quarta-feira, 22 de julho de 2009

A beleza dói

Pra quem se lembra, fui à dermatilogista Victoria Beckham no começo do ano. Na última consulta, depois de ter gasto uma quantia absurda, ela me diz que preciso de um tratamento mais forte. Quase peguei uma vassoura e lhe fiz um exame de próstata.

Sugeriu-me um peeling com Ácido retinóico a X porcento e disse que poderia fazer em casa, pra que melhorasse minha pele do rosto. Pra começar que eu sabia que já tinha me ferrado né. NUNCA que essas coisas são baratas. E lá veio a facada que eu não vou comentar aqui que custou 49 paus quanto foi míseras 40 gramas de creme, porque não é phyno.

Aí começa a frescurada: o creme deve ser conservado em geladeira, SEMPRE, porque se não for, estraga. E pra explicar pro porteiro que quando entregassem não poderia ficar na recepção esperando a boa-vontade de alguém porque ia estragar meu remédio?

-Mas que remédio é esse?
-É um remédio aí que eu tomo (num ia dizer que é pra pele né. Ele ia mandar eu me foder)
-Mas pra que que tem que ficar na geladeira?
-Porque se não ficar estraga.
-Mas é de leite? (?!?! Sim, só leite estraga na vida do porteiro do meu prédio)
-Não. É ácido.
-Você toma ácido?!!!
- Tomo pra caralho! Não! É que eu preciso. Médica que mandou.
- Ah, tá. Eu ponho na geladeira da copa dos funcionários quando chegar.

Porra. Tive que explicar metade da história do santo sudário pra ele falar que guardava na geladeira. às vezes as pessoas gostam de me testar a paciência.

Eu sei que, por fim, aquela merda fede pra caralho, tá me ardendo a cara que parece que jogaram álcool e tocaram fogo, fica depelando (não disse depilando, atente) o dia inteiro parecendo que tenho alguma doença venérea, atraindo olhares furtivos de crianças curiosas.

Ai daquela vaca se não ficar com uma peach-skin. Vou tacar ácido nas regiões mais internas dela que vai ver só.

Santo Mc de cada dia...

Gente. Outro dia estava no busão gansando conversas alheias. Eu não sou o maior ganso de conversas alheias, mas é que os participantes interlocutivos também nem estavam fazendo tanta questão de serem discretos. O cobrador do ônibus fala pra uma passageira:

- Ó, já que você é chique assim leva seu namorado no Méquidonaldji.
- Ô!!! Num exagera né. Também não sou tão metida!

Por um momento eu pensei em ajoelhar no meu banco e agradecer a Deus por ter condições de comer as merdas de Tio Ronald toda e cada vez que me der vontade. Tá, eu odeio Mc. Troco por qualquer cachorro-quente mulambento de chinês da esquina. Mas imaginar que para algum cidadão comer no McDonalds seja um luxo, me deixa feliz. Não por ele, cuitadinho. Por mim, que quando penso que estou fodido, descubro que poderia ser pior.

Agora toda noite termino a reza assim: "Que Deus me conserve o Cheddar McMelt de cada dia, amém!".

No more duplos sentidos

Gente, juro. Tô quase fazendo uma novena para Santa Maria do Duplo Sentido me curar desse mal. Não dá mais. Cheguei em um ponto irremediável na minha vida. Eu sempre disse que minha cabeça era nefasta, escatológica, repugnante e estrambótica a ponto de que se uma velhinha de 147 anos, com Aids, cancro duro e hemorróida crônica dissesse no testamento em sua extrema unção: "Eu quero dar...", eu cairia na risada NA HORA.

Mas não posso mais! Não existe mais momento, pessoa e local adequados para pensar em piadas de duplo (quiçá triplo) sentido. Reuniões de trabalho, missas evangélicas, saraus indígenas, campeonatos surdo-mudo, interrogatórios genocídicos, tragédias incorrigíveis, festinhas lúdico-participativas, QUALQUER MOMENTO E LUGAR. Sou uma vítima de mim mesmo, e é a conspiração interna mais forte que eu conheço.

O lado bom de tudo é que eu sou retardado e me divirto MUITO sozinho. Não preciso de motivo, nem de contextualização humorística para tal. Aliás acho sofríveis programas como Zorra Total pela obviedade contida nas pseudopiadas. Uma pessoa que se diverte tanto consigo mesma NÃO PODE ser normal achar graça no Paulo Silvino.

Bom, se alguém souber de algum remédio, me avisa URGENTE, porque minha imaginação está fora de controle. Porra.

A efemeridade tecnológica

Tem coisas que são modernas demais para irritar alguém, mas me deixam PU-TA-ÇO. Não era exatamente sobre esse que eu ia falar, mas já que comecei, odeio fortemente o fato de que quando eu PENSO em comprar uma TV LCD porque o preço está baixando, lançam uma incontestavelmente mais foda, mais fina, maior, com a imagem mais límpida, nítida e mais raios lasers formando a imagem que quase te morde. E aí, de novo, a tão sonhada LCD vira fezes e eu continuo não tendo dinheiro pra comprar uma TV moderna, esperando que o preço dela caia. Paputaquepariu com as televisões.

Outra coisa que eu NÃO AGOENTO MAIS e me deixa absorto (negativamente, é claro) são as atualizações de software. Ah meu, vai te catá. Se você, amigo programador, não teve a capacidade de pensar uma inovação tão foda quanto essa que pensou agora, aguenta um pouco, sabe! Mal baixei a versão nova do Firefox já tão me mandando baixar a versão 3.0.1.2! Que mundo é esse?! Além de me lembrar que o tempo está passando mais rápido do que Walter Mercado e Mãe Dinah poderiam prever em comunhão (e não me venha alguém dizer que não está que eu mostro as pelancas do meu saco caírem a cada dia), me atormenta os pacová de ter que fazer o download da porra nova, reiniciar o computador e o caralho a quatro.

O Itunes é um que n-ã-o-p-a-r-a-m-a-i-s de fazer atualizações. Tenho a impressão que tem um novo mais rápido que o José de Alencar volta pro Sírio Libanês. MSN é outro. É tipo eu escrever um post e ficar repostando ele porque lembrei de uma coisa a acrescentar. Oi? Não, não pode bem. Esqueceu, se fodeu. Só ano que vem! Quer agora que eu faça do cu sanfona pra poder estar sempre atualizadinho? Não, desculpa. E não me pergunta mais se eu quero a nova versão porque eu NÃO QUERO! Quero que me deixe em paz. Eu não preciso de três emoticons no MSN ao invés de um, nem de letrinhas coloridas, muito menos de fotos que saltitam. Tô muito feliz com o que eu tenho, obrigado Windows Messenger.

O único que eu permito - não sem uma ponta de raiva no fundo do peito - que me pergunte se eu quero atualizar é o anti-vírus, porque, né? É o trabalho dele, e se não me perguntasse eu ainda estaria me protegendo contra vírus do Windows 95, achando que estava arrasando com meu Itautec.

Se eu pudesse daria uma sugestão àqueles caras que não conseguem sequer mirar os dois olhos na mesma direção: descansem um pouqinho! Pega sua namorada (se tiver uma real), vai pra praia, curte a Maresia, bebe uma água de coco, estica os dedos dos pés na areia com coliformes fecais de pomba e sinta-se feliz ao menos uma vez na vida, porque, por ora, nós NÃO ESTAMOS PRECISANDO DE VOCÊS. Passar bem!


PS: Aguardem longo e tenebroso inverno de posts porque até 12 de Agosto trabalharei em regime de loucura.

PS2: Não sei se será tão longo assim. Escrevi 5 posts já que estão bem guardadinhos e vou publicando pra não deixar a galera abandonada!!!

domingo, 19 de julho de 2009

Falar palavrões pode aliviar a dor física, diz estudo.

Falar palavrões pode ajudar a diminuir a sensação de dor física, segundo um estudo da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, na Inglaterra, publicado pela revista especializada NeuroReport.

No estudo, liderado pelo psicólogo Richard Stephens, 64 voluntários colocaram suas mãos em baldes de água cheios de gelo, enquanto falavam um palavrão escolhido por eles.

Em seguida, os mesmos voluntários deveriam repetir a experiência, mas em vez de dizer palavrões, deveriam escolher uma palavra normalmente usada para descrever uma mesa.

Enquanto falavam palavrões, os voluntários suportaram a dor por 40 segundos a mais, em média. Seu relato também demonstrou que eles sentiram menos dor enquanto falavam palavrões. O batimento cardíaco dos voluntários foi medido durante a experiência e se mostrou mais acelerado quando eles falavam palavrões.

O que está claro é que falar palavrões provoca não apenas uma resposta emocional, mas também uma resposta física, o que pode explicar por que a prática de falar palavrões existe há séculos e persiste até hoje, afirma o estudo.

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Pronto. Agora temos embasamento científico pra xingar. Não que eu não soubesse disso tudo anteriormente, mas me sinto mais bem referenciado quando mando o dentista tomar no cu.

Por isso que eu adoro cientistas desocupados. Que me adianta saber a "Taxa do sedentarismo crônico associado às dietas corriqueiras do Herbalaife pelos anciões pernetas da região meso-co-cêntrica de Itapecerica da Serra"?
EU QUERO ALGUÉM QUE ME JUSTIFIQUE UMA P#@$% DE UM FIL&#@ DA P$£¢ DE UM PALAVRÃO!

Me sinto muito mais acadêmico-argumentativo a partir de agora.

Olhares dramáticos

Estes vídeos abaixo são extremamente idiotas. Já fica aí o aviso: Você não vai conhecer o terceiro segredo de Fátima, nem tornar-se um expert em Proust. Mas eu dei MUITA, MUITA risada com eles. São olhares dramáticos e reveladores. Idiota e simples assim, mas muito engraçados.







Melhor que muito atorzinho da malhação por aí...

Tropeção

Minha amiga me disse uma frase outro dia que eu quase cái no chão de tanto rir. É besta, mas se você for tão idiota quanto eu, com certeza vai se rachar de imaginar a cena:

"Ai, outro dia minha amiga tava no shopping, tropeçou e foi de boca NA CARECA DE UM CARA! Nem conseguia pedir desculpas depois de tanto que riu!"

Pronto. Essa foi a piada. A pessoa ir DE BOCA NA CARECA DE UM CARA.

Nunca me aconteceu, mas eu adoraria ter visto a cena...

