu Twitter funcionar um dia. Mas por ora, no Twitter for me. Prontofalei.

domingo, 11 de outubro de 2009

I'm looking forajob

Gente, sério agora. Isso é um clássico instantâneo.

São três pessoas que estão na Nova Zelândia, sem emprego por ora. Cansados de procurar, pocurar e...procurar mais um pouco, ouviram uma sonora risada de um suposto empregador: "Looking for a jobbbb? Ha Ha Ha Ha.

Ao invés de sacarem armas e matarem cidadãos neozeladeses de raiva, chegaram em casa, compuseram um Funk e gravaram em casa, como nasceram os maiores sucssos do YouTube.





Se o baterista não fosse meu primo, a musa sua namorada e o do macaão um grande amigo dele de outrora, provavelmente não conhecê-lo-ia. E depois me pergunam de onde vem esse gene da minha família. Não sei, juro. Mas é fato que meu primo compartilha dele.

Aguardem, eles estão preparando um reggae.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Você descobre que é chato quando...

Outro dia estava comendo um Sonho de Valsa e vi que as instruções informativas sobre valores nutricionais da embalagem deste bombom mudaram. E pode ser que eu tenha culpa nisto.



Há aproximadamente 6 anos, no auge de um regime louco, comi um Sonho de Valsa. Desesperado para saber quantas calorias havia ingerido, revirei o lixo e, ao procurar na embalagem os valores calóricos, deparo-me com a seguinte mensagem:

PARA INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS LIGUE: 0800-meiamole-meiadura. (Não lembro o número).

Fiquei muito puto. Como ainda era um adolescente sem ter nada pra fazer, nem um blog pra escrever, ninguém pra beijar, resolvi ligar lá e causar no dia da atendente que devia coçar a bunda em tempo integral.

(Atendente): Kraft, boa tarde, em que posso ajudar?
(Eu): Oi, eu queria saber alguns valores nutricionais do Sonho de Valsa.
(Atendente): Pois não.
(Eu): Pois não o que?
(Atendente): Me diga o que o senhor quer saber.

Momento putaquepariu. Eu tinha que NARRAR o que eu queria saber. Chutei o pau da barraca:

(Eu): Potássio.
(Atendente): 0,47mg
(Eu): Cálcio.
(Atendente com voz-de-não-acredito): 0,82mg.
(Eu): Magnésio.
(Atendente com bufadinhas esparsas): 0,03mg
(Eu): Hummmm. Sódio
(Atendente audivelmente irritada): 0 mg
(Eu): Sério? Sódio zero?!
(Atendente): ......
(Eu): Calorias?
(Atendente possuída): 112.
(Eu): kilojaules?
(Atendente com voz de te mandaria tomar no cu se pudesse): 80 KJ

E por aí vai. Peguei a tabela periódica e só não perguntei o enxofre porque ainda ia resultar da digestão de tal alimento.

Gente, juro. Acho que a mulher arrancou os pelos do sovaco no dente e pediu demissão no mesmo dia. A hora que terminei ela ainda foi sarcástica:

(Eu): Ahn...acho que é isso, então.
(Atendente): SÓ isso?

Arregimantes de plantão: Agradeçam-me por poder conhecer instantaneamente o valor calórico de um Sonho de Valsa, e, consequentemente, o tamanho do estrago na sua dieta.

Pequenos atos que fazem a diferença. Eu Fui!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

(Estranhas) Relações de Consumo

Outro dia estava no Pão de Açúcar e me peguei escolhendo entre um produto e outro.

Ia pegar um Toddynho, mas acabei pegando um Kapo sabor chocolate, que eu SEI que é infinitamente pior que o Toddynho.



Comecei a repensar todas as aulas de marketing, publicidade, técnicas para fazer seu produto ser lembrado e toda a pasmaceira que me acometeu por 4 semestres inteiros na faculdade, e me coloquei naquela hora na posição de consumidor. Não foi o preço, não foi a distribuição nas prateleiras, não foi a embalagem convidativa, não foi pelo Cálcio, Ferro e Zinco, não foi nenhuma propaganda do Reino Encantado das Crianças que Bebem Chocolate Preparado.

Não pude escapar da pergunta: Porque, ó Deus, eu estou escolhendo um Kapo e não um Toddynho, mesmo sabendo que o Toddynho é melhor?

Neste revelador momento entendi que eu não sou um consumidor qualquer. Que toda e qualquer publicidade em nada interfere minha escolha. Minhas decisões de compra são pautadas invariavelmente pela PREGUIÇA. PRE-GUI-ÇA.

Sim, amigos leitores. Eu estava pegando um Kapo por preguiça de separar o Toddynho da embalagem com 3, já que eu queria só um. Pronto, peguei o Kapo que já vem separado. Confesso que fiquei um pouco assustado com a dimensão da minha leseira. Mas de repente percebi que eu compro o Batavo e não o Paulista porque aquele tem a tampinha branca em cima da caixinha, e assim eu não preciso cortar os biquinhos.

E num momento de consciência me vi dentro de uma escolha alicerçada nos mesmos direcionamentos: Vou ao Pão de Açúcar porque é o mais perto de casa, mesmo sabendo que uma quadra à frente tem um Bom Preço que é bem mais barato.

