segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Alhos com Bugalhos


Quando eu morava nos EUA, o Resort disponibilizava carros pra levar a gente pra cima e pra baixo, do que eu me aproveitava sem pudor.

Um dos motoristas era Russel, um velho gordo pacaralho que falava como se tivesse uma batata sauté na boca e em todo final de frase tinha um tique-nervoso irreproduzível com métodos grafológicos. Mas era mais ou menos uma respirada sofrida.

Este tipo me levou um dia no supermercado. Generoso que sou, ao sair com o meu pacotinho de Hershey's Kisses, ofereci um a ele:

- Russel, do you want a KISS?

Juro. O velho segurou o volante mais forte, escorreu uma gota de suor pela sobrancelha descendo ao papo, acompanhada de uma engolida a seco. Foi virando os olhos em minha direção lentamente, descrente na situação que vivia no alto de seus muitos kilos anos.

Quando viu na minha mão a reluzente embalagem prateada deu um suspiro tão aliviado, que não pude evitar o riso.

Conclui-se: Tô com a moral nas alturas. Até velho gordo motorista de van de Resort acha que eu tô piriguetando, quédizê. Que falta me fazem uns Kisses! Uns Hershey's Kisses!!!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Twittá


Com um background de papel de parede de casa de vó, me declaro rendido ao mundo do twitter.

Pronto. Num devo mais nada pra modernidade.

Follow me!!!

@blasfemico


Back to Black

Miguxos e Miguxas Queridos leitores

Faço a MEA CULPA. Sumi. Trabalhei. Suei a camisa. Tô de volta. Como brinde um vídeo que chorei litros de rir quando vi. Acho que um monte de gente já viu, mas vamolá.





Pensa em alguém que se fode. Eu. Voltando de BH o avião é obrigado a descer em Viracopos depois de sobrevoar 40 minutos São Paulo e sair com atraso de meia hora.

Fazendo as contas, se tivesse vindo de jegue manco chegava antes. Qué dizê né.

Vamo que vamo. pelo menos até o recesso do CarNavAL!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Garoto Perdido

Bom então cheguei hoje em Beagá. A capital mineira parece me reservar altas aventuras em clima de azaração muita labuta. O-D-E-I-O a sensação de chegar numa cidade que nunca pisei antes, sozinho e com responsabilidades a cumprir. Tudo parece difícil, distante e eu me vejo mais assaltável do que nunca (já fui assaltado 5 vezes, e CONTANDO!).

Daí que eu cheguei da longa viagem do aeroporto à rodoviária (juro que demorou mais que o voo de Brasília pra cá) e precisava ir num shopping pra reafirmar minha ascendência paulistana comprar um chip zerotrintaeum. Aí perguntei pra uma faxineira:

- Moassa. Tem algum shopping aqui por perto?
- Tem, o shopping UAI.
- Onde?
- Ali, ó. Segue reto que dá lá.
- Como chama?
- Chama uai!
- Péra moça. Perguntei como chama o shopping. Tipo o nome dele!
- Então. Uai.
- ???
- Meu filho. O NOME DO SHOPPING É "UAI"!

Tipo maior cara-de-pão-de-queijo EVAH. E eu achando que Uai era só ponto final de Mineiro.

Ledo engano: É shopping também, UAI!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Na Cama

Gente, uma amiga me ensinou um traquejo que eu tenho que passar adiante. Claro que tem que ser muito idiota pra se divertir. Eu me esbaldo loucamente.

É um Orkut Improvement que não custa nada e diverte MUITO.

Sabe aquela Sorte do Dia chata e idiota que você lê e faz uma cara-de-grão-de-bico porque não diz nada pra vc?

Pois agora a primeira coisa que eu faço ao entrar no Orkut diariamente é ler a Sorte do Dia.

Simples. Insira um sufixo na frase. Leia a sorte e pense nas palavras NA CAMA no final. Pronto.

É DE CHORAR! Veja minha Sorte do Dia (/ciganaderodoviária) de hoje aditivada de NA CAMA:

Sorte de hoje: Cuidado com o que você diz; entre aqueles que não dizem nada, poucos são os que ficam em silêncio (na CAMAAAAA). (/gemepotranca)

Divirtam-se.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Satisfa

Olha só meu povo! To nas terras-onde-se-bota-a-mão-na-cumbuca, também conhecida como Brasília, DF, again.

Sim, é mecessário trabalhar pra pagar o leite das criança. Então pode ser que este singelo Blog veja uma subtração significativa nas postagens nos dias a seguir.

Não fiquem putos comigo. Com isso to pagando meu carnaval e garantindo muitas histórias pra cá. É um investimento!

Beijo e se for de BSB me liga pra gente tomar uma cerveja nessa calor dos diabos que faz aqui!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Cuidado com a PPD

Atente para a foto do Chico Pinheiro na Mangueira:


Chico Pinheiro, que não perde a oportunidade de ver a Mangueira de perto.

Me lembrei da vez que encontrei com Chiquinho na Mangueira exatamente no estado que ele se apresentava nessa foto. Iscrusive babando beijando a mão da minha amiga com olhar sedutor (Ah gente, ele tentou!).

Depois ele vem segunda-feira todo sério querer me convencer que a Bovespa fechou em alta de 0,69%. Sabe? Desculpa, Chico. Depois de te ver no estado que eu vi, toda notícia que você dá eu fico meio que querendo conferir com uma fonte fidedigna.

Porque pra mim, você já sofreu de PPD - Perda Progressiva da Dignidade.

E olha que é difícil de se recuperar dessa grave moléstia. Experiência própria!

Então vem comigo Chico. Só não vem querer noticiar alguma coisa séria depois, porque eu NÃO ACREDITO em Chico Pinheiro.

Preta Pride

Or.gu.lho

sm (cat urgoll, do germ) 1 Conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo ou de outrem; altivez, brio. 2 Amor-próprio exagerado. 3 Empáfia, bazófia, soberba. 4 Ufania. 5 Aquilo de que alguém pode orgulhar-se: O bom filho é o orgulho de seus pais.

Sentimento nutrido por mim pela personificação da vergonha alheia, Preta Gil.




Ela dança Beyoncé com uma criança a mais de peso, e quase o mesmo glamour. Ela tem cabelos esvoaçantes. Ela tem dançarinas piriguetches descompassadas. Ela parece que tá recebendo a pombagira. Ela é incomparável. Ela ME TRINCA de orgulho. Adoro o "Momento Mãozinha" (1:05) e a "Hora da Sensualidade Intrínseca Exacerbada" (1:50).

Vista você também a camisa do Preta Pride.

Rapidinha

Lembrei dessa outro dia não sei porque.

O fato é que eu enxergo tão bem quanto uma toupeira embriagada. Mas quando fui tirar meu porte de arma minha carteira de motorista, não queria que constasse lá em letras garrafais "USO OBRIGATÓRIO DE LENTES CORRETIVAS", por razões óbvias: 1 - Eu sou zicado e certeza que tomaria uma multa por causa disso a qualquer momento; 2 - Porque eu esqueço de usar óculos frequentemente (mesmo sem enxergar nada).



Fui fazer o exame médico, o homem me manda olhar dentro de uma máquina e dizer o que estava escrito. Pus os olhos lá e comecei:

- A - S - J - T...

O médico olha pra mim e fala:

-Filho. Me ajuda a te ajudar. SÃO NÚMEROS.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Vende-se Jesus

Olha aí negada. Pra você que sempre achou que essa história de Barbie-Ken era muita putaria pra seus filhinhos inocentes. Pra você que sempre sentiu uma vibe sijoga no Ken. Pra você que achava que brincar de casinha não estava com nada, o negócio mesmo era abrir mar e multiplicar pão, seus sonhos serão realizados. Chegou o MARAVILHOSO BONECO DE JESUS!


Garota ainda pervertida dança o "Tchan" enquanto Diziscraist levanta multidões de Barbies.

Ele é articulado! Ele fala coisas construtivas além de "HA!" "IÁÁÁÁ!" e "TO COM FOME!". Ele tem cara de homem consolidada por uma sensacional barba! Ele é O CARA!


Jesus, mesmo não sendo o Luz, desfila seus traços caucasianos, cabelos de príncipe da Disney e olhar sensual.

Alguns compradores satisfeitos dão seus depoimentos:

"Meu filho só gira com seu Jesus nas mãos de agora em diante!"
Pastor Pilão, sobre a boa aquisição.

"Ele ganha todas as pelejas travadas dos Power Rangers!!!"
Menina Pastora, sobre suas habilidades.




O boneco de Jesus tem inúmeras vantagens:

- Multiplica o pão do chá das bonecas!
- Não oferece riscos ao matrimônio de Ken com Barbie!
- Se quebrar, em 3 dias está arrumado!
- Proporciona o diálogo entre Max Steel e os vilões!
- Transforma água em vinho!
- Anda sobre a água!

Compre logo o seu, afinal não é a primera vez que põem Jesus à venda...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Bêbados e a Sinceridade

Eu pelo menos estou acostumado com mentiras de bêbados. O cara chega pra você pedindo dinheiro pra comprar óleo filtrado nas Ilhas Maldivas pra fritar coxinha de Galinha d'Angola pás criança. Sentindo as notas de etanol no inebriante ar que o circunda, somado a olhos trincados e um leve desequilíbrio, você percebe que o cara quer mesmo é dinheiro pra mardita.

Pois é. Agora eu já não sei mais o que pensar dos bebuns. Eles andam muito honestos comigo.

Outro dia estava sentado na praça com uma amiga, vem um cara de olhos trincados e pede:

-Ô moço (sic)! Me vê um dinheiro pra eu comprar UM GUARANÁ?

"Meu cu" - pensei eu. Tá que esse elemento quer comprar um Guaraná.

-Não tenho não. (Lembrando do bolso cheio de moedas)

Ele sai. Dá 5 minutos vejo o mesmo bebadinho chupando o que? Um canudinho numa garrafinha de Guaraná!

Me senti o pior dos seres.



Outro dia estava saindo da casa da minha amiga encosta um bêbado na gente:

-Ô moço, me faz um favor? Compra uma pinga pra mim?

A gente se olha e responde em uníssono:

-Não.

Ele vira e diz:

-Eu DOU O DINHEIRO. Toma. É que minha mulher proibiu o dono do bar de me vender.

Mesmo assim não compramos. Mas ficamos tocados pela gentileza.

Outro momento de amigos sentados no barzinho em São Paulo, e chega o famoso bêbado:

-Olha só gente. Eu podia pedir (sic) dinheiro pro leite das criança. Eu podia (sic) pedir dinheiro pra comprar cesta básica ou passage de ônibus. Mas eu (sic) quero dinheiro PÁ BEBÊ!!!! Então, vocês por favor colaborem aí comigo. Tão bebendo também no bar, vão entender minha aflição.

Claro. Ganhou aplausos e duas cervejas geladinhas...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Lucas e a praticidade

Mais umas do Lucas, meu sobrinho de (ainda) 4 anos:

Minha irmã chega no quarto com ele quase quebrando um negócio:

-Lucas! Você ia quebrar isso?????
-Ia. Mas você chegou a tempo.

____________________________________

Conversando sobre um brinquedo:

-Lucas, que boneco é esse?
- O Max Steel chama ele de Destroyer.
-E você, como chama?

*Pausa Dramática*

-Lucas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Eu sei, eu sei...

Sabe quando você começa a falar com alguém e contar suas mariadobairrices e a pessoa vem com um "Eu sei...eu sei...". SABE PORRA NENHUMA. Deixa eu terminar. Tem bola de cristal por um acaso? É a Mãe Dinah? Então NÃO SABE. Cala boca e deixa eu contar.

Eu sumi por esses dias. Confesso, assumo e pago (Passa ou Repassa Feelings). Como sou filho de Alah, também tirei uns dias pra ficar coçando e agora estou de volta!

Pra sintetizar tudo que eu fiz nesses últimos dias, digo em palavras: bebi, ri (muito), cachoeirei, joguei e fui de cara na lama tentando desatolar um carro. Basicamente tudo que um ser humano sem dignidade precisa.

Então voltamos às operações normais (/Dr.House) e garanto uma PUTA novidade DO CARALHO. Soon.

Besos!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Coluninha and Plus!

Aí galera, mais uma vez minha coluna de Viagens no Guia da Semana.