Cacautvuyav

Tem coisa que irrita mais do que teclado podre? Cacete! Não aguento mais este teclado de onde vos es crevo nesta hora - o da minha taberna. Pra demosnbtrar quão ruim ele está, vou publicar o texto exatamente como ele apparece escrito quando eu ternino de digitar, sem fazer nenhum tipo de correçlão.

Se alguém quiser presentear este singelo blogueiro (ó, fi meu aniversário hein!) com um teclado novo, eu agradeceria imensamente!

Olha só, revisando agora acho que nem teve tanto erro. Mas que taá uma MERDa esse teclado tá.

PAPUTAQUEPARIU.

Sonho meu - Parte II

Com a maior ressaca DO MUUUUUNDO (homenagem à Senhora Baggi), escrevo-lhes mais uma, depois de longo e tenebroso inverno.

Eu adoro sonhos. Acho que eles têm significados intrínsecos muito interessantes. Nunca comprei nenhum livrinho de interpretações, até porque os que eu mais gosto não se encaixariam em padrões de sonhos. Uma vez eu contei um sonho bizarro que tive. Quinta-feira encontrei umas amigas:

-PRECISO contar um sonho que eu tive!
Todos com cara de "Conta, conta, conta!"

"Sonhei que estava trabalhando para o Sílvio Santos!! Daí ele me mandava fazer coisas bizarras e me xingava loucamente! Fui também para um almoço em família na casa do Maurício de Souza, que tinha uns mega portões de ferro com personagens desenhados, tipo o Cascão, a Mônica! Aí depois de um almoço junto com eles eu fiquei tirando fotos da família."

Quer dizer né. A pessoa precisa muito de uma terapia pra resolver o lado infantil da vida. Bota neguinho pra interpretar esse sonho que eu quero ver! Manunca! Quero ver a irmã do Gugu lá que entende de anjos, sonhos e o cacete explicar essa. E o melhor foi o tom de empolgação contido na voz dela! Putaquel viu. Vai sonhar com tosqueira assim na PQP!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O peso da idade ou Porque eu ainda não fui pro céu

Tá, eu que toco essa merda, então vai rolar um momento de mim pra mim mesmo.

Estou relendo "O Retrato de Dorian Gray" do Oscar Wilde porque ando apegado à fugacidade da juventude tanto quanto ele. Tomar no cu.

Me desejo muita coisa, mas tanta mesmo que eu nem sei por onde começar. Acabo de fazer a idade perfeita pra narrador de Bingo: dois patinhos na lagoa. Com corpinho de 21!

Sabe, é meio duro perceber que o tempo tá passando loucamente. E isto me faz pensar que, não sabendo se vou estar vivo amanhã (mas em 2012 não estaremos mais mesmo), deveria fazer sexo selvagem em plena Avenida Paulista com toda e qualquer pessoa que aparecer na minha frente algo para me dedicar ao auto-conhecimento, à filantropia e à minha evolução espírito-corporal. Tá, mas enquanto Mahatma não me baixa, eu quero beber.

Por isso, para todos os meus leitores/amigos/frequentadores/transeuntes segue o flyer abaixo de baladinha em conjunto com minha amiga da teta, Mari.



Beijo e até sábado pra quem quiser perder a diginidade comigo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Satisfa

OK, OK! Eu sei que estou ausente há uma semana. É que é foda ser colaborador de si mesmo. Fazendo TANTA coisa ao mesmo tempo!

Bom, essa semana é meu aniversário, então me dei alforria (apesar de ter mil coisas pra escrever por aqui).

Semana que vem tem mais! Ficando velho. Ai Jesus!

Beijos e Abraços!

domingo, 5 de julho de 2009

Horóscopo Maldito

Mesmo ficando em dúvida sobre a veracidade das palavras ditas, eu sempre leio o horóscopo. Sei lá, sempre bateu bastante, ou fez muito sentido, apesar de algumas vezes ter sentido que foi escrito pelo estagiário.

Mas este horóscopo maldito é MUITO BOM. Ele não elogia ninguém, não quer ser amigo de seus leitores e só acaba com quem ouve.

Não sei de quem foi a idéia, mas fez muito mais sentido que a TiTiTi dessa semana.

sábado, 4 de julho de 2009

Sobre botijões de gás e Madre teresa

Quando eu era pequeno, tinha muito, mas MUITO medo de botijões de gás e escorpiões. Ambos foram adquiridos graças a sensacionalismos jornalísticos. O botijão foi por causa de um cara que foi trocar e explodiu a porra toda, e o escorpião foi um documentário do Discovery Channel que falava sobre o poder assassinatório de tais aracnídeos. Fiquei com medo num grau que minha mãe tinha que me tirar de casa quando o homem do gás ia trocar o botijão.

Hoje, continuo me cagando menino crescido, não ligo mais, e vejo quão idiotas estes medos eram. Mas existem pessoas que tem fobias R-I-D-Í-C-U-L-A-S! De me fazer sentir um poço de coragem!

Aproveitando-se das pataquadas alheias, o Maury (apresentador americano que faz a Cristina Rocha e a Márcia Goldschmidt tornarem-se Madres Teresas de Calcutá) convidou algumas destas pessoas a participarem de seu programa, fornecendo-nos, assim, algumas pérolas do YouTube.


Medo de Picles!!!


Medo de Galinhas!!!


Medo de Bexigas!!!


Medo de Pêssegos!!!


Medo de Palhaços!!!

Sim, dá pena destes infelizes. Mas, gente. Que que isso?!?! Medo de picles?! Oi, ele vai te morder?

O melhor é a platéia rindo loucamente enquanto as pessoas são forçadas ao contato com o objeto de paúra.

É claro que o cara é um filho da puta, mas ninguém mandou neguinho ir lá procurar sarna pra se coçar também. Eu nunca fui enfiar a cara num pote de escorpiões no programa da Sônia Abrão.

De repente botijões de gás e escorpiões voltaram a ser TÃO ameaçadores...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Who?! Is dead?!?!?!

É. Faz uma semana que se foi o Metre Yoda Michael. Estava tentando passar em branco (!), mas não dá. Aproveito esta homenagem meio Alcoólicos Anônimos que está rolando na blogosfera, e faço desta a minhas homenagem...



Michael estará sempre na nossa memória, nas nossa referências musicais, nas nossas páginas policiais, e principalmente nas nossas referências de como não queremos que uma cirurgia plástica termine. Mas ele era foda.

Agora, se tem uma coisa que a imprensa não se toca, é que JÁ DEU! Puta que pariu! Me deram canseira de Billie Jean, e olha que eu gosto pra cacete dessa música.

Faz uma semana que o homem morreu e ainda tá bombando! Gendocéu! Tinha que ter um sensor de "DEU" nas redações jornalísticas! Que o digam Isabela, Susane (Richthofen, não a Vieira), e por aí vai a lista interminável de assuntos que os caras esgotaram.

Deixem o infeliz descansar em paz, tá loco.

See you Michael! (Not soon, hopefully!)

sábado, 27 de junho de 2009

Vergonha Alheia Presidencial

Um dia assim:



Um dia, assado:



Só digo uma coisa: MATA-DE-ORGULHO. Falta-de-critério-way-of-governing.

Mike, the headless chicken!

Um dia eu estava vendo o National Geographic (pra pegar no sono), e veio um quiz idiota antes do intervalo:

Qual foi o tempo máximo que um frango sobreviveu sem a cabeça, segundo o Guiness Book?

a) 1 dia
b) 1 Semana
c) 1 mês
d) 12 meses
e) 18 meses

Tá. Eu pensei: Bom, é um RECORDE, deve ter durado uma semana, o desgraçado.

Gente, juro. Se segurem: O frango viveu por mais DEZOITO MESES!!! UMANOEMEIO para os mais lerdinhos! A hora que eu vi a resposta, não acreditei. Corri pra internet achando que não ia encontrar nada, e qual não foi minha surpresa, ao descobrir que ele é MEGA famoso?!!!

Mike, the headless Chicken é um ícone na região do Colorado, e muito conhecido. O que aconteceu foi que seu dono, o fazendeiro Lloyd Olsen, foi decapitá-lo para a janta, como fazia sempre. Massss a parte do cérebro responsável pelas funções vitais do Mike não foi cortada fora. Então o bicho não morreu. O dono, percebendo o absurdo que se passava, começou a alimentá-lo com milho pelo buraco que ficou (!), e pingava água com a ajuda de um conta-gotas, chegando até a engordar, passando de 1,5 kg para 3,5 kg. E assim pegou o galináceo e começou a excursionar com seu freak-show de penas embuído da mais pura motivação monetária. Com isso ele ficou muito conhecido, e tornou-se uma das maiores lendas do estado americano, fazendo qualquer Dercy Gonçalves e Oscar Niemayer parecerem frangotes (!).

Tem até vídeo falando sobre ele:



Adorei a ligação que eles fazem de um bicho sem cabeça com o pensamento americano. Foi bastante ilustrativo e verossímil. Ah, e com direito a "Momento Márcia Goldshcmidt" de emoção do dono.

Pois é. Pra todos aqueles que eu contei essa história e pareceu infundada, chupem essa moela.

Protesto Anti-Megasênico

Olha, que não venham matemáticos e/ou estatísticos lançar teorias reducionistas a fim de minimizar meu ódio. EU SEI as porras das leis da probabilidade, especialmente as que se voltam contra mim.

Agora Mega Sena com prêmio de CINQUENTA E CINCO MILHÕES DE REAIS sair com resultado 02 - 04 - 06 - 10 - 23 - 45 , é de cair o cu da bunda!

Ah, peralá né! Resultado da Mega Sena ser equivalente à taboada do dois, pelamordedeus!

Só sei que a probabilidade do meu cartão de crédito estourar aumentou em 246810%.

A regra agora é: deixe seu critério na porta da lotérica antes de fazer suas apostas. E o pior é que QUATRO pessoas colocaram esses números. Preciso aprender que 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 pode ser uma aposta válida.

Por essas e outras que eu ODEIO a matemática.

Sobre paganismo e formas geométricas...

Tá, eu sei que São João não tem culpa de eu ter dormido 3 míseras horinhas essa noite. E nenhuma daquelas velhas que dança loucamente na rua detrás de casa se importa se eu queria dormir.

O fato é que o triângulo NÃO PARA DE TILINTAR há mais de 4 horas. I-n-i-n-t-e-r-r-u-p-t-a-m-e-n-t-e! E aquela voz de cantor-de-forró-de-bairro emendando uma música na outra sem nem parar pra tomar um gole de cerveja. Resolvi especular, com uma certa disposição de enfiar o triângulo no cu de quem o tocava.