Fiquei pensativo. Acho que deveria comunicar a alguém que às vezes a lei do menor esforço impera sobre qualquer decisão.

Melhor não. Acho que sou um caso muito especial pra Publicidade moderna.

Orkut, the bitch

Gente, olha o Orkut querendo contribuir para minha involução espiritual.


Sorte de hoje:
Uma das maiores vitórias que se pode conquistar é derrotar um inimigo pela gentileza.


Descobri que o Orkut é baixo. E quem escreve a Sorte de Hoje é, no mínimo, uma genuína American Black Bitch (abaixe os alto-falantes).

E falando em vingança, aproveito para divulgar os vídeos da "Leona - Assassina e Vingativa". Sério. Pra quem não conhece, esta pérola da filmografia brazuca caiu em meu conhecimento em Recife, mas deve ser divulgado. É o puro creme do milho verde da produção independente nacional.

ALERTA: Se você não é um apreciador de tosqueiras extremas, evite ao máximo estes vídeos.

Desde a Abertura, a Parte I, a Parte II e a Parte III - A Aliança do Mal. Percebam a tonalidade noir e a evolução técnica da produção.

Orkut, Leona e Bitter Bitch, juntos, formam o que há de negatividade NESTE MUNDO.


Vou pra Yoga purificar...

domingo, 4 de outubro de 2009

Dó do cão

Gente, sério agora. Chamem a sociedade protetora dos animais. Chamem o PETA, PATA, PITTA ou qualquer PUTA. Chamem a Luisa Mell, chamem alguém.



Tenho um vizinho - que não é exatamente meu vizinho, porque mora em outro prédio, mas é bem perto de casa - que não é normal. Pra começar que ele é japonês e tem cílios de traveco. O que é muito estranho. Mas este digno senhor, eu JUROPORDEUS que já vi em milhares de situações passeando com sua cachorra. Tudo bem, parece não ser um problema né?

Ele sempre tem o mesmo passo calmo, e a cachorra vem logo atrás com uma cara de desolamento INCOMPARÁVEL. Tenho certeza que ele é recém-aposentado e não tem nada pra fazer. Juro: Acho que ele passeia com a cachorra umas 8 a 10 vezes por dia. Ela NÃO AGUENTA MAIS. É nítido! A cachorra vai se arrastando e sempre olhando pra ele com cara de quem não vê a hora dele entrar logo pra um grupo de Dança de Salão. Sério...eu já vi eles passeando tipos 5 horas da manhã quando eu voltava da balada...11 da noite quando eu estava indo...é A-NOR-MAL. Fico muito incomodado por ela toda vez que vejo. Dá vontade de ir lá dar um abraço nela e falar: Calma, bem, eu te entendo.

Luisa Mell, tome alguma providência: Pelo fim do excesso de carinho animal.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A coisa tá ficando séria...

E aí cambada!!!! Hoje, dia de saber que as Olimpíadas podem ser no Rio, dia de beber até cair para alguns, dia de viajar pra mim, dia de TANTAS coisas acontecendo concomitantemente (adoro concomitantemente).

Entre tantas estas coisas, a estreia da miha coluna no Guia da Semana.

É isso aí. Agora quem não cansar de me ler aqui no Blasfêmia, ou aqui no Vereda, ou aqui no TecoterecoTeco, poderá ler minha coluna de viagens no Guia da Semana.


É isso! E bom final de semana!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Seu Longuinho

Lucas em uma tarde sem aula:

"Seu Longuinho, Seu Longuinho, se eu achar dou 3 pulinhos".

Minutos depois...

"Mãããããããe. Esse Seu Longuinho não acha nada!!!!"

Conde & Drácula

Gente. Revirando e-mails antigos à procura de um sério, eu encontrei um de uma amiga que é sensacional e eu TINHA que compartilhar.



Vejam e chorem. Os nomes mais bizarros de duplas sertanejas evah. Tô ocupadão, então vai o link mesmo e vocês leem por lá.

Vale MUITO a pena.

Besomellama.

Sobre a infância e batata-sauté

Ontem estava no ônibus partindo da cidade grande pra pequena. Muito pequena.

Exatamente atrás de mim, dentre os 42 possíveis lugares no ônibus (sem considerar o colo do motorista, claro), duas criancinhas sentaram-se e chutaram meu banco por 4 longas horas enquanto eu lia um milhão de livros que tenho que ler.

Faltando alguns quilômetros pra chegar, eu matei os dois eu comecei a escutar as crianças conversando, ainda com um sotaque cebolinhês. Percebi que eram muito criancinhas MESMO e fiquei me martirizando por ser um velho tão chato. Se tivesse um chicote na mão, me chicoteava.

Mas de repente me encantei por elas! Eram fofas e falavam "puiquê". O irmãozinho falando pra irmã mais nova: "Eu vou complá um calo e tidá!". Ela responde prontamente: "Mas quem vai diligí?". Pensei. Nossa. Como são práticas as crianças de hoje em dia. Tipos...não sei dirigir, meu. Se vai me dar um carro tem que pagar logo um motorista. Aí ele olhou muito fofamente pra mãe e perguntou: "Mãe, se eu der um carro pla ela, você diligi?".