Foi escrita meio às pressas, mas precisava falar pras pessoas: PAREM DE COMPRAR PACOTES!


Aproveito pra falar Feliz Natal e Ano Novo (atrasado e adiantado, respectivamente).

Vou mandar a Carta que escrevi pro Noel. Logo. Prometo.

Beeeeeijos!!!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Circozinho

Quando morava no interior, era uma alegria só quando chegava um circo na cidade. Desde a montagem da lona até a divulgação que os produtores faziam na escola, ou mesmo encontrar todo mundo que se conhecia em volta de um picadeiro. Falando nele, descobri com o tempo e muitas apresentações depois que o tamanho do picadeiro é um indicador social de poder econômico do circo. Quanto menor o picadeiro, mais fodido é o circo (no mau sentido).


É claro que a história que eu contaria aqui não seria sobre a apresentação do Cirque du Soleil. Não. Teve uma vez que chegou um circo na cidade, que não teve força nem pra conseguir divulgar nas escolas. O circo era tão falido, mas tão falido, que as cadeiras VIP custavam 5 reais e a arquibancada 2. O picadeiro era tão pequeno que um adulto deitado com braços e pernas esticados à la Homem Vitruviano cobria fácil a loninha.

Fomos eu e duas amigas e, claro, pegamos as cadeiras VIP. Não poderíamos deixar de aproveitar a pechincha. Pra começar que o bilheteiro era o mesmo cara que fazia um espetáculo com uma bicicleta (ó o nível das apresentações), o de passar fogo no corpo (e ele se queimou que a gente viu graças à nossa privilegiada posição no espetáculo) e o globo da morte (que mal comportava uma moto), além de vender pipoca no intervalo. Ou seja né. Era um showman basicamente. O palhaço era MUITO estúpido com as crianças. Tinha a maior caradicu EVER. Chamava as crianças pra fazer brincadeiras com eles e punha apelidos...tipo o coitadinho do menino que tinha uma puta orelha de abano orelhas levemente avantajadas, passou a ser o "Dumbo" pro palhaço. Xingava de chupacabra e xuxamenegheliava com as crianças gritando toda hora. Tava vendo o momento que ia dar um safanão no pédoreia de um moleque desavisado.

Saí daquele circo me sentindo mal. Faltou alguém pra chegar pra eles e falar: Gente, desculpa, faliu. Vai vender chiclete no farol, vai operar bolsa de valores, vai fazer depilação íntima, não sei. Dá um rumo na sua vida, porque ficar aqui jogando malabares pra cima não tá dando mais pra vocês. Tipos pega o Carequinha Pride, guarda na gaveta, e vai fazer outra cousa, porque circo já deu.

Como eu não sou nenhum exorcista, acabar com a magia não é minha especialidade. Deixei o recinto agradecendo pelo espetáculo. Possivelmente o último deles, certamente o MEU último espetáculo circense. Mas deu uma dózinha daquele circo falido...

Tia Vera

ATENÇÃO: Este Post está recheado de linguajar chulo e profano. Retire as crianças da sala.

A minha família não é o lugar pra se encontrar um arquétipo de normalidade. Ninguém bate exatamente bem, a começar por mim. Mas há que se ser justo, que ninguém é tão nonsense quanto minha Tia Vera. Ela é uma celebridade entre meus amigos, que já ouviram várias histórias que eu reproduzo levianamente. Experimenta perguntar:

-Tia, e seu marido?
-Tá vivo ainda, infelizmente.
-Coitado tia! Você não fala de verdade né?
-Meu filho, se você me vir chorando no velório vai ver se alguém me bateu. Falsidade pura. Se chorar vai ser pra não traumatizar as meninas. E o pior é que aquele filho da puta é capaz de me enterrar e ainda ficar com a minha pensão.

E por aí vai. Ela tem várias histórias que já fizeram minha uretra sufocar, mas talvez a melhor de todas seja a que vem a seguir.

Então minha tia foi convidada prum chá de cozinha da filha de uma ex-chefe. Lá foi ela pro fatigante ritual que se desenrola em chás de cozinha. A noiva pega o presente fechado, tenta adivinhar o que é: Se acerta, sussa; se erra, paga uma prenda, que geralmente é ser pintada, desnudada, ou qualquer coisa assim.

Ela disse que chegou e ficou espantada com o número de velhas entediantes que se encontravam no referido evento. Como aquilo tava tão animado quanto contagem de votos pra síndico do prédio, ela resolveu propor em alto e bom som:

-Oi, gente? Isso aqui tá muito chato. Abre logo essas porras de presente aí e vamos fazer alguma coisa mais animada. Já sei! Vamo pegá um pano preto, botar farinha e sentar pelada PRA VER QUEM TÁ MAIS ARROMBADA!


Bom, disse ela que nessa hora ouvia-se o zunido das moscas. Todo mundo com uma senhora cara de piauiense. Disfarçaram, deram uma risadinha amarela e continuaram a brincadeira. Ela completa:

-Fui embora né. Não tava dando pra aguentar. Era sério, sabe? Ninguém se empolgou!

Pois é. Essa é a minha Tia Vera. Tijuro que vou tentar botar ela numa cadeira pra contar um monte de história em frente a uma câmera. Sucesso do Youtube.

Agora vamo combiná: Não sei porque ninguém se empolgou!!!!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sonho meu - parte III

Ô nego pronto pra ter sonho idiota que sou eu. Já contei uma vez ou outra alguns sonhos toscos que me acometem. Aí vai mais um.

Sonhei que eu morri. De morte matada. Mas conto como. Estava em um puteiro vintage. Sei lá. Parecia mais um cabaré oitocentista. Mas era um puteiro. Só que era nos dias de hoje. Ah, sabe essas coisas de sonho tipo era minha casa mas não parecia minha casa? Então. Tava lá nem sei fazendo o quê (/suprimir parte pornográfica do sonho), de repente começou a rolar um puta (ha!) tiroteio, eu fugi, saí correndo, mas continuaram me seguindo pra matar, eu desisti. Parênteses: Eu sempre falei que não ia ser desses caras que, percebendo a morte iminente, ia ficar correndo o filme inteiro, não. Porra, tá todo mundo morrendo, eu sei que vou morrer, não sou galã americano, nem tenho trilha sonora bonita ao fundo ou um amor pra encontrar no fim. Eu sou o figurante que cai no buraco que se abre sob os pés, sabe? Então que matem logo e não me enche o saco.

Acordei (no sonho) depois de ser morto e só fui perceber que tava morto quando atravessava paredes. Fiquei uns 20 minutos atravessando paredes e dando risada porque não doía. Qué dizê né. Quando é besta, é besta vivo, morto, acordado ou dormindo. Entediado com a minha nova capacidade de transpor objetos, resolvi dar um rolé, e ví uma renca de espíritos de outras épocas andando por aí. Tipo gladiadores, filósofos gregos, Dercy Gonçalves. Queria ir no meu velório pra saber se tava bombando (olha o egocentrismo aí geeeente), mas quando vi um calendário descobri que já tinha passado três meses do dia que morri. Fiquei puto, rodei mais um pouco, tentando encontrar os espíritos de luz que achei que deveriam me buscar, encontrei um amigo.

Ele conversava comigo como se nada tivesse acontecido, mesmo sabendo que eu era um presunto. E as pessoas começaram a achar que ele tava ficando louco e quiseram interná-lo. Niquiqui iam interná-lo, a porra do pedreiro que tá fazendo obra no apartamento de cima do meu deu uma marretada e eu acordei. Feliz por não estar morto. Triste por não transpor paredes. Feliz por não ter ido pra um puteiro sonambulamente. Triste por meu amigo não ter sido internado. Feliz por ter matado as saudades da Dercy. Puto por ter sido acordado a marretadas.

Levei marretadas e voltei à vida. Ó só que ironia do destino!

Life Upgrade

Eu tava pensando que na minha vida as histórias que as pessoas mais se divertem são as que eu mais me fodo. Mas me descobri absolutamente capaz de me foder e ser feliz (/autopiadinha).

Há uma semana tava comendo o pão que o diabo ensaiou pra Rainha de Bateria do Carnaval 2010. Não interessa porque. Só sei que tava desencantado com a vida. Mas paulatinamente descobri que não tenho vocação pra Maria Merecedez, Marimar, tampouco Maria do Bairro. Essa capisciosa trilogia me fez lembrar da ululante máxima: A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.


Pronto. Por isso tô comendo o pão do diabo com fritas e um suco de melancia (porque Coca engorda e eu não tenho aporte econômico pra tirar costelas como fez Thalia) e descobri que é justamente essa a razão das minhas tragédias gregas serem, na verdade, tragicômicas. Pode chamar de bobo-alegre. Pode chamar de idiota. Pode chamar de filho da puta. Tá, filho da puta não.

Eu só sei ser feliz.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As novas do Lucas

Lucas, meu sobrinho de 4 anos, e a consciência alimentar:

- Vô, porque você não planta café?
- Porque deveria Lucas?
- Porque assim vocês param de tomar esse com ACIDULANTE!

Puta vida. Eu comia um Cheetos no momento.

_____________________________________

Lucas e a verborragização culta:

Eu entrando no quarto dele, ele olha pra mim e fala:

-Saia daqui, sua criatura maléfica dos pântanos!

Olhei com cara de uatafuck pra minha irmã, que respondeu:

-Calma. É só uma fala do desenho!

Me senti um pouco menos criatura maléfica dos pântanos...

domingo, 6 de dezembro de 2009

10 coisas que mais me irritam (continuação)

Aí cambada. Como a lista acabou se alongando, dividi em duas partes. Os ódios devem ser minuciosamente explicados para ninguém achar que eu sou louco.

6 - Danças típicas
Me irrita muito ver na televisão ou em apresentações ao vivo pessoas vestidas em trajes típicos de seus países, dançando alegremente e todo mundo tendo que gostar porque "é cultura!". Odeio dança típica. Especialmente as tribais, aborígenes e essas coisas. Respeito o direito de dançarem. Mas não perto de mim. Vem com aqueles instrumentos bizarros, vestimentas ridículas e balangandans pra cima de mim que vai ver só. Dança típica me desequilibra!

7 - Ser mal atendido / Grosserias gratuitas
Sérião. Antes de eu trabalhar nos EUA como recepcionista de Hotel e ouvir as maiores barbaridades de velhos com artrite, eu ficava com dó de atendentes que eram estúpidos. Pensava: Pobre proletário, deve estar tendo um dia ruim. Depois de passar pro lado de lá do balcão, adquiri esse ódio. FO-DA-SE que você está tendo um dia ruim. Eu não tenho NADA A VER com isso. Enfia o dedo no cu e rasga pra ver se melhora. Morde a cabeça do filho, trepa no muro do vizinho, arranca os pelo do sovaco a mordida, faz pipoca do testículo, TE VIRA. Tenho nada com isso, to pagando e EXIJO um ótimo atendimento. Vale também pra pessoas mal comidas que saem de casa quando deveriam se enterrar numa tumba de faraó, e acabam soltando despropérios a torto e à direita. Se resolve primeiro, paga terapia, corta os pulsos (se a terapia não adiantar), simula suicídio pra chamar a atenção...sei lá. Depois vai viver em sociedade.

8 - Mendigos me tocarem
Nossa, como me deixa louco. Eu entendo, tá, não me venha com o papo de consciência social porque eu a tenho, e muito bem aflorada. Mas num posso com mendigagem me tocando. Porra, eles coçam a bunda, enfia o dedo em qualquer lugar, acaricia cachorro que nunca viu água, assoam nariz com a mão e depois vem querer me encostar? Ah, peralá. Minha deliberação higiênica não permite. Não vem dando a mãozinha não que me desetabiliza. Causa batedeira, sério. Você aí, eu aqui, assim somos felizes!

9 - Gente lerda
Gente lerda me irrita muito. Muito. É meu lado paulistano ansioso dando as caras. Gente lerda no trânsito que passa no amarelo e te larga no vermelho. Gente lerda no metrô que não anda e nem deixa você passar pra pegar o próximo trem. Gente lerda no comércio que precisa de um sistema de análise de dados pra processar uma troca de palavras com o cliente. G-e-n-t-e l-e-r-d-a. Minha ansiedade causa um desconforto absurdo com gente lerda. Começo a não conseguir disfarçar e vai me dando um negócio, uma angústia, um pererê, que não sei do que sou capaz.