Munido de óculos escuros, camiseta I S2 NY, e minha calça xadrez de pijama, fui até lá sondar se ia demorar muito pra terminar aquela tortura, pra que eu pudesse, finalmente, dormir em paz. Fui recebido com um vinho quente, uma paçoca, e uma velha de sorriso fácil. Quando menos percebi tava forrózeando com ela. De pijama. Odeio me envolver com a cultura popular. Especialmente em trajes ridículos.

Depois de alguns mornões (porque nem tava tão quente), o som irritante do triângulo me lembrou o que fui fazer lá, e resolvi perguntar pra uma tiazinha se ela achava que ia durar muito.

- Ô! Isso sempre vai noite a dentro!
- E ninguém se incomoda com o barulho?????????
- Não! Tá todo mundo aqui! Quem haveria de se incomodar?

É. Faz sentido. Não consegui conter a cara de lápis, apesar da alegria exalando daquelas pessoas classe média.

E agora estou aqui, com cara de Droopy Dog, ao som do persistente triângulo, escrevendo para não cometecer um crime geométrico-proctológico.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Vergonha Alheia de "Celebridades"

Observe atentamente à imagem abaixo.



Um deles é o Tom Cruise em Top Gun. APENAS UM! O outro é a filha bastarda de uma dançarina dos anos 80 com cara da Elvira da Gretchen. Thammy Gretchen.

Olha, se não falasse no site onde colhi esta pérola, NIN-GUÉM SABERIA. Longe de mim fazer piadas infames, mas Cruise credo hein Seu Gretchen!

O pior não é fazer. Há momentos em que a vida nos confrange a enfrentar os processos psicológicos Freudianos e travestirmo-nos (sem NENHUMA alusão à Thammy) como alguém famoso (Leia: Festa a Fantasia. Se você se traveste por aí de famosos, das duas, uma: é sósia ou retardado). O problema real e profundo está em fazer uma DIVULGAÇÃO MIDIÁTICA do feito! É ter coragem de bater a mão no peito e dizer: Fui EU que me travesti de Tom Cruise!

Tá. E você pensava que era o ápice né? Então segura essa:



Sim, querido leitor, me abraça. Esta É a Ana Maria Braga travestida de Rainha do POP, Madonna. Se isso não foi idéia de um produtor demitido e chutando o pau da barraca, eu não digo mais nada. Nem papagaio que fala salvou.

Com isto a Ana Maria Braga me dá, mais uma vez, suficientes motivos para não acordar de manhã. Pelo menos enquanto eu tiver esta imagem na cabeça, não vai me acometer um sentimento de culpa com o soar do despertador ao meio-dia.

O Conselho Federal das Donas de Casa Espectadoras Ávidas de Programas Matinais Inúteis (CFDCEAPMI) fez uma monção de repúdio ao ataque visual provocado pela apresentadora. Dona Edith, 87 anos, fragilizada, não aguentou a forte vergonha alheia que lhe abateu, e vestiu o paletó de madeira.

O CFDCEAPMI articula um processo por danos morais, atentado VIOLENTO ao pudor, falsidade ideológica e falta de noção aguda. A indenização deve ser negociada em 20 direitos autorais de receitas culinárias. A apresentadora, junto a seu advogado, diz que vai recorrer da decisão do juiz.

OK. Apenas demitam quem foi o INFELIZ que teve esta idéia.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dica Geek



OK, eu não sou Geek. Aliás, se tem uma coisa que eu NÃO SOU, é Geek. Descobri quase um ano tardiamente, e infinitas piadas perdidas, como utilizar este recurso de tachado. E também não sou um maníaco tecnológico que ama mais a Apple do que sua própria mãe, não rezo diariamente pela saúde do Steve Jobs, não compro badulaques modernos inúteis enlouquecidamente e nem prezo pela integridade do anti-vírus do meu computador (se é que ele tem).



Mas esta eu gostei! Pra você, amigo leitor, que não AGOENTA MAIS as proteções de tela que vieram junto com o seu iPhone / iPod Touch, segue a dica de um site que tem vááááárias proteções legais, como estas que ilustram este ilustre post. E o melhor: é sempre atualizado com outras tantas legais. Vale a pena conferir, o download é gratuito e a amizade é a mesma.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Publicidade é para os fracos...

Primeiramente me desculpo com meus ávidos leitores pelo breve recesso. Ele não termina aqui.

Não sei quem foi o endiabrado que inventou final de semestre, mas merecia apanhar de gato morto até miar. Puta que pariu. É o meu 8º semestre em faculdade e ainda não aprendi a fazer as coisas antes do prazo estar mais perto que a Dona Ruth.

Nego entrega trabalho de publicidade na mão de incompetentes turismólogos:

- Me manda um croqui da tosqueira campanha que você idealizou!
- Pode ser em Paint?
- Qualquer coisa, só pra ter uma idéia.


Marca do suposto anunciante suprimida para evitar constrangimentos

Me apeguei no "manda qualquer coisa". Talvez isto explique a diferença de zeros entre a minha conta bancária e a de Washington Olivetto, Duda Mendonça, Roberto Justus, Marcelo Serpa, John Lewis, Nizan Guanaes, Dualibi, Petit e Zaragoza.

Pelo menos explica minha ausência no meu humilde Blog!

Assim que o semestre terminar DE VEZ, voltaremos às operações normais.

domingo, 14 de junho de 2009

Ai, Jesus! ou Porque odeio parcelamentos

Eu acho de verdade que muitas vezes o parcelamento deveria ser proibido, como forma de coibir este tipo de atitude:



Eu também não sei. Definitivamente!

Ah, a Blogosfera

Então Carla Perez tem um Blog. E a surpresa maior não está no fato dela saber iscrever, mas sim no direcionamento de conteúdo: IN-FAN-TIL.

Não sei quem foi o diabo de produtor/marketeiro/empresário que teve a BRILHANTE idéia de agregar economicamente a imagem pura e casta de Carla Perez ao reino das crianças. Em uma coletiva de imprensa eu não resistiria perguntar:

- Oi? E na garrafinha, deu uma raladinha?

Talvez seja por isso que eu não sou muito chamado pra coletivas de imprensa.

Mas quando você imagina que Carlinha quer, de coração, desvincular sua imagem da pornografia explicita sensualidade, depara-se com isto:


Qué dizer né. Claro que um desenho inocente de uma garota com um micro-shorts, um top, pele bronzeada em 9 vezes sem juros no Instituto Embelezze, pilci no umbigo, escrito "Contato" à la Telesexo, ajoelhada sobre uma cama (reparem no efeito do suposto chão e verão que trata-se realmente de uma cama)...Peraí, do que eu falava mesmo? São tantas as alusões à sexualidade que já me esqueci. Ah, sim, claro que tudo isto não se relaciona absolutamente com seu passado.


Imagem aleatória que não se relaciona com NADA do que foi dito anteriormente.


Não que eu seja dos mais puritanos, longe de mim. Mas peralá né. É mais ou menos o Padre Marcelo Rossi se pôr a dançar Funk! Tenhamos parcimônia, amigos publicitários.

Apesar que outro dia eu lembrava com alguns amigos como as crianças daquela época, mais do que ninguém, botavam a mão no joelho, davam uma abaixadinha remexendo embaixo e balançavam a bundinha.

Bom...talvez EU tenha me enganado!

PS: Obrigado à minha amiga do mato (grosso!) pela estupenda dica.

sábado, 6 de junho de 2009

Da série Orkut filósofo

E eu achando que o Orkut ia ensinar a dar um tapa na cara do maniqueísmo:

Sorte de hoje: Não faz sentido dividir as pessoas em boas e más.

Mas aí ele continuou:

Pessoas são apenas encantadoras ou monótonas.

Alguém me avisa quando ele fugir de dicotomias baratas.

¬¬

Não sei porque ainda leio o "Sorte de Hoje"...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Josémirosmardecamarguiando

Então sexta passada eu fui numa balada num puteiro. Não, eu não fui num puteiro. Bom, tecnicamente eu fui. Mas era só a ambientação, porque a coletividade era do povo roots da ECA (Pra que não conhece, não é o Estatuto da Criança e Adolescente, mas sim esta ECA).

Mas sabe que, quando eu bebo, fico um pouco sem noção? Pois é. Contando pro povo uma coisa que eu fiz lá, percebi que foi BEM sem noção mesmo. Não como meu ídolo, mas foi!

A administradora de tão distinto local era uma mulher de uns 40 e tantos anos anos, 90 e muitos quilos, mau humor típico de segurança de puteiro e mais bigode do que eu.

Ela ficava perambulando na balada pra assustar os frequentadores zelar por nossa integridade física e moral. Determinado momento minhas mãos foram fatalmente ao encontro de suas voluptuosas tetas. Gente, juro. Eu achei que fosse apanhar daquele tio tia.

Ela me olhou com uma cara-de-ninguém-faz-isso-há-anos, e eu IMEDIATAMENTE me prontifiquei a explicar o mal-entendido:

-Moça! (olha a bondade! Já identificando o sexo, e ainda adjetivando com uma redução etária). Eu TEJURO que JAMAIS tocaria nos seus peitos por vontade própria!

Ela se conformou e, para minha sorte, foi embora. Agora perceba, aí, a falta de noção: Eu transformei o toque em suas regiões mamárias numa agressão contra A MINHA pessoa.

Porque o álcool gera sutileza!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Tragédia Pessoal

Sabe que com a queda desse avião da Air France também me caiu uma coisa: o cu da bunda.

Alguém me responde a quê eu vou me apegar quando o meu avião começar a chacoalhar da próxima vez? Porra. Até onde eu sabia, turbulência não era motivo pra derrubar avião! E aí vem um especialista da USP (sempre tem um especialista da USP) no Jornal da Globo e fala:

- É, William Vácuo, realmente existe a possibilidade de uma turbulência ter derrubado o GIGANTESCO E BEM ESTRUTURADO AIRBUS.

Momento Puta-que-o-pariu (fazia tempo que não tinha um). Me diz: Se um avião desta envergadura e magnitude virou farofa, que fio de esperança me restará no próximo voo da Ocean Air?

Vivo uma tragédia pessoal. Das duas, uma: Ou vou ter que começar a recorrer a meios alternativos de transporte, ou vou ter que começar a me dopar pra entrar no avião.