A mãe olha com a maior cara de batata-sauté DO MUNDO e responde:

"Você nunca vai ter dinheiro pra dar um carro pra ninguém."

Ca-ce-te. Juro. Quase levantei e dei naquela vaca. Vai cortar a imaginação da puta que te pariu! Fiquei pensando como os adultos tolhem as crianças por serem velhos demais. Respondi:

"Eu dirijo!"

Fiquei conversando por mais uns 20 minutos com eles e pirando na construção hipotética do mercado automotivo. No fim ele ainda me deu uma Mercedez. Eu que escolhi, claro. Preta.

Como é bom ser criança sem vacas por perto. Preciso lembrar disso quando uma delas começar a chutar meu banco. Sempre.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O apocalipse está próximo quando...

...descobre que a senhora Tatiana dos Santos Lourenço volta a ser simplesmente Tatiana dos Santos Lourenço.

Sabe o que isto significa? Uma apoteose e um cataclisma no mundo das sub-celebridades, que dirá no universo de compra de equipamentos culinários.

Tá mais por fora que umbigo de pobre, ainda? Tá bom, falarei português claro.

Tatiana era Tati-Quebra-Barraco, que deixou de quebrar qualquer coisa porque virou EVANGÉLICA. Sim, segura essa, amigo leitor. E-VAN-GÉ-LI-CA.




O que podemos esperar da intérprete de sucessos como "Dako é bom", "Boladona" e "Eu sou feia, mas tô na moda", que ameaçou considerou posar nua algumas vezes e que aos 29 anos já era avó?

MUITAS glórias, com certeza.

Gente, sério. O efeito multiplicador do Pastor Pilão está se tornando irrecuperável. Alguém tem que fazer alguma coisa U-R-G-E-N-T-E.

Fica a dica.

As multifacetas do álcool em gel

Sabe que agora com o álcool em gel disponibilizado até em enterro de anão, surge uma nova tendência, né?

Toca todo mundo dar aquela apertadinha na bagacinha e aproveitar que é de grátis. Esfrega mãozinha, dá aquela abanadinha pra secar mais rápido e dá uma cheiradinha pra ficar muito louco ver se tem perfume ou não.

Mas isto, eu, como um excelente hipocondríaco que sou, já faço há anos. Agora a nova tendência que eu pensei que estava lançando, já foi experimentada anteriormente por outrem:

Detento britânico fica bebâdo com álcool gel para prevenção de gripe suína

da Folha Online

Um detento de uma prisão de Dorset, no Reino Unido, teria ficado embriagado depois de beber o álcool gel disponibilizado nos corredores da prisão para evitar o contágio pela gripe suína.

"Fomos informados de um incidente horas depois da disponibilização do gel. Em uma das alas acredita-se que um detento estava usando (o gel) de forma imprópria", afirmou Andy Fear, da Associação de Carcereiros da prisão de The Verne.

"Quando você tem algo chamado álcool gel, pode ver que algo vai acontecer. Temíamos isto quando ficamos sabendo que seria oferecido aos detentos. Você não quer prisioneiros bêbados correndo pela prisão", acrescentou

___________________________________________________


Como não pensaram nisto antes? O próprio nome já diz: álcool em _____. Se fosse álcool em pedra, álcool em camadas, álcool em vapor, álcool em pequenas bolinhas que parecem naftalinas, whatever! A gripe suína já é o terror do Alcoólicos Anônimos.

Bom, então amiguinho hipocondríaco, já sabe né? Na falta da Balalaika, recorra ao álcol gel, SEMPRE. E você já tem algumas testemunhas de que não mata. Agora é correr pro abraço.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Igualdade dos Sexos

Uma amiga me disse: Depois que inventaram o Magic-Cone, o Invisible Bra e o Ponstan, podemos declarar que não há mais diferenciações entre os sexos. A luta pela igualdade acabou. Não precisam mais queimar nenhum sutiãzinho na praça.

Tá. O ponstan eu sei que é remédio pra cólica. O Invisible Bra, todo mundo sabe o que é.

Mas e o Magic-Cone?

Vejam aqui como termina a corrida dos sexos. É o puro creme do milho verde em se tratando de praticidade, agilidade e igualdade. Dá até pra chacoalhar se quiser. Uma bênção.

Parabéns às mulheres. Acho que realmente deveríamos parar pra refletir, tirar as bolas de ferro, desamarrá-las do pé da mesa, aposentar os chicotes, fazer pias mais baixas e fogões mais potentes. Nada mais justo.

Brincadeirinha, Maria da Penhaaaaaaa. Faz tempo que ficams pra trás. Só faltava mijarem de pé. Não falta mais!

Vídeos bombando

Tá, tem gente que é desinformada do mundo dos vídeos do Youtube. Que eu pergunto: Você viu tal vídeo? E a pessoa me olha com aquela cara de bigorna.

Portanto, pra quem não viu, alguns vídeos que são sensações recentes do Youtube:



O famososo, o internacionalmente conhecido, O CARA: Pastor Pilão.
Não, eu não sei UATAFUCK foi isso, mas é muito bom.