10 - Raul Gil
Mais do que ódio, eu tenho nojo do Raul Gil. Pra começar que pra mim ele é pedófilo meio esquisito. Acho muito estranha a relação dele com aquelas crianças. Ele tem um papo enorme. Ele se emociona fácil. Ele pinta as unhas de rosinha claro. Ele tem um cabelo tinjido de acaju. Ele tem uma voz de dar náusea. Ele tem um microfone dourado. Ele faz cara de humildade finjida quando começam a puxar o saco dele. Ele é garoto propaganda das Casas Bahia. Ele chama Raul. Ele tem um nariz de batata e dentes mais amarelos que girassóis. Ele é moralista. Ele é um sucesso entre as velhinhas. Ele me deprime, me constrange, me altera a sanidade mental. Pensar nele cagando ou tendo uma relação sexual me ajuda no regime alimentar. Raul Gil me deixa fora de mim.


Gente, sério. Deixem aí nos comentários ódios idiotas que vocês têm. Agora que terminou minha lista estou me sentindo meio freak. Vai, me ajuda aí!

10 coisas que mais me irritam

Tem coisas muito idiotas que irritam as pessoas. Eu tenho 10 coisas primordiais que tem em comum o fato de serem totalmente bestas. Sabe aquela coisinha de nada que te irrita MUITO? Pois é. Montei minha lista de coisas toscas, banais, supérfluas e irrisórias que me tiram do sério. Mas assim. Me tiram mesmo. Algumas delas me causam palpitações no miocárdio. Di-las-ei, portanto (prepara que é grande)

1 - "ELA MERE-CE, ELA MERE-CE!"

Nossa. Meu, sério mesmo. Eu sei que nem deveria assistir um programa que esteja sujeito a este tipo de levante popular. Acho que isso nunca aconteceu em um programa da Cultura. Mas sendo um apreciador de determinadas doenças da televisão, às vezes sou exposto a esta irritação. Quando o público começa a gritar "Ela mere-ce, ela mere-ce", meus pêlos ouriçam, minha garganta seca, e meu saco contrai. Quem é você, ó vagabunda do auditório, que nem sabe nada da vida daquela piranha sobre o palco, pra julgar a meritocracia intrínseca ao recebimento de determinado prêmio? Só porque o Gugu escolheu a casa dela pra ser reformada você acredita que ela merecia? E se ela bate na vó, chuta o cachorro, cospe no vizinho e molesta o papagaio? Você não sabe da vida dela, porra. Então antes de fazer um estudo psico-social aprofundado da vida daquele indivíduo, por favor, não fala que ela mere-ce!

2 - Choro de criança

Uma vez peguei um voo São Paulo - Paris que uma criança chorou inadvertidamente do meu lado por 11 horas e 45 minutos. Podia ser pior: Poderia estar indo pro Japão, ou serem gêmeos siameses. Mas uma, apenas, pra Paris, foi suficiente para me deixar com vontade de chutar a boca do francês da imigração e voltar pra minha casa. Crianças choram, meu coração pula. Não de preocupação por elas estarem feridas ou tristes. Mas de ódio. Tenho ojeriza a choro de criança. Não posso ver um episódio da Super Nanny, que me causa descompensação da pressão arterial. Não sei, NÃO SEI o que vai ser dos meus filhos.

3 - Sabonete que cai
Sérião. Isso me desequilibra de uma forma, que tenho vontade de sair pelado do banheiro, entrar debaixo do edredon e chorar. Por vários motivos. Por ter que abaixar pra pegar, pelo chão ser sujo, pelo barulho que faz a saboneteira, por eu não ter visto que tava caindo. Tudo. E você vê que nada realmente é relevante neste ódio. Mas se não fosse idiota, não estaria nesta lista de ódios idiotas.

4 - Flauta peruana

Não posso mesmo com flauta peruana. Me dá enjoo. Especialmente porque eles não tocam músicas típicas peruanas. Não. Eles tocam "Like a Virgin"! Mas eu odeio antes do repertório em si, o som daquele instrumento. Dá vontade de bicudar a banquinha do Peruano madito que também nunca está tocando, só coloca lá a porcaria do CD que algum infeliz gravou, e fica vendendo aquela bosta pra algum torturador do Serviço Secreto Iraniano. Pelamor. Escuto aquilo meus músculos se contraem todos e me causa tremedeira de tanto ódio. Malditos peruanos.

5 - Barulho de boca

Já cansei de dizer inúmeras vezes. Este é o meu maior ódio de todos. E não, num adianta vir fazendo barulho de boca proposital pra cima de mim que não cola. Tem que ser espontâneo e, melhor que isso, se a pessoa sequer conseguir perceber que está fazendo. Comendo de boca aberta. Mascando chiclete nojentamente. Velhinhos chupando a dentadura. Idiotas bebendo sopa. Crianças chupando sorvete. Beijos alheios. Minha amiga dormindo. Sério, minha amiga que dividia quarto comigo e fazia "nham, nham, nham" enquanto dormia, quase (QUASE MESMO), teve sua boca esmurrada em um momento de sono. Mas daí eu cutucava ela, que parava. Juro, me tira do eixo mais que tudo.

To be continued...

Vem pra cá, vem pra cá!

Tava lembrando com uma amiga outro dia como, desde que nasci, eu sou idiota.

A segunda vez que eu fui pra diretoria em toda a minha história escolar, foi absolutamente ridícula. A primeira também foi. Acertei um ferro na cabeça de uma amiga - mas foi sem querer. JURO!

Voltemos à segunda. Estávamos eu e minha amiga no famoso recreio. Sem ter o que fazer, fomos à Biblioteca. Pra nós, a biblioteca foi lugar de diversão, não sei nem porque. A biblioteca da escola era tão pequena que a catalogação dos livros não chegava a uma centena. Mas eles tinham revistas. Muitas revistas.

Folheando uma Veja, vimos uma foto de meia página do Silvio Santos. Agora vem a idiotice: Não sei porque parvo motivo, decidimos roubar a foto de tal apresentador. Minha amiga começou a rasgar lentamente a página para que o barulho não pudesse ser ouvido pela bibliotecária Magali. Estava dando certo, até o sinal tocar. Bateu o desespero na minha amiga que arrancou de supetão a foto, fazendo um barulho de rasgo e levantando as orelhas da Maga. Quando percebeu a cagada, minha amiga saiu correndo, seguida por mim, e a mulher atrás de nós.

O mote de toda a discórdia estudantil.

Corremos pelo páteo inteiro fugindo da pobre funcionária que anunciava aos berros: Devolve aqui, se não vocês estão fodidos!!! Mas não paramos sob ameaças. Corremos feito retardados, e quando ela se aproximava de um, passávamos pro outro, que corria mais ainda. Quando o alvoroço ficou grande, a diretora em pessoa foi conferir o que se passava, deparando-se com esta estapafúrdia cena. Conclusão: Nós dois sentados na cadeira da diretora com uma foto do Silvio Santos na mão. Pois é, né.

Punição: Se não achássemos outra revista pra repor a subtraída, teríamos uma semana de suspensão. Como não tinha cara de falar pros meus pais que ia levar suspensão por ter roubado uma foto do Silvio, saímos pela tarde à caça de uma Veja de três meses antes. Passamos em TODOS OS CONSULTÓRIOS. Médicos, dentistas, esteticistas, depiladoras. Ninguém possuia. Quando já estava quase desistindo e indo pra casa contar o ocorrido, passa uma colega nossa e fala: Que vocês estão fazendo aqui? Explicamos o escárnio que se deu, e ela respondeu docemente que seu pai assinava a Veja e poderia dar pra gente a edição que certamente teria em sua casa.

Pronto. No dia seguinte estávamos nós lá na sala da Diretora repondo o patrimônio escolar.

Recebemos uma advertência contundente: NUNCA MAIS façam isso.

Juro: NUNCA MAIS roubei nenhuma foto do Silvio Santos!

Subway!

É só clicar na imagem abaixo negada!!! Agora sim!


Aí vai!!!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Prepara, Brasil!

POST 200! EDIÇÃO ESPECIAL!

Todos bebemos, rimos e nos emocionamos embasbacamo-nos com a escolha do Rio como sede das Olimpíadas de 2016. Pela primeira vez na história da sua vida, você vai poder assistir pelo menos o salto com vara. Fizemos até piadinha que em "Tiro ao Alvo" e "Corrida de muitos metros fugindo de bandido", somos imbatíveis.

Mas antes deste fato se passar lá em terras fluminenses, aqui, na paulicéia desvairada, acontecerão jogos da Copa do Mundo de 2014! E aí vem a fatídica pergunta: O que estamos fazendo para nos prepararmos pra receber gente do mundo inteiro, ahn? Ãhn????

Isso mesmo. Nada.

Porquanto, eu, como um bom turismólogo cosmopolita, venho dar minha contribuição para o Governo do Estado de São Paulo. Não que ele mereça. Mas não quero ver neguinho fazer feio com a gringaiada e depois dizer que ninguém ajudou.

Apresento a vocês, o Mapa do Metrô de São Paulo - Versão Gringa.

Resultado de um trabalho árduo de tradução - inclusive Tupi-Inglês -, está abaixo a nata da inclusão globalizada. Com este mapa, NENHUM GRINGO há de se perder em solo Paulistano.

E como inclusão é a palavra de ordem, você que não é de São Paulo, lê este modesto Blog e não quer ficar sem entender as piadas, clique aqui para conhecer as estações verdadeiras do Metrô.



Que venham os Jogos e a Copa. AGORA SIM, estamos preparados.

UPDATE: Por ser um animal internético, não sei como faz pra vocês enxergarem a porra do mapa.

Bom humor matinal

Hoje tinha tudo pra ser um dia perfeito. Acordei com uma garoazinha fina, um ventinho gelado, sem sol nem telefone tocando. Até que peguei o ônibus. Aquela porra estava tão lotada, mas TÃO LOTADA, que os passageiros começaram a ter relação simbiótica. Se perguntasse pro meu coração qual sangue ele tava bombeando, não saberia se era do meu corpo, da velha que me encoxava ou do negão que eu encoxava. Estávamos tão grudados que me deu crise existencial. Não sabia mais se era jovem, velho, branco ou negro. Aqueles dois passaram a fazer parte de mim pelo trajeto.


Por ser 9:30 da madrugada, eu já estaria suficientemente mau humorado. Mas, por incrível que pareça, o COBRADOR, este ser que nada faz além de cobrar, me tirou um sorriso do rosto.

Tinham inúmeros velhinhos pra descer no ponto do hospital das Clínicas. Quando chegou, ele me solta em alto e bom tom:

- Aí criançada, chegou o ponto das Clínicas. RG na mão e bom passeio!

Pronto. Passei a achar engraçado o roça-roça, a lotação do busão e dei risada até do meu mau humor habitual. Preciso começar a ser sociável pelas manhãs. Pelo bem da minha existência.

domingo, 29 de novembro de 2009

Ode à Cerveja

Em um momento de apreciação do líquido amarelo-dourado (não, não to falando de urinoterapia ainda), comecei a pensar nas incontáveis vantagens que nosso querido suco de cevada traz à humanidade e, olha, não são poucas.



Se eu fosse Jesus, dava cerveja ao invés de vinho. Se eu fosse médico, receitava cerveja ao invés de lexotan. Se eu fosse alcoólatra, bebia cerveja ao invés de cachaça. Como eu não sou nem Jesus, nem médico, me reservo ao direito de beber muita cerveja.

Veja bem. Porque comer Activia se cerveja pode te regular o intestino? Porque tomar fluoxetina se cerveja pode te tirar da depressão e trazer alegrias incontidas? Porque tomar hidroclorotiazida, se cerveja é diurética? Porque comer, se cerveja é granola líquida?

Cerveja proporciona momentos de integração social como nenhum outro líquido jamais fez. Nem coca. Nem cola. Tampouco Coca-Cola. Se associada a mesa de metal, copo americano, samba e petisco, tem seu poder integrador potencializado ao infinito. Tenho CERTEZA que se Palestinos e Judeus tomassem uma gelada juntos, acabava o problema no Oriente Médio.

Resumindo: É a materialização da alegria. É a solução dos problemas do mundo em estado líquido. É a perfeição gaseificada.

E aí? Bora tomar uma breja/cerva/loira/gelada?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Recesso


Informo meus queridos leitores e visitantes que por conta de uma frustração aguda que me acometeu, estou de recesso.