Eu sempre desconfiei e tinha razão: É, amigo passageiro. Essa merda cai.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Piada Pronta - Parte II

Pois é, amigo leitor. Quando você PENSA que o Gilberto Barros cantando é o fundo do poço, é o fim do caminho, então você se depara com ESTE press-release:



Qué dizê né. Virou putaria COMPLETA E ABSOLUTA! Agora o Maguila quer cantar! E digo mais: Tem telefone de contato pra shows!!! Meu MAIOR medo é que este telefone um dia toque!

Bom, fora o Slogan, que é de uma genialidade e ausência de senso comum peculiares.

Justo o Maguila! Que não dá pra entender nem o que FALA! É como o Stevie Wonder querer lutar Boxe! Poxa...outro sem amigos, coitado. Recomendo FORTEMENTE o Download desta mais nova preciosidade do cancioneiro popular brasileiro.

É o mais fino do fino do fino...

PS: Obrigado mais uma vez à minha providencial amiga nipocearense e conterrânea de famigerado lutador/cantor/comediante/

domingo, 31 de maio de 2009

Aquisições de linguagem

Acho que uma das coisas mais válidas da contemporaneidade linguística é a aquisição de novas terminologias e expressões que acabam se tornando frequentes em nossas vidas.

Na minha humilde opinião, um excelente exemplo de nova tendência no mundo das expresões é VERGONHA ALHEIA. Cara, eu não sei quem foi o iluminado que teve a idéia de definir tal sentimento, mas hoje é imprescindível no mundo das relações sociais. Como vivi até a história recente sem algo que definisse isso. É como não existir a palavra saudade no vocabulário, sabe?

É colocar em palavras aquilo que você sente quando vê seu tio bêbado no churrasco de família, quando assiste o Zorra Total, quando tem festa de fim de ano da empresa, ver alguém fazer algo que não é sua competência, e daí em diante, todos aqueles momentos que você respira fundo, olha pra pessoa e pensa: Que vergonha eu sinto por ela. (Ainda que, muitas vezes, ela mesma não a sinta).

Adote você também a vergonha alheia na sua vida. Ou melhor, na vida dos outros!

Car Sistem?!

Tem uma nova tendência no mundo dos alarmes de carro. Chama Car Sistem. Pelo menos aqui em São Paulo chegou forte. Não se ouve mais um carro fazer o onomatopéico pé-pé-pé-pé-pé.

Não, meus amigos ladrões. Agora um cara fica contando pra quem quiser ouvir que o veículo está sendo roubado. Ele fica falando "Este veículo está sendo roubado. Ligue para o número 0800-meia mole-meia-dura." Eu tenho uma vergonha alheia tão grande do portador deste veículo, que não se calcula. Primeiro que esta merda dispara sempre. Segundo que NINGUÉM liga pro 0800. Todo mundo pensa: Ai, disparou de novo.

Outra coisa que eu não entendo é...o pé-pé-pé não funcionava mais? Ninguém entendia que o carro estava sendo roubado? Pensavam o que? Que era uma balada ambulante? Porra.

O Car Sistem é muito vergonhoso. Muito mesmo. Façamos uma revolução pela volta do pé-pé-pé!!!

Foras

Eu sou uma pessoa que dá muitos foras (acho que acontece com quem fala demais). Mas eu tenho uma tia, que relata foras absolutos, que são incomparáveis. Seguem abaixo alguns:

Estava no trânsito e vem um cara se arrastando até a janela do carro:

- Ô Dona, me dá dinheiro pra eu comprar um skate?
- Meu filho, você tá de brincadeira comigo? Nem tem perna, como que vai comprar um skate?
- É por isso mesmo que eu quero um. Pra poder sentar nele.

10 segundos de remorso:

-Toma, ganhou 5 reais pelo meu fora!

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Visitando a casa nova chiquérrima de uma amiga, depara-se com um quadro de uma mulher horrenda:

- Nossa! Mas numa casa tão bonita, porque você põe um quadro dessa mulher horrorosa?
- Vera, é minha mãe.
- Sabe que de TÃO feia ela é até bonitinha?!

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No Bingo jogando. Tinha um cara que não parava de dar piti, reclamando de tudo embichadamente. Ele sai da mesa:

- Porra, não tava mais aguentando esse viado de merda.
- Ele não é viado.
- Pera aí, minha senhora. Se ele não é viado eu sou a Rainha Elisabeth.
- Ele é meu marido.
......
- Olha, então abre seu olho. Porque se tem uma coisa que esse cara é, é viado!!!
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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Até breve...

Então há muitos anos meu vô comprou um casaco de vison chiquérrimo pra minha vó. Aí ficou aquela história de "Ai, meu amor, mas você é louco, não devia ter feito isso", "Ah, mas eu te amo, queria te dar um presente", "Mas a gente não tem dinheiro nem pra comer direito", "Mas você merece!", e por aí vai.

Minha vó, claro, morreu de amores pelo casaco, mas nunca foi daquelas pessoas megamaterialistas, sabe? Sempre cagou pra coisas materiais. O negócio era estar sempre junto aos seus, dando risada, fazendo palhaçada, jogando um Poker, pescando, ouvindo Gardel...

Eu sei que NO MESMO DIA que ele deu o casaco, mais tarde foram jantar. Meu vô (esquentado que só vendo) reclamou da comida que ela fez porque ele não gostava. E adivinha? Jogou na cara: Soltou um "Eu te dou um casaco carésimo e você me faz de jantar o que eu mais detesto."

Minha vó não teve dúvida. Foi com a maior tranquilidade, pegou o casaco, colocou no meio da sala, jogou álcool e ATEOU FOGO. E respondeu: "Se você me deu pra me chantagear, sabe bem o que eu quero que você faça com esse casaco."

Assim. Assim era a minha vó. Faleceu hoje à tarde deixando um IMENSO vazio na minha vida.

A culpada pela minha gana de escrever, por eu gostar de miojo, por eu gostar de poesia, por eu saber amar incondicionalmente, por eu saber o que é um Royal Street Flush, por eu conhecer Carlos Gardel e os melhores tangos argentinos, por saber fazer massinha de pão pra pescar, por ter uns quilos a mais do que deveria, por falar espanhol, por amar cinema, pela minha notivagacidade, por odiar manhãs, por assistir o Jô, e por MUITAS outras coisas.

Se ela estivesse aqui me mandava praquele lugar e fazia umas caretas ainda. Mas como ela não está mais, só posso agradecer muito...e dizer até breve!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Troca Raul!

Minha vó dizia que mente vazia é oficina do Diabo. É mais que isso: É crime contra o patrimônio. Nem se minha vó tivesse nascido há dez mil anos atrás ela imaginaria onde chega a criatividade humana. Chega aqui, na nova moda monetário-financeiro-fiscal-imaginativo:


Mais uma vez estendo minhas mãos para tão aclamados interventores sociais. Puta que pariu.

Ah, o Playcenter - Parte II

Então eu já contei quão loser eu consegui ser no Playcenter uma vez. Mas, sim, amigos, eu me superei.

Uma vez fui em uma excursão com vários amigos. Ir em vários amigos para um parque de diversões é uma merda. M-e-r-d-a. Cada um quer fazer uma coisa, e todos acabam fazendo aquilo que o que tem um maior grau de persuasão decide. Quase que fui eu, mas não deu pra competir com um amigo. Apesar de eu saber que estaríamos fazendo a maior cagada EVAH de ir na principal montanha-russa BEM na hora da chegada. Porra, todo mundo faz isso. Mas, como o poder argumentativo dele foi mais forte, e eu já sabia muito bem como era ficar sozinho e perdido naquele lugar, fui junto.

Ficamos DUAS HORAS E MEIA na fila. Gente, juro. Ninguém merece ficar 2h30 pra brincar por 1 minuto. Nem Alexandre Nardoni, Suzane Richthofen, Maníaco do Parque e Sérgio Mallandro juntos. Só que fica pior a história. Te juro pela integridade física do meu saco: Quando chegou a nossa vez, o brinquedo parou as operações por conta de uma chuva torrencial. Esperamos mais 15 minutos e não voltava aquela merda. Como chegamos e fomos direto pra fila, tava todo mundo mordendo a bunda do segurança de fome. Resolvemos: Vamos falar com o carinha pra que a gente possa só sair e comer pra voltar. O cara topou, falou pra gente ir que ele achava que ia demorar.

Saímos pra comer. Neste meio-tempo, resolvemos comprar capas de chuva, porque não queríamos ficar ensopados pelo resto do dia. Cada um comprou a sua e, quando eu abri a minha, ela tava INTEIRA RASGADA. Virei pra moça da loja:

- Olha moça, acabei de comprar aqui. Abri dentro da loja ainda. Tá toda rasgada a capa.
- [Cara de Cu] Se quiser compra outra.
- Moçááá! Eu paguei SETE REAIS em uma capa de chuva de plástico de supermercado rasgada. Você TENQUE trocar isso.
- [Tragada no cigrro e olhar por cima do óculos] Não é minha culpa. Se quiser, compra outra.

Naquela época eu era idiota. Se fosse hoje derrubava ela no chão, apagava o cigarro no olho dela e chutava até o fígado parar de funcionar. Tá, nem tanto. Mas ia armar um SENHOR barraco. Só comprei outra.

Coloquei a capa e fomos pro Castelo dos Horrores. Para o meu horror individual, grudou uma piranha de uma menina atrás de mim, que me puxava e empurrava com a unha. Conclusão: Saí só com a toca da capa. Voltei pra comprar outra. Coloquei a capa. 5 minutos depois parou de chover, pra sempre. Não caiu NENHUMA goticulazinha mínima mais.

Qué dizê. Eu gastei VINTE E UM REAIS de capa de chuva, pra NADA. Ainda bem que minha mãe tinha percebido da primeira vez quão tapado eu era, e me deu mais dinheiro desta vez.

Voltamos todos alimentados e capadechuvados pra montanha-russa.

-Oi moço. Voltamos
- [Cara de Ãhn?]
- Lembra? Que a gente tava aqui na porta da fila pra entrar na montanha-russa e saímos pra comer? Voltamos.
- Não, não lembro.
- Moço. Para. Pelo amoooooor do Senhor. Nós falamos com você. Não brinca assim. A gente ficou DUAZÓRIMEIA aqui.
- Olha, meu filho. Se você quiser entrar no brinquedo é só pegando a fila. Não vem me enrolar com historinha que não dá certo. Todo mundo tenta essa.