"Vanusa canta o hino" já é um clássico. Ela diz que foram os "remédios para labirintite". O que foi eu não sei, mas que vale MUITO a pena, vale.

HAVE FUN!

Ah, a sétima arte...

Bom, que eu A-M-O cinema, nunca escondi de ninguém. Por influência da minha vó (que largava o arroz queimando no fogo e não passava as roupas pra ir pro cinema), um dos meus programas preferidos é a sétima arte na grande tela. Na vida! Vou sozinho, acompanhado, em grupo...de qualquer jeito!

Mas tem UMA COISA que tá me matando de ir ao cinema. Vendo filme pelo menos 3 vezes por semana, NÃO DÁ MAIS pra assistir aqueles avisos de segurança. Num dá. Sérião, eu não aguento mais! Você sabe do que eu tô falando, né? Aquele desenhinho que tem antes do começo do filme avisando tudo o que você deveria fazer se tudo fudesse. A primeira vez que eu vi foi até engraçadinhozinho...mas hoje em dia já deu. To até tentando aprender a sincronizar minha chegada com o término desse aviso, mas como morro de medo de perder o começo do filme, SEMPRE vejo aquela merda. Me arrepia de raiva, juro.

Outro dia começou a passar e uma tiazinha quase teve um ataque epilético de TANTO RIR. Eu muito olhei pra cara dela...tipos, das duas uma: ou é retardada MESMO, ou a vida não te dá muitos motivos pra rir normalmente.

Eu sei que a próxima vez que eu vir vai me faltar pouco pra baixar a garota da laje e ir lá dar uma na cara do projetista. GENTE! E o projetista!!! Coitaaaaaado! Ele vê isso várias vezes por dia, todos os dias! Meodeos.

Olha, a minha proposta é que não se ponha este vídeo. Se der um incêndio, vai sair todo mundo correndo que nem frango degolado mesmo. Jogar o lixo no lixo, ninguém joga, com aviso ou sem. Celular SEMPRE tem um que toca, no matter what...então. Qué dizê né. Tortura a gente à toa!

Pelo fim dos avisos de segurança dos cinemas!

"Mas que façam bom aproveito que esse carro usado meu é zero!"

LAJE, Garota da. In: Profissão Repórter, Março/2008.

domingo, 20 de setembro de 2009

Minha vida sem o Google - Parte II

Gente. Eu tenho que publicar isto. Esta lista é interminável e sensacionalmente boa.

Abaixo a continuação. Se vocês forem tão idiotas quanto eu se divertirão loucamente. Destaque absoluto para o número 75. Ah, é só clicar na imagem que ela aumenta e dá pra ler tudo.

HAVE FUN!

Ai, minha mãe, minha mãe

Tem um monte de gente que me pergunta: Victor, mas de onde vem esse seu jeito assim? Bom, muita gente que conhece minha mãe, responde: Seu jeito é igualzinho ao da sua mãe.

Claro que tem que conhecer ela MUITO BEM, porque ela é uma senhora reservada, que não sai falando merda por aí pra qualquer um como eu. Mas lembrei outro dia de uma cena da minha infância e contei pra ela, morremos de rir.

Colocou-se na mesa do almoço alguma coisa que eu não gostava. Fiz barulho de ânsia. Minha mãe ficava puta da vida quando se fazia malcriação na mesa, ainda mais pra reclamar de uma comida.

Ela delicadamente olha nos meus olhos e pergunta:

"Eu estou botando MERDA na mesa?"

Eu: "N-n-não"

"Então COME ESSA COMIDA E N-U-N-C-A-M-A-I-S me faz esse barulho de novo quando servirem alguma comida pra você!!!!!"

Quando lembrei ela do ocorrido outro dia, me falou: "Nossa, que fina né?"

Outra vez meu MSN tava logado em casa e minha mãe sentou no computador. Aì uma amiga minha doidaça falou: Oi, gatinho!

Minha mãe respondeu prontamente. "Oi, não é o Victor, é a mãe dele. E eu, tô mais pra Jaguatirica com artrite"

Pronto. Minha mãe virou, para muitos dos meus amigos, Dona Jaguatirica.

Por essas e outras que eu amo a Dona Minha Mãe.

Minha vida sem o Google

Gente, JUROPORDEUS que eu tenho um monte de coisa pra fazer. Mas um tempo de cu em SP atrapalhou 97% dos meus planos e eu resolvi dar uma olhadinha no Analytics deste Blog. Pra quem não conhece, o Analytics é uma ferramenta da Google que permite ao dono do Blog conhecer quem são seus visitantes. Calma, eu não sei senha do banco de ninguém. Mas diz de onde eles são, quantos por dia, o tempo médio de permanência no Blog...enfim, coisas necessárias para que eu saiba que não tô falando com a porta, já que ninguém comenta mesmo.

Um dos tópicos do Analytics é saber como a pessoa chegou a este famigerado Blog, e eu devo confessar que nunca tinha dado atenção. Gente, juro. O Google me mostra o que as pesoas digitaram no Google e acabaram caindo aqui (às vezes por querer, às vezes sem querer). Claro que eu vou me ater aos "sem querer" e mostrar pra vocês uma lista das MELHORES COISAS DIGITADAS NO GOOGLE PARA CHEGAR ATÉ O BLASFEMIA COTIDIANA - Edição Comentada e linkada ao Post que explica a referência que o Google fez.