Crise criativa, paunocu, viadagem, falta de auto-confiança, chamem do que quiser. A Folha me disse por meio de uma prova cartesiana e meritocrática que eu não to pronto pra isso pra isso, dando o tapa na cara mais doído que eu já recebi.


Portanto vou me recolher à minha mediocridade jornalístico-existencial por tempo indeterminado e, tão logo eu volte a acreditar no meu potencial, estarei de volta neste espaço e nos outros vários que por uma ignorância do destino rascunho umas besteiras.


Sem mais por ora.

*UPDATE*: Foi o tempo que eu precisava pra me apiedar de mim mesmo. Pronto. Passou. Agora só to puto, o que já é suficiente pra escrever de novo. Pelo menos aqui.

*UPDATE 2*: Pra quem se importa. Foi importante eu não ser admitido na Folha. Agora estou muito mais certo do que sempre soube: Preciso aprender muito, e quero, mais do que nunca, estudar tudo o que eu puder, pra não ser um jornalistinha meia-boca.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Low Batt

A Blasfêmia não partiu originalmente de mim, apesar de já ter pensado nisso inúmeras vezes. Mariana, minha amiga, ouvindo o chamar repetido e irritante do seu celular sem bateria falou: PUTAQUEPARIU! Pra quê é que esta merda fica apitando?

E neste momento me identifiquei com sua angústia. Precisava de uma reunião com os empresários da Nokia, Motorolla, Samsung, LG e Sony Ericson para perguntá-los: Porque um celular sem bateria precisa ser TÃO CHATO?


E não, não adianta por no silencioso, que deveria por si só indicar que você não pode ter um barulho importunando. Muitos deles simplesmente ignoram seu pedido de silêncio e continuam a fazer seu "pi-pi-pi" individualista e incessante. Alguém em sã consciência acredita que as pessoas GOSTAM de ter seus celulares descarregados? Não, queridos. Nós também não queríamos viver esta situação. Gostamos de nossos bichinhos virtuais funcionando como deveriam. Mas é que às vezes acontece, sabe?

Além disso, se esse fiudumaquenga não gastasse o resto de energia que lhe sobra pra avisar que está acabando, certamente duraria mais um pouquinho.

Então pronto. Está lançado o Projeto Celular Quieto. Tá acabando a bateria? Apaga. Morre. Mas pelamor, NÃO ME ENCHE O SACO!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Medo de quê?!

Gente.

Trago aqui, em primeira mão (?!), a lista de fobias da Wikipedia. Sério. Vale a pena perder um tempinho e ler esta lista. Para adiantar a vida de pessoas ocupadésimas, destaco os principais, com comentários entre parênteses.

Afobia - Medo da falta de fobias ( A pessoa teme não temer nada. Tipo isso!)
Anemofobia - Medo de correntes de ar (Tipo: Fujam! Aí vem uma brisa! E ela é MARÍTIMA!!!!!)
Anatidaefobia - Medo de ser observado por patos (Donald! Que cetá olhando malandro????!!!!)
Autofobia - Medo de si mesmo ( Aquele cara que não confia nem na sombra. LITERALMENTE!)
Caetofobia - Medo de pêlos (Terapeuta apresenta paciente pro Tony Ramos que morre do coração)
Cosmicofobia - Medo de movimentos cósmicos (CARALHO! Uma estrela cadente! Salve-se quem puder!)
Dextrofobia - Medo de objetos do lado direito do corpo (Nem entendi esse medo. Mishplica!)
Estasibasifobia - Medo de estar de pé ou andar (UFA, agora nesta cadeira-de-rodas estou SUPER SEGURO!)
Estruminofobia - Medo de morrer defecando (Ah, porque se morrer VOMITANDO, tá sussa)
Fronemofobia - Medo de pensar (E como ele chegou à conclusão que sente esse medo? Pensando bem acho que já conheci umas pessoas assim).
Geniofobia - Medo de manter a cabeça erguida (Esse só o Corcunda de Notre Damme sentia)
Hipopotomosntrosesquipedaliofobia - Medo de palavras grandes (Percebeu o sarcasmo do psiquiatra que deu nome a essa fobia, né?)
Japanofobia - Aversão e medo mórbido, irracional e persistente de japoneses e sua cultura (às vezes eu também tenho, viu. Clique aqui e aqui.)
Megalofobia - Medo de coisas grandes (Se a ambiguidade estiver valendo, TEMA MESMO, minha filha)
Microfobia - medo de coisas pequenas (Se a ambiguidade ainda estiver valendo, TEMA MAIS DO QUE NUNCA, minha filha)
Narigofobia - Medo de narizes (Bom, se for contar o do Michael, acabo de me enquadrar nessa).
Nostofobia - Medo de voltar pra casa (Porque a rua é SEMPRE o lugar mais seguro).
Octofobia - Medo do número oito ( Ãhn???)
Quifofobia - Medo de parar (Acabo de descobrir a doença que acometia Sir Johnny Waker!)
Radiofobia - Medo de radiação (Ah, porque isso ninguém teme, não. Eu, aliás, ADORO um uraniozinho enriquecido)
Tafofobia - Medo de ser enterrado vivo (Taí outro pleonasmo. Porque eu TORÇO pra ser enterrado vivo!)
Uranusfobia - Medo do Planeta Urano (É, melhor não tomar esse ônibus espacial. Tem escala em Urano!)

Vale a pena conferir na íntegra esta maravilhosa lista e lembrar que se você se acha bizarro, SEMPRE tem alguém pior nesse mundo.

E vamo que vamo.

A

A

B

C

D

E

F

G

H

I

J

  • Japanofobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de japoneses e de sua cultura.

L

M

N

O

P

Q

R

S

T

U

  • Uranusfobia - medo do planeta Urano
  • Uranofobia - medo do céu
  • Urifobia - aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante a fenômenos paranormais
  • Urofobia - medo de urina ou do ato de urinar
  • Uiofobia - medo dos próprios filhos; medo da prole.

V

X

  • Xantofobia - medo da cor amarela / medo de objetos de cor amarela
  • Xenofobia - medo de estrangeiros ou estranhos
  • Xerofobia - medo de secura, aridez
  • Xilofobia - medo de objetos de madeira ou de floresta

Z

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

10 Razões porque odeio Futebol

Por um infortúnio do destino, nascemos no "País das Maravilhas do Futebol" Crescemos ouvindo narrações de jogos, aprendendo as regras, entendendo a hermenêutica futebolística, louvando Pelé, odiando Argentinos, mandando o juiz pra putaqueopariu, torcendo pra algum time e fazendo silêncio sepucral na hora dos jogos.

Em um dado momento da minha vida me dei o direito de odiar futebol. E venho aqui, por meio deste livre espaço de expressão e divagação (minha), pra embasar econômico-político-sócio-culturalmente a minha maledicência contra tal esporte. Se ao fim desta argumentação você não concordar que pelo menos um destes itens é, de fato, muito irritante (mesmo aos mais fanáticos), passo a acompanhar o Brasileirão e torcer pelo XV de Piracicaba. Roxamente.

1. São onze marmanjos de um lado, onze marmanjos do outro, que deveriam fazer terapia em grupo por almejar coletivamente e de forma frustrada uma única e estapafúrdia pelota de couro amarrado cheia de ar. Não vejo POR ONDE isto pode ser interessante.


2. Enfiar a bola dentro de um buraco incontestavelmente grande não me parece nenhum feito a ser comemorado. Não fosse por ter uma mala tentando proteger até eu faria gols.

3. A torcida me irrita profundamente. As pessoas ficam bobas, brigam feito animais, choram feito crianças. São homens, mulheres, crianças, que torcem com TANTA emoção, que me dá náuseas. Alguém precisa apresentar coisas REALMENTE emocionantes para estas pessoas. Chama o Programa do Gugu, chama as revelações da Márcia Goldschmidt, manda a Vanusa cantar o hino, bota o Nelson Ned cantando frevo fantasiado de hawaiana, faz um trio do Emílio Santiago, Elymar Santos e Wando cantando Björk . Isto é emoção, minha gente.

4. Existem mil regras tolas pra deixar tudo mais difícil, e que depois serão pautas de programas de esportes que não acabam nunca, sempre com comentários inflamados e divagações desafortunadas de analfabetos funcionais. Pra quê tanta frescura? manda neguinho correr e fazer a parte dele e tá bom, pô.

5. 90 minutos é muito tempo. Vocês hão de convir comigo que com 90 minutos na mão, pode-se ver um filme, fazer sexo mais de uma vez, rodar o shopping, assistir o SuperPop inteiro, ler o Pequeno Príncipe, malhar pra cacete, escrever várisos Posts em um blog, e tentar ser um ser humano melhor. E os acréscimos, então? Tem piedade, ó Senhor.


6. Ter que aguentar toda Quarta e Domingo em TODOS OS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO os resultados dos jogos, quem sobe e quem desce na tabela do Brasileirão e as cagadas dos juízes. Pensa que se a expectativa de vida do brasileiro é de 78 anos, logo serão vividas aproximadamente 4368 semanas. Se a gente é obrigado a assistir este importúnio pelo menos duas vezes por semana, ao final de uma vida teremos suportado mais ou menos 8736 "Momentos de Resultados dos Jogos". É muito mais do que quantas vezes você vai fazer sexo, por exemplo.

7. Aqueles fiudumasquenga dos jogadores e técnicos tem escolaridade de texugos, salários de Reis e discernimento de toupeiras. Vê o infeliz comentar a própria profissão dele, uma partida de futebol. Não sai nada! É o puro creme do milho verde academicista! É a estratosfera do pensamento. Você vai passar uns bons 18 anos dentro de uma instituição de ensino e NUNCA vai receber 1/47 avos do salário destes infelizes que não fazem nada além de correr atrás de um objeto esférico.



Joel Santana em entrevista após jogo da África do Sul, time que comandava. Salário estimado em US$ 5 milhões anuais. Victor Gouvêa, fluente em inglês, francês e espanhol; Salário = R$ 0.

8. Você ter que amar futebol como condição de existência de sua brasilidade me irrita de um jeito, que me faz odiar mais ainda. Porra, nasci no Brasil, mas ninguém me obriga a amar Bossa Nova, nem Jorge Amado, nem Paulo Autran ou Villa Lobos. Sempre tive que responder à pergunta "Que time você torce" com uma vontade louca de responder outra coisa que suprimirei aqui por se tratar de vocabulário chulo demais para ser explicitado levianamente. Torço pra quem ganha, que assim nunca me decepciono.

9. Porque sou um perna-de-pau convicto, porque sempre fui o último a ser escolhido,porque sempre me botaram no gol ou na zaga, porque tomei um coice de uma chuteira de pinos metálicos que quase me deixa aleijado, porque nunca fiz um gol bonito, porque nunca me motivei de correr atrás de um objetivo vil e efêmero e porque dou zica pro time inteiro que sempre perde.

10. Galvão Bueno.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O mercado das entrevistas

Outro dia estava conversando com um amigo, e divagamos sobre as entrevistas de emprego. Cara, isso é uma máquina! Um verdadeiro mercado de inutilidade.

Ele, que estava buscando uma vaga como quem busca chifre na cabeça própria de cavalo, foi a incontáveis entrevistas, e saiu de todas elas - sem exceção - se sentindo o mais medíocre dos seres.
Vaga para seleção que eu recebi e me causou calafrios. Principalmente a parte do "traga seu CV", "os talentos e paixões" (imaginei levando ex-es pra lá) e o japonês com a raquete na mão e um sorriso no rosto.

Faz a barba, apara o cabelo, arruma a camisa social que combine com o resto da roupa, não parecendo nem muito sério, nem muito informal. Chega na hora - nem muito antes, nem muito em cima - e prepara o sorrisinho no rosto aparentando simpatia e escondendo a ansiedade. Senta em frente o entrevistador, não sabe o que faz com as mãos e nem as pernas por já ter lido mil dicas de RH's sobre o que a linguagem corporal quer dizer. Responde perguntas retóricas que quase sempre querem respostas que você sabe quais são - mesmo que, às vezes, não seja o que você diria se sua mãe te perguntasse.



