terça-feira, 6 de outubro de 2009

(Estranhas) Relações de Consumo

Outro dia estava no Pão de Açúcar e me peguei escolhendo entre um produto e outro.

Ia pegar um Toddynho, mas acabei pegando um Kapo sabor chocolate, que eu SEI que é infinitamente pior que o Toddynho.



Comecei a repensar todas as aulas de marketing, publicidade, técnicas para fazer seu produto ser lembrado e toda a pasmaceira que me acometeu por 4 semestres inteiros na faculdade, e me coloquei naquela hora na posição de consumidor. Não foi o preço, não foi a distribuição nas prateleiras, não foi a embalagem convidativa, não foi pelo Cálcio, Ferro e Zinco, não foi nenhuma propaganda do Reino Encantado das Crianças que Bebem Chocolate Preparado.

Não pude escapar da pergunta: Porque, ó Deus, eu estou escolhendo um Kapo e não um Toddynho, mesmo sabendo que o Toddynho é melhor?

Neste revelador momento entendi que eu não sou um consumidor qualquer. Que toda e qualquer publicidade em nada interfere minha escolha. Minhas decisões de compra são pautadas invariavelmente pela PREGUIÇA. PRE-GUI-ÇA.

Sim, amigos leitores. Eu estava pegando um Kapo por preguiça de separar o Toddynho da embalagem com 3, já que eu queria só um. Pronto, peguei o Kapo que já vem separado. Confesso que fiquei um pouco assustado com a dimensão da minha leseira. Mas de repente percebi que eu compro o Batavo e não o Paulista porque aquele tem a tampinha branca em cima da caixinha, e assim eu não preciso cortar os biquinhos.

E num momento de consciência me vi dentro de uma escolha alicerçada nos mesmos direcionamentos: Vou ao Pão de Açúcar porque é o mais perto de casa, mesmo sabendo que uma quadra à frente tem um Bom Preço que é bem mais barato.

Fiquei pensativo. Acho que deveria comunicar a alguém que às vezes a lei do menor esforço impera sobre qualquer decisão.

Melhor não. Acho que sou um caso muito especial pra Publicidade moderna.

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