Ou seja: Aquele parque era a Sede Internacional dos Filhos das Putas. Pegamos a fila DE NOVO e brincamos em mais uns 3 brinquedos. Não deu tempo de fazer P.N. naquele lugar.

Por mais incrível que pareça eu ainda voltei lá. E tenho mais uma história pra contar. Fica pra próxima.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Miss Othmar

Eu não sei quem foi que teve a BRILHANTE idéia de fazer a personagem Miss Othmar no desenho Charlie Brown (sim, o desenho e não a banda). Mas acertou EM CHEIO. Quantos professores nós tivemos que falam exatamente assim (aos 1:45):



Cara. É a genialidade aplicada ao contexto mais realístico da aprendizagem sistemática acadêmica.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

L'Amour!

Agora pare e veja este banner promocional:



Gente, juro. Se essa mulher me aparece na frente, eu me cago. Ô, amigo publicitário. Se você não tem dinheiro para pagar uma modelo adequada, siga as dicas à seguir:

1) Não mande, em hipótese nenhuma, ela fazer uma cara que possa vir a se tornar uma careta (se o intuito não for esse);
2) Tire fotos de longe;
3) Tire fotos de baixa qualidade, sempre que possível;
4) Não tire fotos!
5) Não ponha modelos vivos na propaganda. Expor alguém a este ridículo cachê NENHUM paga.

Mas será que o cara que fez esse banner não tinha UM amigo pra falar pra ele que essa mulher tava fazendo as pessoas desacreditarem no amor? Putizgrila! Pior propaganda do gênero EVAH!

Aliás, já que toquei no assunto, para aqueles que acreditam que dá tempo de passar o próximo 12 de Junho acompanhado, neste domingo vai acontecer o Movimento dos Sem-Namorado em São Paulo, no Parque do Ibirapuera. É uma boa oportunidade pra você empurrar aquela tia solteirona com mais bigode que seu pai para alguém, e ter isto como desculpa pra ir ver o movimento e até rolar um envolvimento. Como eu estarei no JUCA (Jogos Universitários de Comunicação e Artes) este ano, tô pouco me fudendo pro Dia dos Namorados de 2009, que sempre me dá uma depressão aguda uma semana antes e uma semana depois.

Ficam aí as preciosas dicas!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Hackers de Araque

Eu acho mesmo que não se fazem mais Hackers como antigamente. E nem pessoas com criatividade para fazer você se ferrar de alguma forma internética.

Recebo um e-mail de bruninha938lindinha@hotmail.com . O que pode ser, ó meu Deus?

a) uma irresistível proposta de sexo casual e tântrico concomitantemente;
b) uma irresistível proposta de sociedade em um sex shop no Vale do Anhangabaú;
c) uma irresistível proposta de sermos miguxos no msn;
d) uma irresistível proposta pra que eu me foda abrindo este vírus.
e) um pouco de cada, afinal todas envolvem sexo de alguma forma.

Ahhhhh, peralaumpoquim né seus hackers! Fizeram o curso à distância "Invasão Domiciliar Aplicada I" no Instituto Universal Brasileiro, porra?

Se é pra me dar golpe, faz direito. Também não entendo estes vírus sem propósito. Tudo bem, se é para roubar uma senha de banco, invadir redes sociais ou e-mails privados... é louvável. Agora me diz praquiqui um infeliz perde tempo criando um vírus que não vai mudar NADA a vida dele? Só pra deixar meu computador mais lerdo e me deixar mais puto? Ah, vai ser chato assim na puta que pariu!

De vírus já basta o do porco mexicano. E tenho dito!

Nada que Nada!

Inspirado por uma conversa Marinha no MSN às duas e pico da manhã

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Desde pequeno eu tive alergia de coisas que nadam. Mas não é aquela alergiazinha assim, não. Pensa que dava só umas pipocas na pele e tomava um antialérgico que resolvia? Não bem. Tô falando de EDEMA DE GLOTE! É tão perigoso quanto refinado. Joga no Google que você vai descobrir que não serve pra nada. Só pra fuder com a vida.

Então eu fui acostumado com o fato de que não comia nada que nada. E não podia nem ter mistura de colher. Como diz a minha tia, é um cu pra conferir prega por prega. Repeti o exame algumas vezes, que sempre confirmava alergia. Até que, aos 16 anos, eu refiz o exame e...TÃDÃM! Passou a alergia. Parece coisa de louco né, mas o médico disse que alergias são assim mesmo: Vem e vão. Mas podem voltar. Ou não. Sei lá. O corpo tá puto com alguma coisa, acordou de mal com você, resolve te foder, e pronto.

Mas só agora, aos 21 anos completos, eu estou tendo coragem de começar a experimentar esses bichos. Comecei em grande estilo, e até agora só gosto de Salmão. Bom, como Salmão de pacú é rola, eu contei tudo isto, na verdade, por uma razão: Me ofereçam ratazana frita, barata cozida, lagarta flambada, mariposa sauté, gafanhoto ao molho de ervas, QUALQUER COISA MESMO, mas não me venham com um Polvo. Puta que pariu. Se tem um bicho que me dá um bulungundum, esse bicho é o polvo. Só de ver no supermercado em cima dos potes com gelo me amolece as pernas. Gente, juro. Escrever esse post me causa arrepios internos.

Pra começar que ele é mole. Não confio em nada que é mole (ok, insira sua piada aqui). Ele tem a cabeça maior do que as próprias pernas. A última pessoa que era assim foi meu professor velho de Matemática no colegial, e não me traz boas recordações. Polvos soltam um caldo preto pra se defenderem, porra. Aqueles tentáculos tem ventosas agarrantes assassinas. Mas o pior de tudo, que só de pensar eu já fico tonto (mais than ever!): A boca dele.

Nem sei como a Polva se atrai. Aliás sexo de polvo eu nunca vi nem no National Geographic, mas não deve ser nem um pouco bonito de se ver. Suponho que seja um enroscamento generalizado de tentáculos que é uma loucura. E aí vem mais polvinhos pra atrapalhar o reino dos mares. Se fossem extreminados para mim seria um alívio (Brincadeirinha Greenpeace, eu sei muito bem que eles são fundamentais para o equilíbrio do ecossistema!).

Bom, contei. Barata? Rato? Nahhh! Eu me CAGO DE MEDO DE POLVO!

Novidade na área

Então eu fui convidado a escrever em mais um Blog.

É uma coisa totalmente diferente do Blasfêmia, caros. Serve pra lembrar que eu penso coisas boas além de bobeiras, e me reforça a idéia que não sou tão inútil quanto meu professor de Matemática do colegial achava.

Projeto bonito que já abracei pra chamar de meu.

www.veredaestreita.org

Quem não se cansar de mim por aqui, pode também encontrar coisas minhas por lá.

Ah, e sempre no Teco Tereco Teco.

Putz. Essa vida de escritor de Blog tá ficando corrida.

Abraços!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ah, o Playcenter.

Este post facilmente poderia se chamar "A gente se fode mas se diverte - Versão literal". Mas resolvi dar nome aos bois. Para quem não é de São Paulo, aqui existe desde muito tempo (preguiça de procurar no Google) o Playcenter, parque de diversão grande demais pra ser temporário e pequeno demais para ser fixo. O que interessa é que é dentro da cidade de São Paulo, perto da Marginal Tietê, banhado pelas aromáticas margens do rio de mesmo nome. Houve um bom tempo em que o Playcenter era a menina dos olhos de muita gente que queria ir a um parque de diversões sem ter que se submeter a horas de vôo, ou à vergonha alheia que é o Beto Carreiro e seus piririupiu-piririririupiu.

Atualmente, depois que a mesma empresa abriu o falido Hopi Hari (espero MESMO receber kits-retire-este-post-agora-e-eu-te-faço-hopi-happy), o Play virou um antro. Tem mais arrastão por lá do que em Praia Grande nas férias de Dezembro. É uma pena que as pessoas não saibam fazer um usofruto legal do parque, porque, na medida do possível, ele saciava a vontade de chacoalhar a pança e sentir ânsia de vômito. Eu bem me lembro a primeira vez que fui até famigerado parque de diversões. Tinha 9 anos, ainda morava no interior, e minha mãe saía de uma crise de pânico. Foi uma vitória conseguir ir, de uma vez só:

1) Sozinho em uma excursão;
2) Para São Paulo sem nenhuma referência familiar me segurando pelo pescoço;
3) Para um perigoso e tenebroso parque de diversões;
4) Na "Noite do Terror", que por si só já apavora mães com pânico.

Idiotamente, ao invés de honrar tamanha confiança depositada em mim, me fudi. Gastei todo o dinheiro que tinha até as 2 da tarde indo mil vezes no "Castelo dos Horrores" (ÚNICA atração paga entre 78 brinquedos). Me perdi das pessoas que eu estabeleci um vínculo mínimo de proteção pra não ficar sozinho na excursão, não conseguia lembrar POR NADA o nome do infeliz do coordenador da excursão, e saí na marginal SOZINHO à procura do ônibus. Seis da tarde estava num orelhão ligando à cobrar para minha mãe, chorando de fome, de dor de cabeça e de medo de não achar ninguém. A coitadinha, sem poder fazer nada, começou a dar duplos twists carpados a 250 km de distância de mim, e ligou para todos os parentes que eu tinha aqui em São Paulo pedindo pra me resgatar. Nove horas da noite eu estava em uma sala de "Achados e Perdidos", com o cara anunciando no megafone as minhas não-louváveis características físicas para que alguém do meu ônibus, por sorte, desse falta e me resgatasse. De repente, entre monstros fumando e contando piadas (adorei conhecer os bastidores), entra meu irmão na sala trazendo comida, dinheiro e procurando loucamente o organizador da excursão. Eu não lembro do nome dele até hoje, mas sei que o cara ficou MUITO puto comigo. Atrasei a excursão inteira e ainda fiz todo mundo achar que ele era um puta de um irresposável.

Cheguei no ônibus - o único ainda no estacionamento - com aquela cara de cu de quem atrasou a vida de todo mundo e não estava afim de ouvir gritos de zoação - que seriam inevitáveis. Tudo bem, eu assumo o grau de loserice que eu atingi neste dia. Mas, porra, eu era uma criança idiota do interior. Pra concluir eu acordei lá na minha cidade cheio de espuma de barbear na cara, muito batom na boca, e minha mãe com cara de desespero na porta da escola de idioma.

Por isto que este é o mais literal caso de "A gente se fode, mas se diverte".