Você tenta parecer um cara experiente, mas não arrogante, interessante, interessado, comunicativo, pró-ativo, curioso e formidável. Sai de lá sentindo que é a pior pessoa da face da terra porque não conseguiu ser sincero o suficiente, desinibido como o normal, confiante como se sentia e contratável como deveria. Aguarda um e-mail, um telegrama, um correio elegante, um telefonema sequer que às vezes chega, às vezes não.


E o pior é saber que numa entrevista eles nunca vão saber o puta profissional dedicado, meticuloso, perfeccionista e passional que eu sou quando estou fazendo alguma coisa. E da próxima vez não vou conseguir fazer diferente [otimismo mode on].

Pronto. Morram sem mim, YOU BASTARDS!!!!

PS: Se você já me entrevistou e leu esta notícia, bom...Foi assim que eu me senti quando estava sendo entrevistado :)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pedidos atendidos ou seu dinheiro de volta!

Quando cheguei nesta maravilhosa cidade chamada São Paulo, de súbito morava com meu irmão mais velho - publicitário enlouquecido - e um Colombiano que meu irmão conheceu em Cuba - só enlouquecido.

Já contei alguns vaivéns do Colombiano, que fumava maconha no quarto em represália ao fato de eu roncar à noite, mesmo sob pedidos concisos dele para que eu parasse (é, pois é). Mas teve um especial que foi marcante.

Meu irmão ia viajar pra China e ficar 3 meses por lá. Óquei. Antes de sair me deixou três recomendações:

1. Ligue o carro uma vez por semana porque o sistema de alarme é por satélite e, caso não seja ligado uma vez por semana, a polícia vem atrás pra saber se está tudo bem.

2. Molhe as orquídeas carésimas que eu possuo. Esta molha assim, esta molha assado, tantas vezes por semana.

3. Aqui está o dinheiro, pague todas as contas em dia quando chegarem pra não terem um centavo de juros.

Tudo bem. Nada difícil para um bípede pensante que eu me considerava. Só que no final destes três meses, eu iria viajar pro interior por três semanas. Resolvi deixar as tarefas domésticas sob o astuto comando do Colombiano. Ótimo.

Cheguei no mesmo dia que meu irmão voltou da China, mas por questão de horas ele chegou antes. Encontrou dois policiais procurando pelo carro dele, as orquídeas mortas e as contas todas com juros sobre juros.

Preciso nem dizer que ele comeu meu fígado com farinha de tapióca. E eu, aproveitando-me da melhor posição na pirâmide social, fui comer o rim do Colombiano:

- Ixcutaqui!!!! Você não foi capaz de ligar um carro, manter plantas vivas (veja bem, nem pedi pra que ficassem florescendo) e pagar meia dúzia de boletos?

Ele me olha de olhos vermelhos (sem pêlo branquinho):

- Ah, eu não consegui. Eram muitas coisas pra lembrar.

Neste momento percebi que a Cannabis sativa não era um meio de vida pro ser humano, mas um fim.

Engoli a seco, girei nos calcanhares e voltei pra tomar a minha surra de gato morto até o bicho miar. Claro que tentei jogar a culpa no pobre latino americano, mas ouvi de volta: "Se eu não soubesse que ele é incapaz de fazer essas coisas, eu não pedia pra você!".

É, faz sentido. Aprendi uma coisa muito importante naquele momento: Nunca entregue responsabilidades pra maconheiros Se você quer uma coisa bem feita, por mais idiota que ela possa parecer ser, faça você mesmo.

Querido Diário...

Querido diário...

Hoje, o final do meu dia foi absolutamente esquisito e lhe digo os porquês.


Primeiro eu fui pro ponto de ônibus, e este passou segundos após minha chegada. Subi, consegui lugar para sentar e o trânsito fluía como uma revoada de pássaros no verão. Cheguei em meu destino muito antes do previsível, sem nenhuma velha ter aparecido na condução coletiva para eu ter que dar meu lugar.

Fui ao Pão de Açúcar, que está com tudo mudado: os sabonetes onde eram os cereais, os cereais onde eram os produtos de limpeza, os produtos de limpeza onde ficavam os chás, os chás onde estavam os chocolates e os chocolates onde ficavam as camisinhas de sabores. Levei o tempo que economizei no ônibus - e mais um pouco - pra encontrar a nova localização geográfica dos meus interesses naquele supermercado.

Fui para a fila que, apesar de ter um caixa aberto, apenas, encontrava-se pequena. Além de mim, lá estavam um travesti com peitos postiços de papel higiênico e peruca de Dona Florinda, um bêbado segurando uma garrafa d'água que xavecava inadvertidamente o traveco, CERTO de que era apenas uma mulher de peitos murchos e bobs nos cabelos, um cara que questionava ininterruptamente sobre todas as facetas do Cartão Cliente Mais, e um japonês de olhos verdes (que suspeito que sejam lentes de contato). De normal, naquela fila, só tinha eu. Quer dizer, né.

Paguei e rumei à minha residência. Chegando no prédio, o porteiro me viu e abriu o portão sem ter que interfonar, e o elevador estava no térreo. Já na porta do apartamento, tinha um cachorro dormindo todo serelepe. Tá, não seria estranho se eu não morasse no 5º andar de um prédio. Entrei, guardei as coisas na geladeira, ligo a TV e encontro o Jô Soares anamariabragueando, dando uma receita de comida que incluia carne, linguiça, chantily e creme de barbear.


Como me sinto em um quadro do Dali, neste momento, vou dormir, e acordar esperando um ônibus que demore a passar e chegue lotado, que fique parado no engarrafamento por uma vida, que os shampoos e papéis higiênicos vão para o lugar onde deveriam estar no Pão de Açúcar, que também contará com muitos atendentes e filas homéricas de pessoas comuns, e depois chegar em casa e ter que tocar o interfone até o porteiro me reconhecer como o morador que sou, e o elevador estar no 11º andar, sem cachorros na minha porta, com o Jô entrevistando pessoas sentado em sua cadeira.

Amém.

Sobre o Kumon...

Outro dia estava almoçando e recebi de um passante na rua um papelzinho que dizia: Faça Kumon!

Juro. Me veio tudo na cabeça ao mesmo tempo e arrepiei até os pelos do sovaco só de lembrar de minha triste trajetória em tal regime ditatorial.

Eu sempre, SEMPRE fui uma negação matemática. De deixar Aristóteles e Descartes envergonhados por terem nascido. Perguntava coisas subjetivas pra professores e queria sempre entender o porquê de existir aquela fórmula matemática e sua aplicabilidade nas questçoes práticas da filosofia moderna. Ou seja né: Terror de qualquer professor.

O Ku grifado é por minha conta. Perceba a cara de infeliz do menininho da propaganda do negócio. Juro que não influenciei na cara de Ku do menininho desenhado na letra "Ó".


Percebendo o tamanho da minha ignorância, meus pais resolveram me inscrever no Kumon. Pra quem não conhece, é um método de tortura chinesa matemática criado por algum japonês filho de uma puta, que faz você ficar horas a fio sentado diante de problemas matemáticos até eles se tornarem automáticos na sua vida. Tá. Agora vou botar um rapaz do ITA em frente a elocubrações do Gilberto Gil pra ver se torna automática a compreensão dele.

O fato é que eu precisava mesmo de uma mão amiga pra compreensão exata. E lá fui eu ao Kumon. O Professor era o Seu Adalberto, um velho careca com cara de tarado, que aparecia todo bonzinho pra minha mãe, mas era O DIABO. Me odiava justamente por minhas viagens humanísticas demais pra exatidão dele. Além do que, as lições eram intermináveis: bloquinhos e bloquinhos com contas que não cessavam jamais. Eu joguei atrás do armário, na privada, enterrei, joguei no lixo, fiz miséria com aquelas lições de casa, mas elas sempre se multiplicavam.

Velho maldito que fundou o Kumon, senhor Toru Kumon (precisei nem jogar no Google, eu lembro o nome do velho)

Uma vez fingi que fui roubado - com a pastinha e tudo. Ah, lembrando que morava numa cidade de 30 mil habitantes e, se houvessem ladrões, seriam meus vizinhos. Ele olhou com uma cara de putíssimo pra mim e após uma pausa dramática disse:

"Então pelo menos os ladrões vão estudar e ter futuro na vida" ( tipo: diferente de você).

E me deu o dobro de lição pela distração. Daí que ele me xingava, humilhava e descontava a raiva do dia em mim. Eu reclamava pra minha mãe, mas ela só enxergava nele um bom velhinho careca. Até que um dia ele virou o carrinho de mexerica em cima de mim, fez escândalo de novela - onde se passa a mão com violência em cima da mesa derrubando tudo que está sobre ela no chão - e deixando a outra pobre aluninha estática em sua cadeira.

Eu fui embora, chorei rios, e finalmente minha mãe acreditou e resolveu me tirar daquela tortura. Anos se passaram tranquilamente e eu caí no golpe novamente. Abriu-se um novo Kumon na cidade com uma nova professora que foi minha vizinha e é um AMOR DE PESSOA. Daquelas que dá vontade de abraçar e dizer que sente muito por ela gostar de matemática.

E aí quando eu acertava um bloquinho inteiro de lição ela me dava um bombom. Bateu um Alcione Feeling e eu me motivava a acertar tudo pra ganhar bombons. Só que ela era muito boazinha e muito legal, daí eu enrolava até a morte. Não adiantou. Foi torturante e demorou pra poder conseguir a alforria.

Daí que eu me pergunto hoje: Porque, ó Jesus, eu concordava com meus pais e insistia em tirar leite de pedra? Se tivesse feito aula de outros idiomas no tempo que perdi naquela porcaria hoje falaria 7 línguas fácil.

Mas fica a dica: Não faça JAMAIS seus filhos estudarem no Kumon. Ele fez uma criança mais infeliz.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Sobre os antecessores e a Proença

Parece que a polêmica deste mês foi acerca das piadinhas infames que dona Maitê protagonizou anos atrás na "terrinha". Como existe um delay natural pra piadas de portugueses em Portugal, só agora eles ficaram putos.

Como eu não quero ser processado nem nada, adianto que tenho deste sangue de padeiros correndo em minhas voluptuosas cavidades cardíacas. E muito sangue portuga, aliás. Além de meu pai se chamar Manoel - em homenagem a seu avô - da parte da minha mãe (Maria) também despontam uns Joaquins. Quer dizer né...só não chamo pão de cacetinho pra evitar constrangimentos.

Então, me apropriando de toda a lusitanidade intrínseca à minha pessoa, faço piadas deles. Conheci uma portuguesa em Recife que dizia que esta história de que Portugueses fazem piadas de brasileiros é mentira. Whatever. Eu não me sinto mais culpado por fazê-las.


Sim, Anabela de Malhadas é a melhor piada que me apareceu nos últimos 47 anos.

O negócio é que eles enxergam algumas coisas de forma diferente da gente. Por exemplo quando se pede alguma coisa no Restaurante:

-Olá, garçom. Tem vinho tinto?
-Tem.
-Então me traga um.
-Acabou.

Porra! Tem mas acabou? É o pensamento prático deles que mata. ter, eles tem, mas naquele momento está em falta. Então teóricamente sua pergunta foi idiota. Deveria ser algo como "Você tem vinho tinto disponível para consumo?". E aí que surgem as piadas de brasileiros, porque somos muito práticos pras coisas, parecendo idiotas, às vezes.



Outro clássico são as embalagens de produto, que tem inscrições como advertência que deixam qualquer um estupefato com tamanha genialidade.

Enfim, a tiração de sarro não vai acabar jamais. E a Maitê Proença não foi a primeira, nem será a última. Mas, Maitê, vamos combinar: Da próxima vez que for tirar sarro de Português, ao menos seja engraçada.

sábado, 31 de outubro de 2009

Lucas e a espontaneidade

Lucas, meu sobrinho de 4 anos, pra variar, mostrando pra que veio.

Na quitanda com a minha irmã, a mulher ainda usa aquelas calculadoras que gera um papelzinho mostrando a soma e não serve pra nada. Sabendo que não tem utilidade, o Lucas pede pra mulher o papelzinho pra poder desenhar depois. A mulher olha pra ele e fala:

-Não, bem. Esse não posso te dar.

Ele argumenta:

-Mas não serve pra nada!

Ela completa:

-Mas não posso te dar!