Print screen que prova o que comentarei abaixo. Só de prova mesmo, acho que não vai dar nem pra ler direito.

4. "Victor Gouvêa"
Fiquei deveras intrigado com este. Porque, ó Senhor, pessoas botam meu nome no Google? *Me-do*

5. "Porque o cogumelo do sol é tão caro?"
Coitada desta pobre alma mão-de-vaca. Querendo saber só porque tem que deixar rios de dinheiro pelas artrites, acabou caindo aqui.

7. "As figuras geométricas e o cotidiano"
Que tipo de pesquisa era essa? Bom, sifu.

13. "Pinto no liquidificador"
Meodeos. Porque é que alguém bota isso no Google? Quais eram as maléficas intenções deste (ou desta, ha!) pessoa?!

15. "Direitos autorais de receitas" (Essa nem eu sei linkar!)
Tipos Anamariabragueou né. Criou um Cassoulet ao Molho de Anything e num tá querendo perder a chance de mandar pra Palmirinha apresentar no programa.

19. "Acidente contra menina que blasfema contra deus e os ovos"
Gente. Sério. MUITO SÉRIO. Até eu fui pesquisar isso no Google pra saber UATAFUCK é isso! Não encontrei respostas significantes, mas descobri que as pessoas perdem a linha no Google.

24. "Ataque de tubarão em recife arrancou bunda"
Ótima forma de se encontrar uma notícia de ataque de tubarão.

41. "Cogumelo do sol Madre Tereza"
Alguém me diz qual é a relação, por favor?

45. "Como xingar a vizinha"
Gente, duvido que alguém bota isso no Google. Pensa alguém no meio de uma discussão com sua própria D.Ruth, vira e fala: "Suaaaa....suaaaaa....Peraí". Corre pro Google e digita isso. Volta: "Sua piranha!" Oi? Você não sabe como xingar sua vizinha? Nossenhora.

50. "Eletrodos na bunda"
Acho que o intuito da pesquisa era outro. BEM outro.

Agora o OVER THE TOP DE THE BEST OF SEARCH'S (sem suprimir nenhum erro de português)

44. "Como faso para minha mae deixa eu ir ao playcente?"
Momento putaquepariu. Sem contar o faso, o deixa e o playcente...O QUE TERIA O GOOGLE RESPONDIDO PRA ESTE ENCLAUSURADO RAPAZ? O pior que tem um fórum no Yahoo Respostas para esta temática. Ah, a sempre surpreendente modernidade e inclusão digital.

Dê uma olhada na lista inteira. Vale a pena. Tem muitas outras coisas engraçadas que eu deixei de comentar.

sábado, 19 de setembro de 2009

Os segredos de uma Recepção

Tava conversando ontem com uma puta amiga que é recepcionista de um hotel de Luxo em Sampa e chegamos à conclusão que os melhores bafões só recepcionista de hotel fica sabendo. Ela me contou uns fortíssimos, inclusive sobre hóspedes famosos de derrubar o cu da bunda. Como eu não quero arriscar o pescoço e nem o emprego dela, suprimirei-os do conhecimento público. Mas gente, garanto que vocês estão perdendo.

Para compensar, vou contar os meus bafões de quando fui recepcionista nos EUA. Tá, nem são bafões, mas são histórias sensacionais que eu tava lembrando. Tipo o dia que eu fui trabalhar na porta do prédio falando bem-vindo pra quem chegava e dizendo onde ficava o quarto. Trabalho mais besta DOMUNDO. E ainda ganhava loucas gorjetas por dizer bem-vindo. Quédizê, né. Daí um dia chegou um casal de velhinhos e eu fui levá-los até o quarto. Gente, juro. O velho eu JU-RA-VA que ia morrer na minha mão. Ele chegou no quarto com o pulmão na boca, respirando tipo cachorro asmático. Eu arregalei um olho discretíssimo aguardando pra fazer a extrema-unção do homem. A velha NEM AÍ. Num aguentei e falei:

(Eu): Olha. A senhora tem CERTEZA que ele está bem? Não precisa de uma ambulância?
(A velha com cara-de-to-pouco-me-fudendo): Não, ele tá bem sim. Me passa aquela GARRAFA DE WHISKY ALI.

O homem tipos morrendo, a velha abriu a garrafa de whisky, tacou um gelo no copo e sentou na varanda com as pernas pra cima pra tomar a fresca na periquita. Bom, pensei eu...se ELA que é mulher do homem tá nem aí...beijomeliga né. Saí fora. Nem sei que fim levou o velho.