Agora começam a pipocar histórias de excursão pro Playcenter na minha cabeça. Depois eu escrevo mais algumas. Prometo!!!

PS: Muitíssimo obrigado pelos comentários. Principalmente daquelas pessoas que eu não conheço pessoalmente! É muito legal ver quão longe pode-se chegar através da internet. Um dia quero conhecer todo mundo. To meio bichinha emotiva hoje. Abraços, obrigado e voltem sempre!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A gente se fode mas se diverte - Parte II

Eu sou aquele tipo de pessoa que ouve muito: "Só podia ser com você!". Não por ser um mitomaníaco - joga no Google. Mas por ser dono das histórias mais cabeludas que se ouve por aí. Não tenho culpa de ter uma vida social agitada, olhos atentos em todas as pataquadas que se sucedem, e, principalmente, uma capacidade interlocutiva cativante. E de repente minhas histórias são infindáveis e engraçadas, acabando por cair aqui neste espaço que vos escrevo.

Quando eu digo "a gente se fode mas se diverte", me refiro àquelas coisas que acontecem. Por exemplo: Teve um dia que eu estava voltando sozinho da faculdade, bem me lembro que era meio de junho, o que significa temperaturas bastante baixas. Vinha andando calmamente pela rua que me conduz até em casa, quando de repente um carro diminui a velocidade e começa a andar do meu lado. Aquilo já foi suficiente pra eu apertar o passo e o cu. Aí um cara abre o vidro do carro e põe-se meio corpo pra fora. Gente, juro. Eu fingi que não vi, mas já tava rezando até pra São Longuinho e esperando o pior. O cara me tira um BALDE D'ÁGUA e joga em mim, me deixando COMPLETAMENTE ENSOPADO. O carro saiu correndo e ouvi risadas muito altas. Fala sério se não é de foder? Puta dia frioooo, e eu tomo um balde d'água na cabeça DE GRAÇA! Nessas alturas eu já tava agradecendo por ser só um balde e só de água. Sei lá, podia ser mijo, cuspe, ovo, ou coisa pior. Mas era só água. Eu sei que cheguei em casa e meu irmão estava na internet. Não tinha chovido nem nada, ele me olhou com cara de espanto e logo expliquei. Ele sentou no chão pra rir da minha cara, e não bastando, chamou o meu amigo que morava pra gente que estava dormindo pra rir da minha cara também.

Semana passada eu tive um sonho muito ruim. Sonhei que fui assaltado três vezes SEGUIDAS! Tipo sai um vem outro, sai um vem outro. Foi bastante cansativo! Acordei me sentindo meio inseguro. Sei lá, não sei explicar. Porra, eu fui assltado três vezes dormindo, sabe?! Imagina acordado! Parei no ponto de ônibus na Rua Augusta esperando o meu Cidade Universitária. De repente salta um cara de dentro do ônibus, se põe em riste na minha frente com a cara a centímetros da minha, gritando e cantando uma música indiana acompanhada de uma dança bizarra. Cara eu quase caí no chão de susto! Não lembro a última vez que levei um susto tão grande na vida! Daí olhei pro lado e todo mundo que estava no ponto ria da minha cara - seja timidamente ou descaradamente. Daí eu engoli a minha raiva momentânea e comecei a rir da situação, porque só rindo mesmo. Porque, como disse antes, a gente se fode? Sim, se fode. Mas tem que se divertir também, né?

Momento Myself

Textículo do meu outro Blog inspirado por uma história de outra pessoa!

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Não que eu seja louco, longe disso. Mas tenho uma aflição, uma agonia e um desespero interminável em dividir o elevador com alguém. Aquela sensação de que o tempo não passa nunca....os andares ficam mais distantes uns dos outros, não há assuntos com aquela pessoa que vive tão perto, mas ao mesmo tempo é tão estranha. Sei que deveria aproveitar pra conhecer estas pessoas, mas não lá, naquele lugar, daquele jeito. Tomando uma cervejinha no barzinho da esquina...jantando formalmente, sei lá. Mas aquele momento é breve demais pra qualquer conversa que leve-nos a alguma coisa mais profunda. E longo demais para o silêncio.

E é aí que entra nossa consciência avaliativa meteorológica. Sempre sobra pro calor ou pro frio, ou mesmo pra chuva, reduzir a infinidade do tempo que nos une. Uma entrou uma tiazinha extremamente nervosa que tinha medo de elevadores. Era claustrofóbica, a pobrezinha. E eu não sabia o que dizer. Ela tremia feito vara verde, rezava em voz alta para que o elevador parasse logo e abrisse as portas, e, em um momento, chegou até a segurar em meu braço. Até isto é melhor do que o constrangedor silêncio. Pelo menos passa o tempo!

Eram já umas 11 da noite e eu estava um tanto bêbado por algumas cervejas a mais que tomara com uns amigos que encontrei por acaso. Entrei, solicitei a presença do dito cujo, e esperei por alguns instantes. Chegou até que rápido. Niquiqui abri a porta, ouvi o portão de entrada do prédio sendo aberto, como um sinal que dizia que uma indesejada companhia estava a caminho. Por um momento pensei que seria grosseria não esperá-la para subirmos juntos, sabendo que uma pessoa estava vindo. Mas, estando bêbado, queria que aquele momento fosse menos constrangedor do que já naturalmente é.

Entrei desesperado no elevador, apertei meu andar sucessivamente, e comecei a escutar os passos de salto alto vindo lentamente. Quanto mais o treco demorava, o som dos passos ficava mais nítido, evidenciando uma proximidade quase inevitável. Puta que pariu! Aquela porta parecia retardada, que não fechava! E os passos aumentando gradativamente. A porta começou a fechar e ouvi os passos aumentando de velocidade para uma corridinha na tentativa de segurar a porta... Prendi o ar por um segundo, de tanta tensão que me acometia naquele instante. Parecia que um psicopata dos mais perigosos estava prestes a me matar! Que angústia! Quase me mata mesmo, mas de nervoso!

E a porta fechou-se, então. Suspirei, ainda nervoso, com o coração batendo forte. Olhei para a câmera que tudo vê, e pensei que o porteiro deveria estar se matando de rir com tamanha idiotice: eu me encolhendo em um canto, apertando desesperadamente o botão de meu andar e suspirando logo após com o sucesso do momento myself.

Confesso que me senti ridículo depois que a sobriedade chegou. Mas dane-se! Aquele elevador foi só meu!

domingo, 3 de maio de 2009

Piada Pronta

Então tem gente que resolve cantar. O Roberto Justus é um que já causa uma boa de uma vergonha alheia.

Mas aí, quando você PENSA que Justus é o fundo do poço, se depara com este vídeo:



Então, como piada pronta que é, repare:

* Na cara de vergonha alheia das dançarinas.
* A comovente interpretação de Gilberto Barros de dar inveja a animador de velório.
* Quantas vezes ele falar "Acorrentado", quantas vezes ele vai juntar as mãozinhas em sinal de acorrentado.
*0:08: Cara no canto direito da tela quase obrigando a galera a levantar as mãos.
*0:17: Convidados do programa repensando o cachê.
*1:08: A mãozinha do Gilberto Barros!!!!!
*1:20: Solo de guitarra de churrascaria.
*1:49: Cara de assustar espectadores da dançarina.
*2:10: "Suuuuuuucesssoooooo".
*3:38: A "animação" das palmas da Platéia
* Beijo na família brasileira pra concluir.

Quer dizer né. O cara não te UM PUTO de um amigo pra contar pra ele que tá ridículo!

Mas eu conto. GILBERTO BARROS, volta pro buraco de onde o senhor nunca deveria ter saído. Deixa música pra quem sabe cantar. Contente-se em apresentar programas populares de televisão que já tá bom demais pra você.

Sem mais por ora!

sábado, 2 de maio de 2009

Virando Culturalmente

Amigos afoitos por novas Blasfêmias, tenho me ausentado, confesso.

Hoje eu vou a Campo em busca de muitas histórias e, certamente, conseguirei.

VIRADA CULTURAL DE SÃO PAULO!



Segunda-Feira voltamos com as operações normais!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O que vai ser, chefia?

O atendimento em São Paulo é sensacional. Isto é postulado por todo mundo que conhece aqui. Em todos os lugares - seja no Brasil ou fora dele - que eu conheci, nenhum se equipara ao da terra da garoa. Os garçons só faltam chorar de emoção pela sua presença. Fazem de tudo pra te agradar e nem ganham gorjeta por isso. Ah, só os tais 10%, mas até aí todo mundo ganha.

Uma coisa que me tira do sério é ser mal atendido. Eu sei que é desejo individualista de paulistano mal acostumado ("você me deixooooou mal acostumadooo, com o seu amorrrrrrr") ser bem atendido. Mas acontece que eu acho MESMO que, a partir do momento que eu tô pagando por aquela merda, eu tenho que ser, no mínimo, bem atendido. Antigamente eu ficava com pena das pessoas, e pensava que elas podiam estar tendo um dia difícil, ou que alguém a tenha destratado há pouco. Mas depois de trabalhar diretamente com atendimento nas terras de Titio Sam, percebi que realmente o cliente tá CAGANDO pros seus problemas, e ele tem razão. Porra, não é uma sessão de psicanálise sabe, é um atendimento ao cliente. Se você tá com problemas, se foi destratado, compra um joão-bobo e fica lá batendo nele nos fundos da empresa até se acalmar.

E olha que só eu sei quanto fui destratado nessa vida por americanos-eu-sou-conhecedor-dos-meus-direitos-e-não-vou-me-submeter-às-bobagens-que-um-terceiro-mundista-está-me-impondo. Teve uma vaca de uma velha (sempre as velhas, reparou?) que foi tão estúpida comigo, mas tããão estúpida comigo que a cliente que estava sendo atendida do lado dela por outra pessoa começou a discutir com aquele diabo, me defendendo por entender que era muita grosseria o que estava presenciando. E eu estava tentando AJUDAR aquele animal. Pensa que eu perdi a pose? Não senhor! Respirei fundo e chamei "Nexttt!" da fila com um sorriso no rosto. Tava com batedeira no coração, confesso. Mas num pode meu, o infeliz que vem depois num tem absolutamente nada a ver com a besta anterior! É como chutar o seu cachorro porque um na rua te mordeu! Ou como xingar a vizinha da esquerda porque a da direita te tacou um ovo no muro. Ou como reclamar do vizinho de cima porque você é mal comido.