Lucas olha pra minha irmã e solta:

-Que mulher MUQUIRANA, hein mãe!
_______________________________________

Ele me pede a inglória tarefa de montar pela segunda vez o lava rápido da Hot Wheels, que deve ter sido projetado por engenheiros da Nasa, tamanha dificuldade. Minutos depois, desisto:

-Lucas, não sei montar não.

Ele olha bem pra mim:

-Tio. Você é bobo?

Não acreditei:

- O quê???????

-Você é bobo? - repetiu o infanto

- Por um acaso você conseguiu montar isso?

- Não, mas eu sou criança...


Meio que me senti BEM bobo.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sem hora pro destino

Quando estava em Porto de Galinhas, um dia voltei pra pousada pegar o protetor solar que esqueci, e ouço na Redigrobu, sintonizada na recepção: “Não perca, hoje em Vale a Pena ver de Novo o último capítulo de Senhora do Destino”.

Juro. Me gelou a perna.

Cacete, como essa merda de tempo está passando rápido! Me lembro muito bem da estreia desta novela que por um acaso eu assisti. Estava em Porto Seguro, com meu pé quebrado (preciso contar essa um dia) e assistindo a Carolina Dieckmann se passar por Susana Vieira jovem. De repente, lá estou eu anos mais tarde ouvindo que vai ser o último capítulo do vale a Pena ver de Novo?! Porra, então essa merda já passou duas vezes!!! Sem contar o tempo que levou entre a inédita e o repeteco.

Putaquel. Tô ficando velho. Esta ardida constatação me incomoda. Aceito doações para o botox asilo. Melhor começar a pagar desde já, porque quando menos perceber, vai estar rolando o Vale a Pena ver de Novo de Viver a Vida, e aí não vai ser Maria Rita com lararauês, mas Miúcha com a sua Bossa.

E como viver a MINHA vida não tem Vale a Pena ver de Novo: F-U-I.

domingo, 25 de outubro de 2009

Coluninha!



Para os meus assíduos leitores aqui, ali e acolá, sai mais uma edição da minha Coluna de Viagens do Guia da Semana.

Outro dia falando com uma amiga que inicia um Blog sobre viagem de luxo e disse que quer me convidar pra escrever uma coisinha ou outra, comecei a pensar que só escrevi sobre coisas pobres até agora. Acho que não tenho moral pra tanto...

Bom, tamo aí né.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Enfim, Sexta!

Ê!!! Hoje é sexta-feira, dia de perder a dignidade!



Para aqueles que, como eu, ficam desesperados de ver a programação da 33ª Mostra Internacional de Cinema, e no melhor estilo, "Se não posso ver tudo, não vou ver nada", com raiva de uma programação tão extensa, desencana da vida cultural e vai pro bar.

Então vou contar uma história inspiradora que me aconteceu para encher seus corações de luz as vidas alheias de motivação para estragar a decência em uma sexta-feira qualquer.

Toda quinta-feira, nós, ECANOS, temos a famigerada QuintaiBreja, uma reunião etílico-depreciativa em um abiente descolado, com pessoas bacanas e música - quase - sempre boa.

O problema é que estou ficando velho. Sabe aquele senso de não-pertencimento? Você anda, anda, anda, conversa com grupos aleatórios, puxa papo com o catador de latinha, tagarela com pessoas que nem sabe o nome, mas chega um momento que bate a solidão. Nenhum de seus amigos de outrora está lá pra te dar um ombro. Que faz, então? Decide ir embora, bêbado, sem saber mesmo se está indo pro lugar certo. E, claro que, sem tem ninguém pra te guiar, não está.

Vou ao ponto de ônibus errado, pego o ônibus errado, e isso já é bem tarde. Não contente, durmo, e só acordo no ponto final na Zona Norte de São Paulo. Para uma questão de compreensão logística, eu moro na Zona Sul, ou seja: o extremo oposto. Já se fazia mais de meia-noite, eu estava em um local que não fazia ideia de onde era, no ponto final, encarando uma cara de cu do cobrador que causava indecisão nos seus peidos: não sabiam mais se desciam ou subiam.

Desci do ônibus e vislumbrei um MHotel de quinta catiguria. Entrei, não me lembro quanto paguei na diária (minha consciência monetário-deliberativa modifica-se proporcionalmente à quantidade ingerida de etanol), e dormi até as 6 da manhã, quando o dia já surgia claro e eu pude perceber que estava a metros do Metrô Tucuruvi. Fui embora com um gostinho de vômito satisfação por ter conseguido chegar são e salvo em casa no dia seguinte.

Então hoje é sexta-feira, dia da estragueira, dia de bebedeira, dia de ficar sem eira nem beira, dia de falar besteira, plantar bananeira, de fazer a zueira, de sacudir a poeira, de xingar o Nogueira, de batucar frigideira, espantar a pasmaceira, de cair na gafieira, de beijar a faxineira, da alegria costumeira, de curar bebedeira com bebedeira, dia de bagaceira.

Mas não se esqueça, depois vem o sábado!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

As vantagens do Exército

Sabe que quando chegou a minha vez de me alistar no exército eu micaguei forte. Não que eu achasse mesmo que eles me quisessem por lá, mas você sabe né. Eu, com essa cara de bobo, pareço filhinho de papai, às vezes um general mal-comido em um dia ruim, poderia encanar com a minha pessoa.

Saquei do meu exame cardíaco feito quando tinha 5 anos de idade (lembrando que os testes para o exército são feitos aos 18), e mostrei que minhas válvulas funcionavam pior que de um Del Rey 84.

O médico do exército arregalou uns olhos de medo e me mandou sentar em uma cadeira para aguardar a liberação de uma forma que me deu até paúra. Pensei: Puta que pariu, tô com um pé na cova e outro no skate e nem sabendo de nada. Nem pelado ele me mandou ficar.

No fim tudo deu certo, eu fui dispensado com louvor e minha mãe me disse que, de fato, quando pequeno, meu coração não valia nem um pacote de bala mastigada. Mas depois ele se recuperou (disse minha mãe né...) e vivemos todos felizes para sempre.

Mas esse vídeo me deu MUITO arrependimento de ter escapado das glórias do serviço militar.



Não lembro a última vez que ri tanto de um vídeo. E rio porque estou livre de todas estas vantagens insuperáveis. Ah, o serviço militar....

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Da série "Publicidades Lamentáveis"

Estava sentado na minha humilde cadeirinha do computador, no auge de 1 e pico da manhã, exercendo toda a multidisciplinaridade intrínseca ao meu lado feminino - afinal dizem que só mulher consegue fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo - falando no MSN, redigindo trabalho da faculdade e assistindo ao Programa do Jô (amigos me odeiam por trocar a TV a cabo pela boa e velha Redigrobu. Mas é o Jô, vá).

Comerciais no Jô. De repente escuto: E se tivesse um carro que estaciona sozinho?

Braço convicto, atentei-me para o fato. Pensei: DEOSDOCÉU. Se inventaram esse carro, JURO que vou contar moedinha pra comprar. Arrepio até os pelos mais inóspitos só de pensar em balizas!

E aí vem o complemento:

Quem questiona está sempre à frente. FEI*: Aqui você aprende a questionar.



Ooooooooooooooooooooooooi? Peralaumpoquim, querido amigo publicitário. Sério, Suzanne Richthofen feelings. Meio que me baixou a Conga.

Quem, em sã consciência, vai querer aprender a questionar sobre carros que estacionam-se sozinhos? E desde quando fazer especulações medíocres o torna um questionador?

Tá. Eu sei que se colocassem: "Qual a fundamentação do existencialismo Sartriano?", 97% das pessoas que se interessariam pela FEI fugiriam, com medo de ser coisa do diabo.

Mas, calmalá né. Não precisa chutar o pau da barraca. Esse questionamento leva quem, aonde?

Me leva, no máximo, a lembrar que dou graças a Deus (apesar dos pesares) por fazer parte da Universidade de São Paulo, que me ensinou a questionar umas coisinhas um pouquinho mais pertinentes do que suposições automobilísticas.

E olha hein. A Publicidade brasileira é internacionalmente reconhecida por sua criatividade.

Não me sai uma questão da cabeça (isso pega!): Será que a FEI também forma publicitários? Deve formar. Publicitários questionadores.




* FEI = Faculdade Essencialmente Idiota Fundação Educacional Inaciana. Ah, tá tudo explicado. Inaciana = Luis Inácio? Nunca antes neste país uma faculdade foi tão questionadora.
Enfim. Não suprimi o nome da faculdade pois tinha que trabalhar esta ação de demarketing pra eles. Foi conquistado.

sábado, 17 de outubro de 2009

Sobre genitores e senhas

Meu, eu não sei quem foi o primeiro Hacker, mas eu amaldiçoo a sua existência, de seus genitores, e dos genitores de seus genitores ao CU-BO.


Então meu Hotmail resolveu dar pití. Não sei que que deu na cabeça dele, mas não tava bem não. O que me faz pensar que eu sou um dos últimos seres humanos na terra que não tem um GMail ao invés de tão antiga plataforma. Mas tudo bem, eu respiro, penso no TAMANHO do trabalho que eu teria de avisar o Universo que meu e-mail mudou, e resolvo apenas mudar a senha.


Sim, queridos. Meu Hotmail foi absorvido pelo lado negro da força Hacker. Só que pra mim, mudou a senha de um, mudou a senha de tudo. Porque eu JAMAIS vou decorar senhas individualizadas pra cada um dos 200 artifícios internéticos que me consomem.


A primeira raivinha é ter que criar uma senha. Ter que tirar uma combinação inteligente do cu e jogar lá, pro avaliador deles dizer que é fraca. Você revira sua adormecida criatividade para inventar senhas e finalmente chega a uma que ele avalia como boa. Pronto. Depois, a segunda dureza é achar em todos os lugares onde é que fica a parte de redefinir senha. Eles SEMPRE escondem mais que minha mãe escondia os ovos da páscoa (um dia eu conto essa).


Feito isto, sua vida seguirá por um caminho sem volta. Serão árduos dias colocando a senha velha em tudo e sendo negado seu acesso às próprias contas. Aí você tem que reescrever mil vezes por dia, e botar a senha nova - quando consegue se lembrar dela instantaneamente.


E eles sugerem mudar a cada 2 meses. AHAM. Beijomeliga né que eu vou passar por todo este sofrimento bimestralmente. E ai se eu pego esse Hacker. Maledeto!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Notícias que nos fazem repensar

Abro a UOL e vejo a seguinte notícia: "Atletas centenários disputam Jogos Mundiais Masters na Austrália".

Abro as fotos. Deparo-me com tal imagem:



Tudo bem. A comparação com o Mr.Burns fui eu mesmo que fiz. Me lembrou muito ele a cara dessa velhinha.

Mas tá aí a Dona Dorothy, com NOVENTAINOVE anos ainda pegando na raquete (/piadenha). E eu aqui, no alto de meus 22, considerando tomar um relaxante muscular porque só não me dóem as pregas do fiofó.

É de se assustar que alguns dias de acadimia me deixem numa leseira tão forte. Mr. Burns Dorothy me inspirou a ser uma pessoa mais fitness.

Se ela pode, eu também posso! Ai...que dor!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

10 Razões porque não tenho Twitter

Em tempos de tecnologia, às vezes me perguntam: SÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉRIO QUE VOCÊ NÃO TEM UM TWITTER?????

Hum, sério. Aliás, seríssimo. Me parece que se eu dissesse que matei três freiras tailandesas a golpes de calabresa cozida no alho poró teria menos impacto na atualidade. Ou melhor: Porque é que eu não pus isso no Twitter?

Sem querer dar lição de moral, mas o Twitter me lembra muito a Teoria do Rádio do Bertold Brecht. Ele dizia que um dia teríamos espaço suficiente para que todos pudessem falar, mas não haveria mais nada a ser dito.

Vai parecer um Post mal humorado e ranzinza, e é, PORRA!, mas a ideia é externalizar todas as razões que eu suprimo ao responder a pergunta acima.

Portanto, dou abaixo algumas boas razões pelas quais não tenho um Twitter, e acho que ninguém deveria ter também.




1. Eu não tenho o que falar toda hora. S-I-M-P-LE-S-M-E-N-T-E não tenho. Quando tenho, venho aqui, vou ali, e falo. Ou é pra falar, ou não é. Nénão?


2. As pessoas não tem o que falar toda hora. Que me interessa saber quem cagou, quem dormiu, quem viajou, quem bebeu? É o rumo natural da vida e se elas o fazem, parabéns: deveriam mesmo estar fazendo e nunca precisaram contar nada disso pra ninguém como se fosse um grande feito.


