segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

É Carnaval!

O carnaval está chegando mais uma vez, e em sua homenagem vou contar algumas boas histórias de outros carnavais da minha vida:

Em um dos meus primeiros carnavais, pulei até cansar, me diverti pra caramba. Saindo, já de manhã, eu e meu irmão (bem bêbado, como eu) me disse para que fôssemos juntos comer um lanche na barraquinha em frente ao clube. Era um tiozinho modesto, cheio dos clientes naquela hora. Como estava sem um puto, meu irmão disse que me pagava.
Comemos o lanche, e na hora de pagar meu irmão saca um VISA ELECTRON DO BOLSO, e entrega pro tiozinho.
O cara pegou, olhou...olhou e perguntou:

- E?
- Cobra aí pô (sic!). É crédito, por favor!

O tio ficou sem entender lhufas. Cara...aquilo era uma barraquinha de lanche do interior em meados do ano 2000! Bom, meu irmão também não tinha um puto. Como não haviam pratos para serem lavados, firmou-se o trato:

-Ó, faz assim então (sic!). Eu vou lá no banco sacar dinheiro e já volto. O moleque fica aqui de garantia que eu (sic!) vou voltar. Combinado?

Eu fiquei de garantia por mais de uma hora. O tio do lanche até se apiedou e falou que eu podia ir embora e voltava pra pagar outro dia. Mas também queria carona pra ir pra casa. 7 e pico da manhã, com o sol já queimando o cocoruto e o tio desarmando a barraca de lanche, chega meu irmão, mais bêbado que antes, e SEM O DINHEIRO.

-Porra!(sic) Encontrei uns amigos no caminho de volta(sic)...a gente foi pro bar...e gastei todo o dinheiro.

Eu e o tio do lanche tínhamos perdido mais de uma hora à toa. Engolimos ambos a seco. O tio disse que passássemos lá depois pra pagar, e eu mandei meu irmão tomar naquele obscuro local.
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Fim de festa, saio eu meio alegre do clube, e me deparo com o vice-prefeito da cidade. Não hesitei, gritei bem forte:

- Pinho da Cabanaaaaaaaaaaaaaaaa!

Ele cumprimentou com ares de candidato, e todo mundo olhou pra minha cara. Completei:

- Filho de uma puuuuuuuuutaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Não sei porque fiz aquuilo até hoje. Só sei que ele NUNCA MAIS veio pedir meu voto.
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Certa vez, meu amigo se aproveitou de minha leve embriaguez, e rasgou a minha bermuda que tinha furado não lembro como. Fiquei puto, resolvi ir embora da festa, e ele veio atrás (que foi útil, pois testemunhou e me relatou os fatos que se seguem).
Passei em frente à lanchonete-que-TODO-MUNDO-vai-depois-da-festa, e encontrei a pobre bibliotecária da minha escola, junto com seu marido. Mostrei a ela minha indignação:

-Olha aqui Magaliiiiiiiiiii! Rasgaram minha bermudaaaaaaa! Eu estou seminuuuuu! E foi um amigo meuuuuuuuuuu! Um amiiiiiiiigoooooooooo!

Sim, eu estava de cueca. A mulher não sabia onde enfiar a cara, o marido queria enfiar a mão na minha cara, e eu enfiei o rabo entre as pernas e fui embora.

Seminu.
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No mesmo ano, em outro dia, o trio elétrico que passeava pelas ruas da cidade até chegar no clube me deixou intrigado (sabe lá Deus porquê). Fora de meu estado natural, contam testemunhas que eu ficava me atirando na frente do trio, e atrasando a vida de todo mundo que estava atrás dele. Não me lembro bem porquê, só sei que ganhei um belo roxo nos joelhos. E alguns bons inimigos.
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Estava andando pelas ruas da cidade, já depois da comemoração festivo-carnavalesca, com uns amigos, e comecei a trombar com uns carros pra ver se os alarmes disparavam. Eis que para um furgão da polícia e me intimidam de forma deveras intimidante:

- Ô moleque, o que você tá fazendo?!!!
-Eu (sic)? Nada!(sic)
-Você por acaso tava batendo aqui nesse carro? Esse carro é de polícia camarada! Você tá loucooo? - (Que pergunta, devia ter respondido.)
- Não, não, tô batendo em nada não.
- É bom mesmo meu amigo, porque se continuar eu levo você lá pro morro, e aí você vai ver o que é bater! Tamo conversado?

Não quero, nem posso imaginar o que significa isso. Resolvi parar de testar o sistema de alarmes dos veículos automotivos.
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É por esta e outras que tenho muitos motivos pra lembrar de Carnavais com um ar de empolgação. E aí? Qual vai ser?!

2 comentários:

rapidamente disse...

só conhecendo bem o pipo pra acreditar nessa história

Anônimo disse...

hahahahaha ótimas histórias de carnaval! obrigada por me divertir a essa hora (o Manu diria, humm picante, mas escrevo com mera gratidão). beijos! mazinha