Eu sei que uma vez estava lá quietinho na recepção do Resort brincando com o grampeador de papel. Niquiqui chega uma mulher pra me perguntar uma coisa, eu GRAMPEEI MEU DEDO. Sei lá como e nem porque, num me pergunte. Se eu soubesse não tinha grampeado. Apertei o grampeador e meu dedo tava embaixo, por coincidência divina! Gente, juro. Foi um dos meus maiores testes de atendimento ao cliente da vida. A mulher olhando pra minha cara e eu sorrindo pra ela. Aí ela viu o sangue escorrer pela minha mão e falou: Vai lá ver isso menino! Só assim eu fui! Tava atendendo a mulher com o dedo grampeado! Duvido que esse povo que atende mal já tenha atendido mal por um caso tão extremo!

É também uma das da série "Odeio". ODEIO ser mal atendido e ponto final. Fecha a conta, vai Mestre!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A vez que o cinema virou um culto...

Logo que lançou o filme "A Paixão de Cristo" do Mel Gibson, decidi que iria vê-lo no cinema. Por mais que contrarie o nome do Blog, eu sou uma pessoa que tem uma uma certa espiritualidade e religiosidade, acredito em tudo isto, etc. Fui inocentemente ao cinema de minha cidade do interior que estava com a película na grade (de um filme por semana).

Particularmente sou uma pessoa BEM CHATA pra assistir um filme. Adoro ir ao cinema sozinho, pois dispenso fácil companhias falantes. Se é pra ir comigo é pra ir em silêncio. Num rola papo no cinema. Se quiser papear a gente vai pra um barzinho, toma uma cerveja e papeia até dar cãimbra na língua (eu já tive, juro). No cinema é pra entrar, sentar, e ficar calado até que as luzes se acendam novamente.

Logo que cheguei me deparei com o cinema LO-TA-DO. Tanto que sentei naquelas cadeiras-ninguém-gostaria-de-sentar-mas-senta-porque-é-a-única-que-sobrou-e-eu-já-paguei-ingreso-então-foda-se. Láááááá na frente, torcicolante. Antes do filme iniciar eu comia minhas pipoquinhas, sem ter percebido que a Igreja Universal marcou o culto LÁ NO CINEMA naquele dia. Meeeeeu. Nada contra, mas todos sabemos da ênfase dos evangélicos, que não é muito o que as pessoas gostariam de ter no mero cineminha que você pretendia pegar. Eu sei que logo que a luz baixou, sobe o Pastor no palquinho mínimo que tem na frente e começa:

(Com as mãos apertadas uma contra a outra e abrindo sempre no final de palavra)"Irmãos! Estamos todos aqui hoooooje para assistir uma obra prima que retrata os últimos momentos do Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra. Quero que assistam com muita atenção, o coração aberto para a mensagem que querem nos passar, e depois teremos uma discussão sobre ele."

Já dei aquela grudada na cadeira entre gritos de "Aleluia" e "Glória a Deus".

Começou o filme. Virava e mexia alguém soltava um enfático ALELUUUUUUUUIA! Cara, tomei CADA SUSTO! Uma tiazinha que tava do meu lado chorou tanto que eu pensei que a ambulância ia vir buscá-la no final da sessão por desidratação. E não é aquele choro contido, não. Aquele choro de soluçar acompanhado de resmungos altos. Olha, ficou difícil de concentrar no filme, viu.

A hora que terminou, a platéia, em êxtase, se levantou e bateu palmas gritando coisas. Lá foi o homem de novo pro palquinho pra dar o start na tal "discussão" que ele tinha mencionado antes do filme começar - que eu achei que fosse rolar na Igreja, quando voltassem. Por não fazer parte daquilo e ser um simples espectador do filme de Mel, me levantei pra sair. O Pastor deu um berro:

- Todo mundoooooooo que levantou pra ir embora!!!!

Engoli. Parei. Olhei de canto de olho tipo..."Vai, termina a frase".

- Não deixem o INIMIGO TOMAR CONTA! Voltem JÁ para seus lugares pra escutar a palavra de Deuuuuus!!!!!! Vocês renegam a Jesus em suas vidas???????? Então fiquem mais um pouco!!!

Pensei. Bom, pelo menos por respeito eu acho que devia ficar. Idiota né. Maior falta de respeito foi a dele de me mandar ficar sob a ameaça de que eu num admire nosso Senhor! Sabe...Vai tomar lá (nesse post quase santo, não poso usar palavrões). Eu que sei. E o inimigo vai tomar conta da...enfim. Voltei e sentei pra ouvir.

-Lembreeeeeeeeeemos meus irmããããos todos os dias de que ELE morreu na cruz por nós!

E por aí foi por um tempo interminável. Ainda tomei mais uns sustos com uns ALELUIAS E GRÓRIA A DEUS. Passado UMA HORA eu resolvi que o inimigo ia tomar conta de mim se eu continuasse lá. Aí sim eles iam ver o que que é o inimigo. É de carne e osso - mais carne do que osso, no meu caso. Levantei e ouvi um sonoro:

-Fiquem MAIS UM POUCOOO! A palavra de Deussss "bla bla bla Whiskas Sachê".

Levantei convicto de que 1 hora de palavras de Deus - do Deus deles e não do meu - era mais que suficiente. Saí andando, dei uma olhada pro Pastor com cara-de-to-indo-embora-mesmo e fui. Ainda ouvi uns resmungos dele que não dei muita atenção.

Cara. Disso eu tirei uma GRANDE lição: Quando você for assistir a qualquer filme que tenha um cunho religioso no fundo, cheque antes a programação da Igreja Quadrangular do Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo de Nazaré. Acredite, cine-culto é uma experiência I-NES-QUE-CÍ-VEL. Se é que você me entende...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Sobre a Modernidade...

Textículo do meu outro Blog que pode ter a ver com esse. Ou não. Foda-se.
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A ocorrência que levou ao boletim não importa. Foi estúpida demais para que fosse gerado um boletim, inclusive. A questão subsequente foi o registro do B.O.
Boletim de Ocorrência me remete a algo tão poético! Imagino, antes de tudo, aquela delegacia um pouco escura....ou com um poste de luz piscante na frente. Daí você entra. Logo na porta tem um policial meio gordo, coçando a barriga, com cara de poucos amigos. Uma televisão pequena, ligada na Record, muito chiada e com o som distorcido. Depois de você falar um pouco com as paredes, ele olha pra sua cara e diz:

-"O que é que cê precisa?"
-"Fazer um B.O."
-"Primeira porta à esquerda. Preenche a ficha e aguarda pra entregar pro companheiro que está lá agora."

Então você segue num corredor meio úmido. Ouve uns gritos de mulher de malandro numa sala entre repartições de madeira com vidro esfumaçado. Entra na sala, encontra um ventilador funcionando em baixíssima rotação, uma mesa meio estragada e um cara sentado com um cigarro na boca. Ele olha para você com a cara mais blasé que já inventaram e diz:

- Pois não, doutor!
- É aqui que eu pego o formulário pra fazer o B.O.?
- Senta aí e explica que que aconteceu - Puxando o fio da Máquina de Datilografar Elétrica e mirando a tomada sobre as lentes dos óculos de enxergar de perto.
- Então, é que...

Pára, Pára, Pára! Isto é o que se imagina! Isto é como era. Foi. Passado! Agora existe Boletim de Ocorrência On-Line! Sim senhor! Pasmem! Onde estará o glamour decadente da delegacia?

Fato: Adiantou, e muito, a minha vida. Não precisei mover milimetricamente as nádegas do computador para registrar a queixa. Mas sentirei falta deste tal glamour decadente. Não se fazem mais ocorrências como antigamente!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Timão, ê, ô - UPDATE

Ceni fratura tornozelo, será operado e só volta no segundo semestre


Rogério Ceni não disputa mais a edição de 2009 da Copa Libertadores. Nesta segunda-feira, o goleiro são-paulino fraturou o tornozelo esquerdo durante treino no CCT da Barra Funda e deixou o campo gritando de dor. Ele será submetido a uma cirurgia ainda nesta segunda-feira e ficará longe dos gramados durante quatro meses.

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Não sei porque isso tá me cheirando arrego. Bem ou mal, tá FO-RA! Bora timãããão!

PS: Gente. O exu futebolístico e tomou de uma forma esses tempos que nem to parecendo eu mesmo. DOIS posts sobre futiba. Salve-me, Senhor!

domingo, 12 de abril de 2009

Timão, ê, ô!

Gente. Eu sou o Corinthiano mais fajuto e involuntário que eu conheço. Eu odeio futebol. Por mim poderiam todos ficar pernetas que não mudaria minha vida em NA-DA. Aliás, acho que até ficaria feliz, porque assim não seria obrigado a assistir de vez em nunca jogos de futebol. Nunca pisei em um estádio, e nem por isso me sinto menos brasileiro - estou deixando meu debut para 2014.

Mas neste domingo de Páscoa, virei curinthiano daqueles de dar orgulho ao Pavilhão 9. Sabe aqueles tiozões que sentam em frente à TV com uma cerveja gelada, amendoim, meia dúzia de amigos curinthianu da rua e usa a camisa do Marcelinho Carioca de patrocínio da Kalunga? Pois é. Foi bem isso mesmo. Xinguei do juiz ao Cléber Machado.

Quando levamos o primeiro já imaginei que fosse meu eterno pé frio. Quase desisti. Aquele empate que perdurou até fim também era uma espécie de azar, afinal jogávamos no Pacaembu, que, teimem à vontade, é o NOSSO ESTÁDIO.

Mas aos 48 do segundo tempo o rapaz lá (querer que eu saiba o nome já é demais) me faz um gol de abraçar inimigo pra comemorar. Caraaaaa! Foi de cair o cu da bunda de emoção.

Não que eu esteja amando futebol, jamais. Mas essa semi contra o São Paulo eu vou TER QUE assistir né. Pra conferir o resultado dessa coisa toda agora. É como assistir o programa da Márcia Goldshmidt a tarde toda pra saber o segredo do cara e não assistir o final. Reavivei o curinthianu morto em mim. A não ser que o Timão perca. Daí eu volto a ser um apático.

Mas isso é só semana que vem! Por enquanto vou zoar MUITO são-paulino por aí!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ei, Mallu, vai colher Caqui!




Gente. Eu tô por aqui com a Mallu Magalhães. Se eu encontro essa menina de novo (sim, já cruzei com ela no aeroporto) na rua arrebento com ela! E conto o porquê!