Outro caso sério foi a velha francesa. Como até aquele momento eu era o único que falava francês, mifu. Sempre sobrava pra mim. E aquela diaba devia ter algum transtorno de personalidade sério. Porque ela queria as coisas imediatamente. Conclusão...tocava neguinho do PABX me transferir em casa a chamada dela pra eu traduzir o que queria. Um dia estava eu na recepção e chega ela com um chapéu enorme:

(velha): Victor! Me vê um cabeleireiro URGENTE!
(eu): Não conheço nenhum cabeleireiro.
(velha): Me arranja um AGORA. É uma EMERGÊNCIA!
Por um instante eu titubeei. Como que pode ser uma EMERGÊNCIA capilar?
Então ela levantou o tal chapéu. Gente, a mentecapta da francesa tava com uma ESCOVA GRUDADA NA CABEÇA. Eu engoli pra num cuspir na cara dela de rir. No maior profissionalismo, segurei o riso e falei: Vou lá atrás pedir recomendação pra alguém. Sério. Eu acho que fiquei 5 minutos sentado no chão dando risada da cara dela sozinho. E o pior que quando eu ensaiava voltar pra lá, enxergava a escova grudada na cabeça através do chapéu, tipo um raio-x, e caía na risada de novo.

Outro caso é que não podiam ter animais (quadrúpedes) no Resort. Então tinha gente que levava escondido e deixava dentro do quarto pra não ter que pagar a multa (que era BEM cara). Eu sei que numa correria pra compensar a ocupação de 102% em alguns dias (só turismólogos sabem como é possível ter mais de 100% de ocupação em um hotel), a governança às vezes limpava o quarto que nem o cu. Bom. Juntando outro fato que eu não sabia que SHEET, em inglês, significa toalha, papel e roupa de cama. Descobri isso e fiquei maravilhado, que só conhecia o sentido de SHIT, ou merda em bom português.
Então um dia chega uma mulhercom cara de belzebú na TPM e me diz:

-Hello. I have to tell you that we have a SHIT in our room. (Ou seja: Alguém levou seu rico animalzinho e ele cagou no quarto. As bestas da governança limparam às pressas e não viram, e eu, mifu).
- Does it? Well...it suposed to have one.

Tá. Pra você que não entendeu, eu traduzo:

- Oi, eu queria dizer que tem uma MERDA no meu quarto.
- É mesmo? Bom, mas deveria ter uma. (Pensando que era jogo de cama).

A mulher avermelhou os olhos, dilatou as pupilas e disse:

- WHAT???????
E eu inocentemente pergunto:
- WHAT KIND OF SHEET? (Que tipo de toalha/merda?)
Ela, no maior ódio: A-N-I-M-A-L F-E-Z-E-S!!!!

Bom, se a merda tivesse lá eu engolia de vergonha. Pedi MIL desculpas e dei um upgrade pra ela pro quarto melhor. Era o mínimo que eu podia fazer.

Nossa, mas tem tantas. Esse post já tá muito grande. Fica pra Parte II...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Confusões Musicais (Eu fui!)

Sabe que fazendo a análise crítica de Morango do Nordeste, eu me lembrei que existem muitas músicas que a galera (incluo-me) confunde a letra e pensa que tá dizendo outra coisa, quando na verdade não está. Ok ok...exemplificá-lo-ei:

1. "Na madrugada, vitrola rolando um Blues, TROCANDO DE BIQUÍNI sem parar"

Esta é um clássico! O pobre B.B. King que tocava na vitrola foi substituído por um desfile Primavera/Verão da Rosa Chá. E tippos faz todo sentido a pessoa trocar de biquini sem parar ouvindo um blues de madrugada né?

2. "Mas é você que É MAL PASSADO e que não vê!"

A Elis, tadinha, nem se referia a preferências gustativo-churrasqueiras. Mas tem um bocado de gente que ao invés de amar o passado, é cego e deveria estar ao ponto! Mas como estão mal passados, não veem MESMO!

3. "Quem não tem 14 FILHOS que atire a primeira pedraaaaaaa"

Essa da Pitty deveria ser "Quem não tem _______ que atire a primeira pedra", porque o que eu já ouvi de versões, num tá escrito. Imagina...se quem não tem 14 filhos que atire a primeira pedra, a menina ia sair toda apedrejada do palco - a não ser por minha vó e o Silvio Santos (que também nem estariam num show da Pitty). Já ouvi também "Quem não tem PIERCING NO UMBIGO que atire a primeira pedra". Porra, essa pedra eu mandava com gosto na cutis.

4. "Lá vem o negão cheio de paixão, ticatá ticatá ticatá, querendo pegar todas menininhas, DEMOROU ELE PEGOU O ANÃO"

Este clássico do cancioneiro popular trata de um tarado com sérias psicopatias. Tudo bem que na verdade ele não perdoa nem velhinhas, mas o ANÃO, já é demais! Bobeia com esse negão pra ver!

5. "Apesar de ESCONDER AS BATATAS DA PERNA, com essa mulher eu vou até pra Guerra"

Sim, nossa querida Morango do Nordeste também gera confusões. Já ouvi muita gente entender que o rapaz lamentava pela garota ser pudica. Não que o sentido original faça muito sentido, mas esta versão tarada é muito boa.

6. "Safado, cachorro, sem-vergonha, eu dou duro o dia inteiro e você FORJANDO INSÔNIA"

Claro que a Cláudia Leittttttte não saberia o que é forjar insônia. Mas seria interessante a mulher trabalhar o dia inteiro e o cara fingindo não dormir jamais. Safado. Cachorro. SEM VERGONHA!



Mande as suas próprias confusões musicais que eu publico e vou engrossando este post!