3. Sabe, o mundo virtual já é suficientemente agitado. Porra, eu tenho que tocar (ou ajudar a tocar) 3 Blogs, 1 Coluna, 1 Orkut, 1 Facebook, 2 E-Mails...tô sussa de arranjar mais uma pra cabeça (contando com o fato de que eu, como um bom anti-geek, pretendo ter uma vida pessoal FORA do mundo cibernético.).


4. Eu definitivamente não gosto do conceito dos malditos 140 caracteres. Prolixo por natureza, sempre me foi um fardo fazer caber as mensagens de texto em 150. Botar todas as merdas que eu penso em míseros 140 caracteres é uma tarefa im-pos-sí-vel.


5. Eu acho que o Twitter emburraliza as pessoas. Consigo enxergar Twitteiros tremendo pela próxima Twittada do Sérgio Mallandro. Eu sei, você dirá agora: Como se o Blasfêmia trouxesse MUITA cultura pra alguém. Não, de fato não traz. Mas ninguém pergunta pelas ruas: VOCÊ NÃOOOOOO LÊÊÊÊÊ O BLASFÊMIA COTIDIANA? E esta é a proposta mesmo, não trazer cultura. É o mais puro creme do milho verde panis et circensis. E somos felizes assim: eu, os leitores e os não-leitores.


6. Eu sou contra coisas internéticas que precisem de alguém pra te explicar como funcionam aqueles códigos, o que significa retwittar, nem as novas utilizações de @ e #, que não míseros arroba e numeral. Não quero saber como minha mãe se sente quando eu monto uma apresentação de PowerPoint em 3 minutos e resolvo todos os mistérios que assolavam sua existência. Pelo menos não enquanto eu tiver menos de 50 anos e menos pés-de-galinhas do que as próprias galináceas.


7. O mundo de alegria que sugere a identidade visual do Twitter me dá calafrios. Pensar que quando dá treta aparece uma baleiazinha fofa, me deixa verdadeiramente amedrontado. Aqueles passarinhos felizes, aquelas nuvens fofas, sei não. Aí tem.


8. Todo mundo que entra no Twitter fica meio doido. Já viu? É neguinho postando prestes a ser operado, outro dando suas últimas Twittadas antes de morrer, outro mandando comentários da noite de sexo. Que que isso, minha gente. Acho que o Twitter (e aí entra o medo dos bichinhos bonitinhos) absorve a alma de seus usuários. (/PastordaUniversal).


9. Não conheço UMA BOA RAZÃO pra ter um Twitter. Sério, já perguntei pra muita gente que tem e adora. As respostas são com frequência coisas do tipo..."Ai é muito legal". Óquei. Eu conheço várias pessoas coisas legais e não as uso por isso. Não é plausível.


10. Vou ser da contracultura, mano. Vou resistir bravamente ao Twitter porque nóis da periferia eu não quero ter um. Sabe quando pega birra? Não quero, não quero e não quero (tipos pé batendo ao ritmo dos "não quero".).

Eu sei que muita gente vai dizer que ajudaria a divulgar o Blog. I don't care. Gosto de quem me lê porque quer me ler. Sei que vão dizer: Meu, mas rolaram muitas coisas ótimas no Twitter! Sim, rolaram. Até aí o Gabeira fez coisas ótimas também e nem por isso eu sou casado com ele.

Não que eu não possa ser convencido a fazer meu Twitter funcionar um dia. Mas por ora, no Twitter for me. Prontofalei.

domingo, 11 de outubro de 2009

I'm looking forajob

Gente, sério agora. Isso é um clássico instantâneo.

São três pessoas que estão na Nova Zelândia, sem emprego por ora. Cansados de procurar, pocurar e...procurar mais um pouco, ouviram uma sonora risada de um suposto empregador: "Looking for a jobbbb? Ha Ha Ha Ha.

Ao invés de sacarem armas e matarem cidadãos neozeladeses de raiva, chegaram em casa, compuseram um Funk e gravaram em casa, como nasceram os maiores sucssos do YouTube.





Se o baterista não fosse meu primo, a musa sua namorada e o do macaão um grande amigo dele de outrora, provavelmente não conhecê-lo-ia. E depois me pergunam de onde vem esse gene da minha família. Não sei, juro. Mas é fato que meu primo compartilha dele.

Aguardem, eles estão preparando um reggae.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Você descobre que é chato quando...

Outro dia estava comendo um Sonho de Valsa e vi que as instruções informativas sobre valores nutricionais da embalagem deste bombom mudaram. E pode ser que eu tenha culpa nisto.



Há aproximadamente 6 anos, no auge de um regime louco, comi um Sonho de Valsa. Desesperado para saber quantas calorias havia ingerido, revirei o lixo e, ao procurar na embalagem os valores calóricos, deparo-me com a seguinte mensagem:

PARA INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS LIGUE: 0800-meiamole-meiadura. (Não lembro o número).

Fiquei muito puto. Como ainda era um adolescente sem ter nada pra fazer, nem um blog pra escrever, ninguém pra beijar, resolvi ligar lá e causar no dia da atendente que devia coçar a bunda em tempo integral.

(Atendente): Kraft, boa tarde, em que posso ajudar?
(Eu): Oi, eu queria saber alguns valores nutricionais do Sonho de Valsa.
(Atendente): Pois não.
(Eu): Pois não o que?
(Atendente): Me diga o que o senhor quer saber.

Momento putaquepariu. Eu tinha que NARRAR o que eu queria saber. Chutei o pau da barraca:

(Eu): Potássio.
(Atendente): 0,47mg
(Eu): Cálcio.
(Atendente com voz-de-não-acredito): 0,82mg.
(Eu): Magnésio.
(Atendente com bufadinhas esparsas): 0,03mg
(Eu): Hummmm. Sódio
(Atendente audivelmente irritada): 0 mg
(Eu): Sério? Sódio zero?!
(Atendente): ......
(Eu): Calorias?
(Atendente possuída): 112.
(Eu): kilojaules?
(Atendente com voz de te mandaria tomar no cu se pudesse): 80 KJ

E por aí vai. Peguei a tabela periódica e só não perguntei o enxofre porque ainda ia resultar da digestão de tal alimento.

Gente, juro. Acho que a mulher arrancou os pelos do sovaco no dente e pediu demissão no mesmo dia. A hora que terminei ela ainda foi sarcástica:

(Eu): Ahn...acho que é isso, então.
(Atendente): isso?

Arregimantes de plantão: Agradeçam-me por poder conhecer instantaneamente o valor calórico de um Sonho de Valsa, e, consequentemente, o tamanho do estrago na sua dieta.

Pequenos atos que fazem a diferença. Eu Fui!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

(Estranhas) Relações de Consumo

Outro dia estava no Pão de Açúcar e me peguei escolhendo entre um produto e outro.

Ia pegar um Toddynho, mas acabei pegando um Kapo sabor chocolate, que eu SEI que é infinitamente pior que o Toddynho.



Comecei a repensar todas as aulas de marketing, publicidade, técnicas para fazer seu produto ser lembrado e toda a pasmaceira que me acometeu por 4 semestres inteiros na faculdade, e me coloquei naquela hora na posição de consumidor. Não foi o preço, não foi a distribuição nas prateleiras, não foi a embalagem convidativa, não foi pelo Cálcio, Ferro e Zinco, não foi nenhuma propaganda do Reino Encantado das Crianças que Bebem Chocolate Preparado.

Não pude escapar da pergunta: Porque, ó Deus, eu estou escolhendo um Kapo e não um Toddynho, mesmo sabendo que o Toddynho é melhor?

Neste revelador momento entendi que eu não sou um consumidor qualquer. Que toda e qualquer publicidade em nada interfere minha escolha. Minhas decisões de compra são pautadas invariavelmente pela PREGUIÇA. PRE-GUI-ÇA.

Sim, amigos leitores. Eu estava pegando um Kapo por preguiça de separar o Toddynho da embalagem com 3, já que eu queria só um. Pronto, peguei o Kapo que já vem separado. Confesso que fiquei um pouco assustado com a dimensão da minha leseira. Mas de repente percebi que eu compro o Batavo e não o Paulista porque aquele tem a tampinha branca em cima da caixinha, e assim eu não preciso cortar os biquinhos.

E num momento de consciência me vi dentro de uma escolha alicerçada nos mesmos direcionamentos: Vou ao Pão de Açúcar porque é o mais perto de casa, mesmo sabendo que uma quadra à frente tem um Bom Preço que é bem mais barato.

Fiquei pensativo. Acho que deveria comunicar a alguém que às vezes a lei do menor esforço impera sobre qualquer decisão.

Melhor não. Acho que sou um caso muito especial pra Publicidade moderna.

Orkut, the bitch

Gente, olha o Orkut querendo contribuir para minha involução espiritual.


Sorte de hoje:
Uma das maiores vitórias que se pode conquistar é derrotar um inimigo pela gentileza.


Descobri que o Orkut é baixo. E quem escreve a Sorte de Hoje é, no mínimo, uma genuína American Black Bitch (abaixe os alto-falantes).

E falando em vingança, aproveito para divulgar os vídeos da "Leona - Assassina e Vingativa". Sério. Pra quem não conhece, esta pérola da filmografia brazuca caiu em meu conhecimento em Recife, mas deve ser divulgado. É o puro creme do milho verde da produção independente nacional.

ALERTA: Se você não é um apreciador de tosqueiras extremas, evite ao máximo estes vídeos.

Desde a Abertura, a Parte I, a Parte II e a Parte III - A Aliança do Mal. Percebam a tonalidade noir e a evolução técnica da produção.

Orkut, Leona e Bitter Bitch, juntos, formam o que há de negatividade NESTE MUNDO.


Vou pra Yoga purificar...

domingo, 4 de outubro de 2009

Dó do cão

Gente, sério agora. Chamem a sociedade protetora dos animais. Chamem o PETA, PATA, PITTA ou qualquer PUTA. Chamem a Luisa Mell, chamem alguém.



Tenho um vizinho - que não é exatamente meu vizinho, porque mora em outro prédio, mas é bem perto de casa - que não é normal. Pra começar que ele é japonês e tem cílios de traveco. O que é muito estranho. Mas este digno senhor, eu JUROPORDEUS que já vi em milhares de situações passeando com sua cachorra. Tudo bem, parece não ser um problema né?

Ele sempre tem o mesmo passo calmo, e a cachorra vem logo atrás com uma cara de desolamento INCOMPARÁVEL. Tenho certeza que ele é recém-aposentado e não tem nada pra fazer. Juro: Acho que ele passeia com a cachorra umas 8 a 10 vezes por dia. Ela NÃO AGUENTA MAIS. É nítido! A cachorra vai se arrastando e sempre olhando pra ele com cara de quem não vê a hora dele entrar logo pra um grupo de Dança de Salão. Sério...eu já vi eles passeando tipos 5 horas da manhã quando eu voltava da balada...11 da noite quando eu estava indo...é A-NOR-MAL. Fico muito incomodado por ela toda vez que vejo. Dá vontade de ir lá dar um abraço nela e falar: Calma, bem, eu te entendo.

Luisa Mell, tome alguma providência: Pelo fim do excesso de carinho animal.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A coisa tá ficando séria...

E aí cambada!!!! Hoje, dia de saber que as Olimpíadas podem ser no Rio, dia de beber até cair para alguns, dia de viajar pra mim, dia de TANTAS coisas acontecendo concomitantemente (adoro concomitantemente).

Entre tantas estas coisas, a estreia da miha coluna no Guia da Semana.

É isso aí. Agora quem não cansar de me ler aqui no Blasfêmia, ou aqui no Vereda, ou aqui no TecoterecoTeco, poderá ler minha coluna de viagens no Guia da Semana.


É isso! E bom final de semana!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Seu Longuinho

Lucas em uma tarde sem aula:

"Seu Longuinho, Seu Longuinho, se eu achar dou 3 pulinhos".

Minutos depois...

"Mãããããããe. Esse Seu Longuinho não acha nada!!!!"

Conde & Drácula

Gente. Revirando e-mails antigos à procura de um sério, eu encontrei um de uma amiga que é sensacional e eu TINHA que compartilhar.