Comprei meu celular Vivo há pouco, depois da perda do QUINTO APARELHO NA MINHA VIDA (é um dom divino...). Eu sei que a Vivo agora tá de conchavo com essa aí, e vem o CD dela no celular já pra você ouvir. Nem tinha nada contra ela, mas acontece que, dentre as músicas que eu coloquei no meu celular e eu gosto, precisava escolher uma pra me servir de despertador. Porra, não quero começar a odiar ouvir o Jorge Ben, sabe? Porque é fato: Música/som/grunhido que te acorda, quando escutado aforante aquele momento (não que naquele momento seja agradável, mas...) é DE ARREPIAR OS PELOS ATÉ...da Mallu.

Então escolhi "Tchubaruba" como sendo a música que ia me acordar diariamente. Num to podendo mais. Niquiqui aquele violãozinho começa a tocar, eu tenho vontade de sair dando mortais de costas de raiva. Agora tô num dilema: Mudo a música, diminuo meu ódio temporariamente e passo a odiar alguém que eu goste de verdade, ou aproveito que eu CAGUEI pra ela e aguento o ódio matutino que essa garota me dá?

Bom, por enquanto fica assim. Já tô no meu limite. Sem Jô Soares há meses, já tá foda viu.

Mas se eu cruzo essa menina na rua...tá perdida! Keep your eyes open, Mallu Magalhães!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Alô?

Quem NUNCA ficou pendurado no telefone com vontade de voar no pescoço de um atendente de telemarketing, que atire a primeira pedra. Me arrisco assim porque sei que não vem nenhuma!

Todo mundo sabe que eles não tem culpa e blá, mas é aquele indivíduo que está falando com você. Como você pode transferir a raiva de uma pessoa falante ao sistema capitalista opressor e enganador de pobres consumidores que exigem seus direitos? Sangue de barata, ativar né?

Como um bom ser humano, eu SEMPRE fiquei puto a ponto de explodir. Porque é um sem fim! E não existe NENHUMA garantia de que o seu problema "estará sendo" solucionado. Teve um cara de Stand-Up (que eu acho meio forçadinho, ele grita um pouco demais...mas mandou bem nessa!) que sintetizou em um único vídeo TODOS os dissabores possíveis de se sofrer com um atendente de telemarketing:



Bom. Eu resolvi tirar uma com a cara de um certo atendente...Mas acho que ele não curtiu muito. Mas a piada foi MUITO MAIS FORTE QUE EU.



Fiquei com medo da supervisão. Tudo bem que quando você precisa deles, eles nunca estão, mas fiquei com medo.

Mas minha maior vingança foi outro dia. Minha situação não tinha solução, eu mandei com todas as letras: VAI TOMAR NO MEIO DO OLHO DO SEU CÚ! E desliguei. Gente, é terapêutico. Tentem em casa. Quando a situação se agravar muito, manda mesmo. Com essa eu economizei MUITA terapia, testes cardíacos, baba, e tremedeiras.

Telemarketing. Desculpa. Vocês são os heróis da comunicação cliente-empresa. Parabéns (Até eu precisar falar com vocês. Aproveitem minha bondade, porque não é sempre. MESMO! Pergunta pra Ana Carolina da NET! Eu posso ser MUITO baixo. Mas por enquanto eu encerro o Post em clima de paz.)

=)

domingo, 5 de abril de 2009

A gente se fode mas se diverte...

Relembrei uma história de um momento da minha vida esses dias e acho que cabe bem contar por aqui...

Por 6 meses eu morei no cu do mundo. Aliás, o cu do mundo é quente pra caralho! Sim, meus amigos. Depois vim a descobrir que foi uma das experiências mais importantes da minha vida, mas quando tudo começou eu não sabia disso. Morei em Rosana, extremo Oeste do Estado de São Paulo. Basicamente é a última cidade do biquinho do estado. Onde Judas perdeu a vergonha (porque se perdeu as botas muuuuito antes de lá, chegou seminu já). Fui estudar, porque passei no vestibular, e simplesmente fui, assim sem pensar.

O fato é que tão distinta autarquia dista 700 quilômetros (agradecimento ao Google Maps) da cidade onde morava até então, no interior do estado. Tudo bem, se você vai de carro, são NOVE horas de extrema unção. E sim, isto não é necessariamente um problema, por mais que pareça. O problema MESMO é quando se vai de ônibus. São DEZESSETE HORAS de lamúria e MUITA chateação, entre paradas em rodoviárias-chiqueiros e microparadinhas na estrada pra apanhar andarilhos. Bom, pra começar que a única companhia que faz este trecho (óbviamente que não é direto) é uma companhia de viação de quinta, que não vou citar o nome aqui por razões éticas. Mas se pintar um ônibus da Andorinha na sua frente, foge. Aliás dizem que "uma andorinha só não faz verão". Pena. Porque se tivesse uma só eu dava-lhe uma estilingada e evitaria palpitações cardíacas posteriores. Na comunidade do Orkut "Eu odeio a Andorinha", tem histórias de pessoas que viajaram com um porco andando pelo ônibus, de apreensão do busão inteiro por tráfico de drogas, de gente que viajou em banco mijado, de gente que viu as malas voando pela estrada, e de gente que teve que EMPURRAR O BUSÃO na estrada pra pegar no tranco. Daí vocês vejam que nada do que será dito a seguir é uma hipérbole.

Dentre as 4 vezes que eu fui-voltei pra casa, uma delas foi extremamente peculiar. Logo de cara me sobrou a poltrona do canto, que eu detesto. Prefiro viajar de pé do que sentar no canto (janela, como queiram). Sei lá, me dá um momento-quero-fugir-e-não-tenho-como e num passo muito bem, não. Mas como sobrou só aquela, então mifu mesmo. Eis que senta uma gorda, daquelas de dar orgulho ao dono do KFC. Aquelas que salvam o expediente do dono da pastelaria! Sua bunda já ultrapassava o delimitador de espaços, confrontando diretamente com a minha, que já não é exatamente pequena. A primeira atitude que digníssima senhora toma é tirar os sapatinhos e por os pés pra cima. Gente, juro. Pensa em um sapatinho de velha gorda. Gorgonzola com fandango é o que mais se aproxima de tão cruel realidade que me aguardava naquele momento. Ela ainda deu um sorrisinho - porque CERTAMENTE NÃO SENTE MAIS AQUELE FEDOR - e disse: "É por causa daS varize!", prenunciando o que viria à seguir: Muita falação e um genocídio à língua portuguesa. Depois, para completar, ainda peidava e roncava. Gente, sem exagero agora. Eu ACORDAVA com o cheiro dos peidos dela. Quer dizer, né. Dá pra piorar? Dá!

Anteriormente àquela viagem, a Andorinha deixava copinhos de água na "geladeira" do ônibus para os pobres passageiros. Esse geladeira entre aspas refere-se à temperatura que a água atingia não se relacionar em nada com a pretendida por um equipamento refrigerador. Aí algum energúmeno teve a GENIAL idéia de colocar dentro do ônibus um galão de água de 20 litros, provavelmente para mostrar sua pró-atividade para a diretoria da companhia em descobrir formas simples de economizar nas viagens. Mas aquele infeliz esqueceu-se que moramos no Brasil, e que nossas estradas NÃO SÃO BOAS. Tem mais buraco que o metrô de São Paulo, porra! Eu sei que depois de Marília, começa um saculejamento tão grande, que iniciou-se um processo de acontecimentos caóticos para completar a minha noite. Manja aqueles negócios que tem no ônibus que ficam o ar-condicionado e as luzes (que no caso não acondicionavam o ar e nem acendiam)? Pois é, amigos. Aquela merda INTEIRA caiu na minha testa, enquanto eu dormia. Foi uma porrada bem no meio da minha cara, e ficou pendurada pelos fios que deveriam contribuir para o funcionamento desta joça. Puto, encaixei aquilo de novo em seu lugar, que logo caiu de novo e bateu mais forte que da primeira vez. Não dava pra arrancar fora e jogar, não dava pra grudar de volta, não tinha um lugar vago no ônibus. Agora vejam meu azar. Isto deveria ter acontecido com a velha gorda, porque eu troquei de lugar com ela, justifiquei claustrofobia e ela trocou de bom grado comigo. Mas a desgraçada dormia tão pesado, que não ia dar pra eu pedir pra ela voltar pro lugar original. Tentei dormir com aquele treco batendo na minha cara pendurado pelos fios.

Determinado momento, minha mochila caiu de cima do bagageiro (sim, a saculejância é MUITO FORTE), mas eu não percebi. Certamente, como qualquer animal quadrúpede previria, o galão de 20 litros de água também caiu, molhando TUDO que estava à sua volta, incluindo a minha pessoa e minha mochila que estava no chão com um monte de roupa limpa e passada. Mas ainda assim eu não tinha me dado conta que era minha a mochila que estava no chão. Só que teve uma hora que um bêbado quis ir ao banheiro, e a coitada não estava deixando a porta abrir completamente pra que ele passasse. O infeliz começou a gritar, xingar e CHUTAR A MINHA MOCHILAAAA! Eu acordei com aquele quiprocó armado, e fui olhar o que ele estava chutando. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que era A MINHA mochila???? Recolhi humildemente, ela escorria água de dentro pra fora. Nessa hora eu me segurei pra não chorar. Juro. Veio até a garganta. Foi a sinestesia mais cruel da minha vida: O odor dos peidos da velha misturado com seu chulé, o tato da minha mochila inteira pisoteada e molhada, o barulho do motor do ônibus no meu ouvido, e a imagem do bêbado mijando no banheiro porque não conseguiu fechar a porta. Se tivesse uma merda à mão eu lambia só pra garantir a desgraça dos 5 sentidos.

Eu cheguei lá pior que pinto no lixo. Parecia que tinha sido atropelado pela Vai-Vai e pela Imperatriz Leopoldinense juntas. A mardita da velha saiu sorridente pra encontrar os seus, o fiudumaquenga do bêbado saiu cambaleando pra encontrar os dele, e eu fui embora em silêncio para minha humilde residência, o Hotel. Esta viagem vai ficar pra sempre na minha memória como A PIOR VIAGEM DA MINHA VIDA.

De tudo isto se tira uma moral: Pense MUITO bem antes de preencher um "Manual do Candidato", viu. Mas depois que preencheu, e já tá no inferno, encoxa de vez o capeta. Porque a gente se fode, mas se diverte!