Dúvidas Aéreas

Sabe que depois de voar mais do que pardal na migração, nesses últimos tempos me bateram umas dúvidas atrozes (seria este o plural de atroz?), que eu tô quase mandando pra Gol pra ser inserido na coluna "Pergunte pro Comandante" daquela revistinha que a gente lê porque esqueceu o livro dentro da mala que despachou.

1. Porque diabos a cadeira tem que estar na vertical? Tipos. Se acontecer um acidente, por um acaso minha cadeira NÃO ESTAR reclinada 10 cm vai me salvar a vida? Sim, porque eles acham que fica 180º de inclinação né? Outro dia veio a aeromoça e me disse: Senhor, por favor, volte seu assento à posição normal. Eu não pude evitar aquela cara de "mas essa merda ESTÁ reclinada?".

2. Porque existem dois vidros no vidro? Na verdade, nem é tão idiota assim a pergunta, já que aquele vidro que conseguimos encostar é um acrílico barato que uma cabeçada mais forte já quebra. Pra que serve aquela merda? Proteger, não protege. Pra que será, meu Deus?

3. Porque a bolachinha servida é mais seca que o deserto do Atacama e sempre, SEMPRE acaba depois da bebida, deixando uma senhora boca-de-camelo?

4. Porque que o vidro de trás tem um microfurinho na parte de baixo? Percebam! É um furinho de nada MESMO e que está sempre lá.

5 e derradeira. Porque o comandante insiste em falar a altura e a velocidade? Eu não posso saber que estou a 847 km/h e nem a 11.000 metros de altitude! Isso só me faz lembrar que eu to na iminência da morte!

Agradeceria saber respostas para estas perguntas que me acometem toda vez que eu adentro um aeroplano. Mas não vou morrer de não saber. Ou vou. Ai Jizuis!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Análise crítica de "Morango do Nordeste"

Esta música, quando lançada, me intrigava muito. A letra não bate lé-com-cré e fez MUITO sucesso. Tá, a melodia é ótima? Não, não é. É irritante e repetitiva. Então qual o motivo de isto ter saído de um quarto escuro e caído na boca do povo?

Tudo bem, eu sei que Novos Baianos dizerem "De manhã cedinho, tudo cá cá cá na fé fé fé, no bubulili, no bu bu le lindo" também não faz lá muito sentido, mas pega a musicalidade que tudo passa a comunicar.

Bom, e como era pra rolar uma análise, tive que ir fundo. Não podia representar apenas com a apresentação do Lairton e seus Teclados, verdadeiro fundador desta música. Descobri uma versão MUITO melhor: a dos "Irmãos Verdades". Junta, em uma só apresentação, incontáveis motivos de vergonha alheia. Seja pelo início do vídeo, seja pelo nome do grupo, seja pela interpretação da música ou pela flauta peruana do começo, que está no TOP 10 das coisas que eu mais odeio na vida. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.





Estava tão tristonho quando ela apareceu

Coitado. Tá. Vamos ver a que se conclusão chega iniciando nesta frase e se a culpa disto é dela.

Seu olhos que fascinam logo estremeceu

Principia nesta frase o chute no saco de Seo Pasquale. Os olhos fascinam...tudo bem. Logo estremeceu. O que que estremeceu, meu querido? O olho? Era a menina do exorcista então! Ou rolou um descolamento de retina forte!

Os meus amigos falam que eu sou demais

Você é um Johnny Bravo dos teclados. Que que tem a ver seus amigos que queriam te dar uns pegas mas não dão pra não saírem do armário com o olho da menina que chacoalha. Pensa a menina tendo um descolamento de retina e o cara me solta esta frase. Tipos...e daí que os seus amigos falam isso? Prossigamos.

Mas é somente ela que me satisfaz

Aí encontramos a verdadeira razão para ele não ligar pros amigos. E a frase denota relações íntimas anteriormente com estes tais amigos. Perceba que ele fala com um tom de "Já tentei mas prefiro ela".

É somente ela que me satisfaz

Reafirmando sua auto-negação homossexual.

É somente ela que me satisfaz

Aqui ele não tinha o que falar, repetiu a mesma frase.

Você só colheu o que você plantou

Profético e inovador. Então vamos arrematar a história deste casal até aqui. O cara dava uns pegas nos amigos, mas descobriu que gosta mesmo da mina, ainda que tenha se tornado cega. Agora a cegueira dela vem de ter feito alguma maldade, e aí a razão da frase, ou é uma metáfora com "O pior cego é aquele que não quer ver"? Fica a dúvida.

Por isso que eles falam que eu sou sonhador

Eu não sei se esse cara sabe, mas quando se usa um "por isso", tem que estar explicando alguma coisa supracitada, que no caso não acontece, porque uma frase não se liga com a outra. Uma questão pertinente, também, é: Quem são "Eles"? Surto psicótico? Mania de perseguição? Ou AQUELES amigos que acham que ele não vai conseguir se livrar da plantação da cega? Mais dúvidas.

E digo o que ela significa pra mim

Bom, quero saber! O que será que uma agricultora cega significa para um gay enrustido?