Vejam e chorem. Os nomes mais bizarros de duplas sertanejas evah. Tô ocupadão, então vai o link mesmo e vocês leem por lá.

Vale MUITO a pena.

Besomellama.

Sobre a infância e batata-sauté

Ontem estava no ônibus partindo da cidade grande pra pequena. Muito pequena.

Exatamente atrás de mim, dentre os 42 possíveis lugares no ônibus (sem considerar o colo do motorista, claro), duas criancinhas sentaram-se e chutaram meu banco por 4 longas horas enquanto eu lia um milhão de livros que tenho que ler.

Faltando alguns quilômetros pra chegar, eu matei os dois eu comecei a escutar as crianças conversando, ainda com um sotaque cebolinhês. Percebi que eram muito criancinhas MESMO e fiquei me martirizando por ser um velho tão chato. Se tivesse um chicote na mão, me chicoteava.

Mas de repente me encantei por elas! Eram fofas e falavam "puiquê". O irmãozinho falando pra irmã mais nova: "Eu vou complá um calo e tidá!". Ela responde prontamente: "Mas quem vai diligí?". Pensei. Nossa. Como são práticas as crianças de hoje em dia. Tipos...não sei dirigir, meu. Se vai me dar um carro tem que pagar logo um motorista. Aí ele olhou muito fofamente pra mãe e perguntou: "Mãe, se eu der um carro pla ela, você diligi?".

A mãe olha com a maior cara de batata-sauté DO MUNDO e responde:

"Você nunca vai ter dinheiro pra dar um carro pra ninguém."

Ca-ce-te. Juro. Quase levantei e dei naquela vaca. Vai cortar a imaginação da puta que te pariu! Fiquei pensando como os adultos tolhem as crianças por serem velhos demais. Respondi:

"Eu dirijo!"

Fiquei conversando por mais uns 20 minutos com eles e pirando na construção hipotética do mercado automotivo. No fim ele ainda me deu uma Mercedez. Eu que escolhi, claro. Preta.

Como é bom ser criança sem vacas por perto. Preciso lembrar disso quando uma delas começar a chutar meu banco. Sempre.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O apocalipse está próximo quando...

...descobre que a senhora Tatiana dos Santos Lourenço volta a ser simplesmente Tatiana dos Santos Lourenço.

Sabe o que isto significa? Uma apoteose e um cataclisma no mundo das sub-celebridades, que dirá no universo de compra de equipamentos culinários.

Tá mais por fora que umbigo de pobre, ainda? Tá bom, falarei português claro.

Tatiana era Tati-Quebra-Barraco, que deixou de quebrar qualquer coisa porque virou EVANGÉLICA. Sim, segura essa, amigo leitor. E-VAN-GÉ-LI-CA.




O que podemos esperar da intérprete de sucessos como "Dako é bom", "Boladona" e "Eu sou feia, mas tô na moda", que ameaçou considerou posar nua algumas vezes e que aos 29 anos já era avó?

MUITAS glórias, com certeza.

Gente, sério. O efeito multiplicador do Pastor Pilão está se tornando irrecuperável. Alguém tem que fazer alguma coisa U-R-G-E-N-T-E.

Fica a dica.

As multifacetas do álcool em gel

Sabe que agora com o álcool em gel disponibilizado até em enterro de anão, surge uma nova tendência, né?

Toca todo mundo dar aquela apertadinha na bagacinha e aproveitar que é de grátis. Esfrega mãozinha, dá aquela abanadinha pra secar mais rápido e dá uma cheiradinha pra ficar muito louco ver se tem perfume ou não.

Mas isto, eu, como um excelente hipocondríaco que sou, já faço há anos. Agora a nova tendência que eu pensei que estava lançando, já foi experimentada anteriormente por outrem:

Detento britânico fica bebâdo com álcool gel para prevenção de gripe suína

da Folha Online

Um detento de uma prisão de Dorset, no Reino Unido, teria ficado embriagado depois de beber o álcool gel disponibilizado nos corredores da prisão para evitar o contágio pela gripe suína.

"Fomos informados de um incidente horas depois da disponibilização do gel. Em uma das alas acredita-se que um detento estava usando (o gel) de forma imprópria", afirmou Andy Fear, da Associação de Carcereiros da prisão de The Verne.

"Quando você tem algo chamado álcool gel, pode ver que algo vai acontecer. Temíamos isto quando ficamos sabendo que seria oferecido aos detentos. Você não quer prisioneiros bêbados correndo pela prisão", acrescentou

___________________________________________________


Como não pensaram nisto antes? O próprio nome já diz: álcool em _____. Se fosse álcool em pedra, álcool em camadas, álcool em vapor, álcool em pequenas bolinhas que parecem naftalinas, whatever! A gripe suína já é o terror do Alcoólicos Anônimos.

Bom, então amiguinho hipocondríaco, já sabe né? Na falta da Balalaika, recorra ao álcol gel, SEMPRE. E você já tem algumas testemunhas de que não mata. Agora é correr pro abraço.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Igualdade dos Sexos

Uma amiga me disse: Depois que inventaram o Magic-Cone, o Invisible Bra e o Ponstan, podemos declarar que não há mais diferenciações entre os sexos. A luta pela igualdade acabou. Não precisam mais queimar nenhum sutiãzinho na praça.

Tá. O ponstan eu sei que é remédio pra cólica. O Invisible Bra, todo mundo sabe o que é.

Mas e o Magic-Cone?

Vejam aqui como termina a corrida dos sexos. É o puro creme do milho verde em se tratando de praticidade, agilidade e igualdade. Dá até pra chacoalhar se quiser. Uma bênção.

Parabéns às mulheres. Acho que realmente deveríamos parar pra refletir, tirar as bolas de ferro, desamarrá-las do pé da mesa, aposentar os chicotes, fazer pias mais baixas e fogões mais potentes. Nada mais justo.

Brincadeirinha, Maria da Penhaaaaaaa. Faz tempo que ficams pra trás. Só faltava mijarem de pé. Não falta mais!

Vídeos bombando

Tá, tem gente que é desinformada do mundo dos vídeos do Youtube. Que eu pergunto: Você viu tal vídeo? E a pessoa me olha com aquela cara de bigorna.

Portanto, pra quem não viu, alguns vídeos que são sensações recentes do Youtube:



O famososo, o internacionalmente conhecido, O CARA: Pastor Pilão.
Não, eu não sei UATAFUCK foi isso, mas é muito bom.



"Vanusa canta o hino" já é um clássico. Ela diz que foram os "remédios para labirintite". O que foi eu não sei, mas que vale MUITO a pena, vale.

HAVE FUN!

Ah, a sétima arte...

Bom, que eu A-M-O cinema, nunca escondi de ninguém. Por influência da minha vó (que largava o arroz queimando no fogo e não passava as roupas pra ir pro cinema), um dos meus programas preferidos é a sétima arte na grande tela. Na vida! Vou sozinho, acompanhado, em grupo...de qualquer jeito!

Mas tem UMA COISA que tá me matando de ir ao cinema. Vendo filme pelo menos 3 vezes por semana, NÃO DÁ MAIS pra assistir aqueles avisos de segurança. Num dá. Sérião, eu não aguento mais! Você sabe do que eu tô falando, né? Aquele desenhinho que tem antes do começo do filme avisando tudo o que você deveria fazer se tudo fudesse. A primeira vez que eu vi foi até engraçadinhozinho...mas hoje em dia já deu. To até tentando aprender a sincronizar minha chegada com o término desse aviso, mas como morro de medo de perder o começo do filme, SEMPRE vejo aquela merda. Me arrepia de raiva, juro.

Outro dia começou a passar e uma tiazinha quase teve um ataque epilético de TANTO RIR. Eu muito olhei pra cara dela...tipos, das duas uma: ou é retardada MESMO, ou a vida não te dá muitos motivos pra rir normalmente.

Eu sei que a próxima vez que eu vir vai me faltar pouco pra baixar a garota da laje e ir lá dar uma na cara do projetista. GENTE! E o projetista!!! Coitaaaaaado! Ele vê isso várias vezes por dia, todos os dias! Meodeos.

Olha, a minha proposta é que não se ponha este vídeo. Se der um incêndio, vai sair todo mundo correndo que nem frango degolado mesmo. Jogar o lixo no lixo, ninguém joga, com aviso ou sem. Celular SEMPRE tem um que toca, no matter what...então. Qué dizê né. Tortura a gente à toa!

Pelo fim dos avisos de segurança dos cinemas!

"Mas que façam bom aproveito que esse carro usado meu é zero!"

LAJE, Garota da. In: Profissão Repórter, Março/2008.

domingo, 20 de setembro de 2009

Minha vida sem o Google - Parte II

Gente. Eu tenho que publicar isto. Esta lista é interminável e sensacionalmente boa.

Abaixo a continuação. Se vocês forem tão idiotas quanto eu se divertirão loucamente. Destaque absoluto para o número 75. Ah, é só clicar na imagem que ela aumenta e dá pra ler tudo.

HAVE FUN!

Ai, minha mãe, minha mãe

Tem um monte de gente que me pergunta: Victor, mas de onde vem esse seu jeito assim? Bom, muita gente que conhece minha mãe, responde: Seu jeito é igualzinho ao da sua mãe.

Claro que tem que conhecer ela MUITO BEM, porque ela é uma senhora reservada, que não sai falando merda por aí pra qualquer um como eu. Mas lembrei outro dia de uma cena da minha infância e contei pra ela, morremos de rir.

Colocou-se na mesa do almoço alguma coisa que eu não gostava. Fiz barulho de ânsia. Minha mãe ficava puta da vida quando se fazia malcriação na mesa, ainda mais pra reclamar de uma comida.

Ela delicadamente olha nos meus olhos e pergunta:

"Eu estou botando MERDA na mesa?"

Eu: "N-n-não"

"Então COME ESSA COMIDA E N-U-N-C-A-M-A-I-S me faz esse barulho de novo quando servirem alguma comida pra você!!!!!"

Quando lembrei ela do ocorrido outro dia, me falou: "Nossa, que fina né?"

Outra vez meu MSN tava logado em casa e minha mãe sentou no computador. Aì uma amiga minha doidaça falou: Oi, gatinho!

Minha mãe respondeu prontamente. "Oi, não é o Victor, é a mãe dele. E eu, tô mais pra Jaguatirica com artrite"

Pronto. Minha mãe virou, para muitos dos meus amigos, Dona Jaguatirica.

Por essas e outras que eu amo a Dona Minha Mãe.

Minha vida sem o Google

Gente, JUROPORDEUS que eu tenho um monte de coisa pra fazer. Mas um tempo de cu em SP atrapalhou 97% dos meus planos e eu resolvi dar uma olhadinha no Analytics deste Blog. Pra quem não conhece, o Analytics é uma ferramenta da Google que permite ao dono do Blog conhecer quem são seus visitantes. Calma, eu não sei senha do banco de ninguém. Mas diz de onde eles são, quantos por dia, o tempo médio de permanência no Blog...enfim, coisas necessárias para que eu saiba que não tô falando com a porta, já que ninguém comenta mesmo.

Um dos tópicos do Analytics é saber como a pessoa chegou a este famigerado Blog, e eu devo confessar que nunca tinha dado atenção. Gente, juro. O Google me mostra o que as pesoas digitaram no Google e acabaram caindo aqui (às vezes por querer, às vezes sem querer). Claro que eu vou me ater aos "sem querer" e mostrar pra vocês uma lista das MELHORES COISAS DIGITADAS NO GOOGLE PARA CHEGAR ATÉ O BLASFEMIA COTIDIANA - Edição Comentada e linkada ao Post que explica a referência que o Google fez.


Print screen que prova o que comentarei abaixo. Só de prova mesmo, acho que não vai dar nem pra ler direito.

4. "Victor Gouvêa"
Fiquei deveras intrigado com este. Porque, ó Senhor, pessoas botam meu nome no Google? *Me-do*

5. "Porque o cogumelo do sol é tão caro?"
Coitada desta pobre alma mão-de-vaca. Querendo saber só porque tem que deixar rios de dinheiro pelas artrites, acabou caindo aqui.

7. "As figuras geométricas e o cotidiano"
Que tipo de pesquisa era essa? Bom, sifu.

13. "Pinto no liquidificador"
Meodeos. Porque é que alguém bota isso no Google? Quais eram as maléficas intenções deste (ou desta, ha!) pessoa?!

15. "Direi