Ela é um morango aqui no nordeste

Ótimo. Isto foi um elogio? Fazendo uma busca rápida pelo Google, descubro que a região geográfica é precursora do cultivo deste fruto no Brasil, e tem muita qualidade. Acho que ele não sabia isto, no fim. Só disse que era um morango do nordeste porque ela nasceu na Paraíba e, bem...dizer que alguém é um moranguinho pode até ser delicado. Hum, talvez até demais!

Tu sabes não existe sou cabra da peste

Nem sei o que comentar sobre este verso. Uma palavra não se liga à outra. Licensa poética excedida. Não existe o quê?! Que isso tem a ver com você ser cabra da peste? Está tentando dizer que susas tendências homossexuais são infundadas? Meu Deus.

Apesar de colher as batatas da terra

Tá, talvez ele estivesse num momento de dúvida. Quis dizer que é machinho, mas de vez em quando dá uma abaixadinha na beira do rio pra botar a mão nos tubérculos. Contraditório. A música fala, na verdade, um uma bicha indecisa.

Com essa mulher eu vou até pra guerra,

Bom, aí ele S-I-J-O-G-O-U. Se ele pega a mulher pra ir pra Guerra, é apenas amiga e confidente.

Aai, é amor
Aai é amor
É amor
Aai, é amor
Aiaiai é amor
É amor

Tá. Não queria que eu separasse e comentasse linha por linha deste refrão né? Aí mostra que ele é, na verdade, um esquizofrênico. Não sabe MESMO se pega os amigos ou a agricultora cega. Diz que é amor, mas não sabe a quem. E parece até um lamento...tipo "Ai...merda, é amor". Agora não se sabe se é pelos tais amigos ou pela Paraíba.


Olha. Ticontá. Nem Chico Buarque de Hollanda dá tanto trabalho de analisar. Mas chegamos ao fim com uma conclusão. Morango do Nordeste é a história de uma bicha enrustida, em cima do muro entre uma agricultora paraibana cega, de atitudes duvidosas e ótima confidente, e os misteriosos amigos, que jamais serão convencidos que ele gosta mesmo da fruta que a mulher planta, e conscientes que ele anda colhendo raízes mais profundas na sua ausência.

Meu Deus. Chamem o Içami Tiba A-GO-RA!

De volta pra minha terra (/Gugu)

Bom, então eu estou de volta. Finalmente parei de Carmensandiegar e aquietei minhas nádegas em casa. To mais fudido que a Gretchen com o meu TCC, mas tudo bem.

Contabilizando o meu prejuízo nesta viagem, supera os 1000 conto, o que me deixa pensativo: Eu TENHO que parar de perder as coisas. Tipo tenho. Eu sei que depois de ter perdido 5 celulares, muitas peças de roupa, óculos (mais de um, seja escuro ou de grau) e assim por diante, já era chegada a hora de eu ter decidido isto antes da máquina.

Ah, caso a pessoa que ROUBOU (Sim, amigo(a). Não se sinta mais digno(a) do que um ladrão. Você é um deles. Pode até tirar sua carteirinha da A.N.A.L - Associação Nacional de Assassinos e Ladrões - e tomar no cu) a minha máquina entre e leia isto, bem. Saiba que eu desejo muito cancro duro na sua região genital. Bom, a não ser que você se arrependa e me devolva, o que eu acho difícil depois de 5 dias do mais puro silêncio.

Mas quando eu digo que eu me fodo, mas me divirto, é verdade. Foi absurdamente legal a viagem pro Nordeste, conheci pessoas duca e vivi momentos inesquecíveis (mesmo sem ter uma puta foto pra mostrar).

Bom, qual a finalidade deste post? Não sei também. Um pouco lamentar ainda pelas minhas fotos, um pouco dizer que eu tô de volta e tenho muita coisa pra escrever por aqui, um pouco pra aquecer os dedos de novo que já estavam esquecidos do dedilhar dos teclados Me senti o Lairton agora.

Falando nele, a música "Morango do Nordeste" merece ser analisada em um post.

Bom, é isso. Back to black, como diria minha querida Amy.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

SUMIRAM CA MINHA MÁQUINA!

Gente. A cereja do bolo da minha viagem pela região de Antônio Conselheiro: Sumiram com a minha máquina que incluia:

  • T.O.D.A.S as minhas fotos das viagens pelas praias pernambucanas
  • T.O.D.O.S. os vídeos da Mimo que eu estava cobrindo
  • Um vídeo-homenagem a este Blog pelo aniversário de um ano (que é por ele que eu tenho esperança que a pessoa me encontre e contate pra me mandar nem que seja o cartão de memória)

E o pior de tudo:


Nossa, to muito puto/triste. Foda-se a máquina. Eu quero minhas fotos.

Você, querido(a) que encontrou minha máquina lá no concerto do César Camargo Mariano em Olinda, TENDE PIEDADE e me manda pelamor o cartão com as fotos, pelo menos.

Sabe quea gente pensa que dentro de um CONCERTO DE PIANO as pessoas são de bem. Espero que sejam mesmo. E essa é a merda do brasileiro. Vive metendo o pau nos políticos, mas na primeira oportunidade corta a fila, joga o lixo no chão, rouba um objeto esquecido dentro de uma igreja.

Espero que não...

Se o cartão não vier eu conto que vídeo era esse. Taquelpariu viu.